Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

Intransigência, Fanatismo e Intolerância

A Intransigência, o Fanatismo, a Intolerância são símbolos de Fé, são as alavancas mais poderosas da Acção. Os transigentes, os tolerantes, os indiferentes são lesmas e cobardes, destinados ao desprezo ou às piores violências dos adversários fanáticos, intolerantes e intransigentes.
Intransigência, Intolerância e Fanatismo são termos pejorativos dum sentimento sagrado que se chama – a fé.
Há o Fanatismo, a Intolerância, a Intransigência da Virtude e da Verdade, como há o Fanatismo, a Intolerância, a Intransigência do Crime e da Mentira.
Só é fanático, intolerante e intransigente que está convencido que é portador da Verdade. A tolerância, a transigência, a indiferença são estados próprios de quem duvida, hesita e não se sente muito seguro da posição que ocupa.
Na luta entre o Bem e o Mal, entre a Santidade e o Pecado, entre Deus e Satã, não pode haver tolerância, transigência e indiferença, porque a sua presença só traz prejuízos para o Bem, para a Santidade e para Deus e vantagens para o Mal, o Pecado e Satã.
Porque foi fanática, intolerante, intransigente a Revolução conquistou o mundo depois de ter mergulhado a França em Atlânticos de sangue. Porque é fanático, intolerante, intransigente o Comunismo está aí a governar o Mundo...
Porque foram fanáticas, intolerantes, intransigentes as Democracias ganharam a guerra. Porque não foi suficientemente fanático, intransigente e intolerante o Eixo, poupando a França, poupando os países ocupados – perdeu a guerra. Porque se não têm revelado fanáticas, intransigentes e intolerantes as Democracias ocidentais estão a ser vencidas pela Democracia oriental russa.
O Fanatismo, a intolerância e a intransigência postas ao serviço da Verdade, da Virtude, do Bem e da Honra levam ao Heroísmo; postas ao serviço da Mentira, do Pecado, do Mal e da Cobardia levam ao Crime. Jeanne d’Arc e Robespierre; D. Sebastião e Marat; S. João de Brito e Estaline; Silva Porto e Buiça...
Têm-me acusado muitas vezes de fanático, intolerante e intransigente. Sou-o quanto pode sê-lo quem vive num século desvirilizado, essencialmente burguês, materialista e céptico, e percorreu as sete partidas do mundo da cultura à procura da verdade nova, para só encontrar verdades falsas, à busca desinteressada do Sol e só encontrou crepúsculos frios. Quando voltei, desiludido, à minha tenda levantada no meio do tumulto, verifiquei que a única solução acessível às minhas inquietações e angústias era a tradição. E regressei à secular tradição portuguesa – a Deus, à Pátria e ao Rei.
E sou fanático, intransigente e intolerante em defesa de Deus, da Pátria e do Rei, até mesmo contra os que falam em Deus desservindo-o, ou falam na Pátria traindo-a, ou falam no Rei deformando-o.


Alfredo Pimenta, As Cartas da Rainha, in «A Nação» de 24 de Janeiro de 1948.

Porque todos os deuses dos povos são ídolos; mas o Senhor fez os céus (Salmo 96:5)

Ortodoxos não querem lixo pagão – Apesar de alguns erros teológicos, é bom saber que pelo menos os ortodoxos ucranianos não renunciaram ao combate pela causa de Jesus Cristo.

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

O que é a Democracia?

É o sistema de governo fundado na concepção maioritária de que 1+1=4.

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Domingo, 16 de Outubro de 2011

Contra-Revolução e Fascismo

Nesta altura, estamos em condições de indicar, num simples resumo, o que separa e o que aproxima a Contra-Revolução do Fascismo.
As afinidades positivas e negativas são bem patentes. Acentuação do valor superior do Estado face ao indivíduo, afirmação do Absoluto, corporativismo, culto do Poder pessoal, anti-relativismo, anti-liberalismo, anti-democratismo, anti-marxismo.
No entanto a Contra-Revolução e o Fascismo contrapõem-se nos seguintes tópicos.
A Contra-Revolução é conservadora, o Fascismo é revolucionário.
A Contra-Revolução aceita a esfera do privado, em geral, e a propriedade privada em especial, o Fascismo não admite em tese uma esfera puramente privada e tem tendências socializantes.
Por outro lado, a Contra-Revolução firma-se num Absoluto transcendente, o Fascismo concebe o Absoluto como imanente-transcendente.
A Contra-Revolução e o Fascismo possuem um entendimento diferente do Corporativismo e da supremacia do Estado sobre o indivíduo ou pessoa humana. A Contra-Revolução limita-se a subordinar o indivíduo ao Estado e submete-o, bem como ao Estado, à Igreja. O Fascismo visa a identificação do indivíduo ao Estado acima do qual nada vê.
Numa palavra: Fascismo e Contra-Revolução são universalistas, o Fascismo de um universalismo totalitário, a Contra-Revolução de um universalismo católico-tradicionalista.


António José De Brito in Para a Compreensão do Pensamento Contra-Revolucionário: Alfredo Pimenta, António Sardinha, Charles Maurras, Salazar.

Conferência

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

Ao cuidado de alguns «monárquicos»

JOÃO TIAGO – Vejo com certo espanto que julgas perfeitamente legítimos governos ou regimes que não tenham a adesão da generalidade dos governados.
JORGE GUILHERME – Não percebo porque te admiras. Se a adesão dos governados na generalidade fosse o fundamento da legitimidade, toda a revolução tornaria
ipso facto ilegítimo um regime. E até o regime que aceite tal fundamento, também, por seu turno, se tornaria ilegítimo se contra ele se erguessem alguns cidadãos. Seria o absurdo e o caos sem tirar nem pôr. O que já é pitoresco é que tão estranha doutrina também tenha sido defendida hoje em dia por cavalheiros que se proclamam monárquicos, isto é, adeptos de uma forma de governo em que a vontade dos governados não entra em nada para a designação dos governantes. A serem lógicos, o rei poderia ser deposto a cada instante, desde que a ele não aderissem os súbditos na sua generalidade. Claro que, então, a monarquia passaria a república e o rei a presidente. Enfim, sintomas de degenerescência intelectual que confrangem.
JOÃO TIAGO – Sei a que individualidades te estás a referir. Sempre me admirei que se classificassem a si mesmos de monárquicos os adeptos de teorias dessa índole. São lídimos exemplares de incoerência e confusionismo mental pelos quais não sentimos a mínima consideração, mas a que somos forçados a aliar-nos. São, não digamos os inocentes, mas antes os tontos úteis. Republicanos inconscientes sem coragem para romper com um monarquismo de rotina meramente verbal e para alinharem nas nossas fileiras, aproveitamo-los o mais que pudermos, mas não os temos em grande conta.


António José de Brito in Diálogos de Doutrina Anti-Democrática.

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

A Democracia conduz à Tirania

Ora não é... o desejo insaciável do que a democracia encara como o seu bem supremo o que causa também a sua ruína?
– De que bem estás a falar?
– A liberdade – respondi. Esse bem ouvirás dizer, num Estado democrático, que é o mais belo de todos e que por tal razão é esse o único Estado que um homem livre pode habitar.
– Com efeito, é uma frase que ouço repetir muitas vezes.
– Pois bem – prossegui –, e é aqui que quero chegar, não é o desejo insaciável desse bem acompanhado da indiferença por tudo o resto que faz mudar o governo e o reduz a recorrer à tirania?
– Como?
– Quando um Estado democrático, ávido de liberdade, encontra à sua frente maus servidores, não conhece mais limite e embriaga-se de liberdade pura; então se os que governam não são extremamente moldáveis e não lhes dão uma completa liberdade, processa-os e pune-os como criminosos e oligarcas.
...os governantes que parecem governados e os governados que parecem governantes eis as pessoas que são elogiadas e apreciadas pública e privadamente. Não é inevitável que em tal Estado o espírito de liberdade se estenda a tudo?
– Não pode ser de outro modo.
– Sustento... que o pai se acostuma a tratar o filho como igual e a recear os seus filhos, que o filho se considera igual ao pai e não tem mais respeito pelos pais porque quer ser livre; que o meteco se torna igual ao cidadão e o cidadão ao meteco e o mesmo se passa com o estrangeiro... Em tal Estado o professor teme e lisonjeia os alunos e os alunos riem-se dos professores e mestres...
– Imagina – continuei –, que grave consequência têm todos esses abusos acumulados: tornam os cidadãos tão desconfiados, que à menor aparência de constrangimento se zangam, se revoltam e chegam, conforme sabes, a desprezar as leis escritas e não escritas para não terem acima de si absolutamente nenhuma autoridade.
– Sei isso demasiado bem...
Retomei o discurso:
– Tal é pois, meu amigo, e se me não engano, o belo e sedutor começo da tirania... é certo que todo o excesso traz geralmente uma reacção violenta... O excesso de liberdade não pode senão levar a um excesso de servidão quer no indivíduo quer no Estado... É portanto natural... que a tirania não tenha origem em nenhum outro governo que não seja o popular, quer dizer, não é verdade?, que da extrema liberdade nasce a servidão mais completa e atroz.


Platão in A República.

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Usura

O sistema bancário foi concebido na iniquidade e nasceu no pecado. Os banqueiros internacionais possuem o mundo. Tirai-lhes tudo o que têm, mas deixai-lhes o poder de criar depósitos e, com umas tantas penadas, criarão depósitos suficientes para recuperar tudo outra vez. Mas, se lhes tirais o poder de criar dinheiro, todas as grandes fortunas desaparecerão, incluindo a minha, o que, em contra-partida, faria que este mundo fosse muito mais feliz. Mas, se quereis continuar a ser escravos dos bancos e pagar os custos da vossa própria escravidão, então deixai-os continuar a criar depósitos.

Josiah Stamp citado por Joaquín Bochaca in A Finança e o Poder.

Sábado, 1 de Outubro de 2011

A Verdade sobre a Crise

Suponhamos que sou um banqueiro e que empresto 1.000 dólares a John Smith, com a garantia da sua fábrica. A seguir, retiro uma parte dos meus outros empréstimos, diminuindo assim o poder de compra na região onde John Smith montou o seu negócio. Em consequência dessa contracção do poder de compra, de "procura", os preços baixarão e John Smith deixará de ganhar dinheiro. Como tem que pagar-me os juros do empréstimo que lhe fiz, começa por reduzir no pessoal e a instalar maquinaria que poupe mão-de-obra. Mas eu continuo a reduzir os meus empréstimos. Os preços continuam a baixar e, no final, John Smith fica sem recursos. Diz-me que não pode continuar a pagar os juros. Então, hipoteco-lhe a fábrica e ponho-a à venda. Faço-lhe uma oferta de 800 dólares, quantia que servirá para pagar o empréstimo que lhe fiz. Um pouco mais tarde começo a emprestar de novo, e os preços voltam a subir. A fábrica de John Smith tem agora muito valor, uma vez que voltou a aumentar – proporcionando poder de compra – a chamada "procura" do que ele fabricava. De maneira que vendo-lhe agora a fábrica por 5.000 dólares, metendo ao bolso, "com toda a legalidade", 4.000 dólares.

Arthur Nelson Field in The Truth about the Slump.


Adenda: reler Bancocracia.