Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

Com a Usura


Com a usura nenhum homem tem casa de pedra firme
de blocos bem talhados e bem lisos
para o desenho os recobrir na face,

com a usura

nenhum homem tem um paraíso pintado na sua igreja
harpes et luthes
nem sítio onde a Virgem receba a anunciação
e onde um feixe de luz jorre da ferida,

com a usura

nenhum homem vê Gonzaga os seus herdeiros e as suas concubinas
nenhum quadro é pintado para durar ou viver com ele
é pintado mas é para vender, para vender depressa

com a usura, pecado contra a natureza,
o teu pão é feito cada vez com piores farrapos
o teu pão é seco como o papel,
sem trigo da montanha, sem boa farinha

com a usura o traço torna-se grosseiro

com a usura não há fronteiras
e nenhum homem pode achar um lugar para a sua casa.
O pedreiro fica longe da sua pedra
o tecelão longe do seu ofício.

COM A USURA

a lã não chega aos mercados
os carneiros não ganham lã com a usura
A usura é uma peste, a usura
torna romba a agulha nas mãos da virgem
e embaraça os gestos da fiandeira.
Pietro Lombardo não veio pelo caminho da usura.
Duccio não veio pela usura
Nem Pier della Francesca; Zuan Bellin também não foi pela usura
nem foi com ela que pintaram «La Calumnia».
Não foi pela usura que veio Angelico; nem Ambrogio Praedis,
Nem veio a igreja talhada em pedra assinada: Adamo me fecit.
Não veio pela usura Santa Trófima

Não veio pela usura Santo Hilário,

A usura corrói o cinzel
Ela corrói a arte e o artesão
Ela enrodilha o fio no ofício
Ninguém aprende a bordar a ouro seguindo o modelo dela;
O azul tem um cancro por causa da usura; o carmesim fica por bordar
A esmeralda não encontra Memling

A usura mata a criança ainda no ventre
Ela corta a carreira aos jovens
Ela leva à cama a paralisia, ela está deitada
entre a jovem desposada e o seu esposo.

CONTRA NATURA

Levaram prostitutas a Eleusis
Ao banquete assentam-se cadáveres

A convite da usura.


Ezra Pound

Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

Vá para fora, cá dentro!

A primeira tarde portuguesa

Na era de 1166 [ano de 1128], no mês de Junho, na festa de S. João Batista, o ínclito Infante D. Afonso, filho do conde Henrique e da rainha D. Teresa, neto do grande imperador da Hispânia, D. Afonso, com o auxílio do Senhor e por clemência divina, e também graças ao seu esforço e persistência, mais do que à vontade e ajuda dos parentes, apoderou-se com mão forte do reino de Portugal. Com efeito, tendo morrido seu pai, o conde D. Henrique, quando ele era ainda criança de dois ou três anos, certos [indivíduos] indignos e estrangeiros pretendiam [tomar conta] do reino de Portugal; sua mãe, a rainha D. Teresa, favorecia-os, porque queria, também, por soberba, reinar em vez de seu marido, e afastar o filho do governo do reino. Não querendo de modo algum, suportar uma ofensa tão vergonhosa, pois era já então de maior idade e de bom carácter, tendo reunido os seus amigos e os mais nobres de Portugal, que preferiam, de longe, ser governados por ele, do que por sua mãe ou por [pessoas] indignas e estrangeiras. Acometeu-os numa batalha no campo de S. Mamede, que é perto do castelo de Guimarães e, tendo-os vencido e esmagado, fugiram diante deles e prendeu-os. [Foi então que] se apoderou do principado e da monarquia do reino de Portugal.

José Mattoso in Dom Afonso Henriques.

Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

Corpus Christi

Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei-de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.

João 6:51-58

Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Ressurreição

É uma Pátria quebrando cadeias,
É um silêncio que volta a cantar,
É um regresso de heróis às ameias,
Da cidade que volta a lutar.

É um deserto que vemos florir,
É uma fonte jorrando de novo,
É uma aurora que volta a sorrir
Nos olhos cansados do Povo.

E já ardem bandeiras vermelhas,
Nos campos há gritos de guerra,
Nas trevas da noite há centelhas,
Das rosas em festa da terra.

Canta o vento nos trigos doirados,
Dançam ondas à luz das fogueiras,
E nas sombras guerreiros alados
Erguem espadas entre as oliveiras.

É uma Pátria de novo sagrada,
Acordada da morte esquecida,
Vitória da nova alvorada:
Lusitânia em giesta florida.


Letra de Diogo Pacheco de Amorim
Música de José Campos e Sousa

Coisas que a Televisão não transmite

Terça-feira, 21 de Junho de 2011

MON n'O Diabo

O Diabo, edição de 21 de Junho de 2011.

Decálogo do Estado Novo

Transcrição, aqui.

Domingo, 19 de Junho de 2011

Da apresentação pública do MON

Diário de Notícias, edição de 19 de Junho de 2011.

Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

Contra o mito do Progressismo

Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis. Eis uma metáfora pela qual os modernos são apaixonados; sempre dizem: «Não se pode atrasar o pêndulo». A resposta é clara e simples: «Pode-se sim». Um pêndulo, que é um objecto construído pelo homem, pode ser modificado por um dedo humano a qualquer hora. Assim, a sociedade, que é um objecto de construção humana, pode ser reconstituído sob qualquer forma já experimentada.

Gilbert Keith Chesterton in O Que Há de Errado com o Mundo.

Movimento de Oposição Nacional

Sessão de apresentação pública no próximo dia 18 de Junho, Sábado, pelas 15.30 h., numa sala do Novotel, na Av. José Malhoa, em Lisboa.

Convidado como especialista em Ciência Política e «português livre» de mérito, o Prof. Dr. António Marques Bessa, do ISCSP, fará uma intervenção inicial sobre a situação de Portugal. Em seguida o M.O.N. apresentará o seu Manifesto Essencial, «12 Objectivos para Fazer Renascer Portugal», sob o lema «Tudo Pela Pátria! Por Portugal - E Mais Nada» ao que se sucederá um momento de perguntas e respostas com todos os participantes, incluindo a Comunicação Social.

A Direcção Nacional do M.O.N.
José Carlos Craveiro Lopes; Humberto Nuno de Oliveira; Vítor Luís Rodrigues; Alberto de Araújo Lima; Júlio Nogueira Tomé

Contactos: oposicao-nacional@sapo.pt


Nota: No fim da sessão, José Campos e Sousa cantará quatro temas originais sobre a actual situação portuguesa.

Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Pintura para hoje

Santo António com o Menino Jesus de Vieira Lusitano

Domingo, 12 de Junho de 2011

Imigração ou invasão?

«Bem lhes podem fechar a porta. Eles entrarão pela janela. Felizmente tomarão conta das nossas cidades (...). E, se não fôssemos tão estupidamente arrogantes, até fariam qualquer coisa desta Europa aristocrata, falida e snobe. Se tivéssemos aprendido com a América, saberíamos que o futuro é dos melhores. E os melhores são os que partem. Espero que não se integrem na mediocridade nacional. Que venham muitos e façam disto um país.»Daniel Oliveira, ex-dirigente do BE.

Portugal é o país que legaliza mais estrangeiros

A ver, aqui.

Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

Frase para hoje e sempre

Ser revolucionário é servir o inimigo. Ser liberal é odiar a pátria. A Democracia moderna é uma orgia de traidores.

Fernando Pessoa in Ultimatum e Páginas de Sociologia Política.

Dia da Raça

Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Sábado, 4 de Junho de 2011

Declaração de voto

Sou um nacionalista integral. Tenho uma concepção tradicional e orgânica de Estado. Rejeito a Democracia. Porém, isso não significa que não venha a votar numa formação política minimamente séria e competente. A Igreja manda que, na ausência de um bem maior, se opte sempre pelo mal menor. Contudo, nestas eleições não existe mal menor. Todos os partidos concorrentes são igualmente maus. Nenhum deles mostra ter a capacidade necessária para redimir Portugal. E na ausência de uma alternativa política credível, anular o voto continua a ser a melhor forma de contestar a Situação. Daí o meu voto ser nulo. É o repúdio total e completo por este Estado de coisas.