Sábado, 28 de Maio de 2011

28 de Maio, Sempre!


Eu não nasci para lacaio
dos papagaios da mentira.
De Maio é que já não saio.
De Maio ninguém me tira!


Rodrigo Emílio.

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Cristiada

Brevemente nos cinemas, um filme sobre a Guerra Cristera:

Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

É este o Rei que Portugal precisa?


Para monarquias de fachada, prefiro a República!

É este o Homem que vai salvar Portugal?


Para políticos inaptos, já basta os que temos!

A impunidade reina em Portugal

Excelente análise e comentário de Barra da Costa:



Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

Integralmente monárquicos

Não somos conservadores – dada a passividade que a palavra ordinariamente traduz. Somos antes renovadores, com a energia e a agressividade de que as renovações se acompanham sempre. O nosso movimento é fundamentalmente um movimento de guerra. Destina-se a conquistar – e nunca a captar. Não nos importa, pois, que na exposição dos pontos de vista que preconizamos se encontrem aspectos que irritem a comodidade inerte dos que em aspirações moram connosco paredes-meias. É este o caso da Nobreza, reputada como um arcaísmo estéril em que só se comprazem vaidades espectaculosas. A culpa foi do Constitucionalismo que reduziu a Nobreza a um puro incidente decorativo, volvendo-a numa fonte de receita pingue para a Fazenda. Foge, cão, que te fazem barão! – chacoteava-se à volta de 1840. Mas para onde, se me fazem visconde?! E nas cadeiras da governança o cache-nez célebre do Duque de Ávila e Bolama ia esgotando os recursos do Estado em matéria de heráldica.

António Sardinha in Ao Princípio era o Verbo.

Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

Nacionalismo totalitário?

Sim. (...) Porque tudo pela Nação, nada contra a Nação. A Nação acima de tudo? Evidentemente. Acima de Deus e acima do Rei? A pergunta revela estupidez em quem a formule. Porque eu não concebo a Nação nem independente de Deus, nem independente do Rei. Sem Deus, é a Nação sem alma; sem Rei, é a Nação acéfala. Porque assim penso, sou nacionalista totalitário, e coloco a Nação acima de tudo – que é como quem diz: coloco acima de tudo, – Deus, a Pátria e o Rei.

Alfredo Pimenta in Três Verdades Vencidas: Deus, Pátria, Rei.

Domingo, 15 de Maio de 2011

Nacionalismo cristão

Os mestres do nacionalismo no século XIX são cristãos.
Até um descrente como Taine, por mero escrúpulo científico, é obrigado a afirmar: «Sempre e por toda a parte, desde há mil e oitocentos anos, quando o cristianismo desfalece, os costumes públicos e privados degradam-se. Na Itália, durante a Renascença, na Inglaterra, sob a Restauração, em França, durante a Convenção e o Directório, viu-se o homem tornar-se pagão como nos primeiros séculos. Achava-se como no tempo de Augusto ou de Tibério, voluptuoso e duro. Abusava dos outros e de si próprio. O egoísmo brutal e calculista tomara o ascendente. Faziam estendal a crueldade e a sensualidade. A sociedade convertia-se numa Falperra e em lugar suspeito.»
Nada, pois, opunha o cristianismo e o nacionalismo. Pelo seu carácter tradicionalista, este não podia ver outra coisa na Igreja senão o seu carácter de formadora das gerações de que saímos.
«Se a Pátria – escreve Bourget – é a terra dos pais, como a palavra indica, é-o também do que foi o melhor da sua alma, o Deus em que eles creram. Se ela não for isso, não é nada. A religião não liga somente os vivos em conjunto e todos a Deus, ela liga os vivos aos mortos pela comunidade sagrada das esperanças, representada na dos ritos.»
A escola nacionalista do século XIX é, pois, uma escola nacionalista cristã, e Maurras pôde escrever a Pio XI: «o nosso ensino político deu em resultado reconduzir muitos protestantes, livres-pensadores e agnósticos à fé da Igreja.»
E Pio XII, em 1939, levantando o índex que havia tempo pesava sobre a Action Française, escrevia à prioresa do Carmelo, a irmã de Santa Teresinha, que se fizera advogada da Action Française: «Confiamos à tua solicitude filial o cuidado de te fazeres intérprete dos Nossos sentimentos junto desses homens (os nacionalistas da Action Française) cujos talentos, são ainda para Nós, uma tão bela promessa para a causa de Jesus Cristo. E é também, através da tua caridade, que Nós lhes enviamos de todo o coração, a Bênção Apostólica.»
Dissipara-se a nuvem que um instante toldara as relações entre a Igreja e a mais viva escola nacionalista contemporânea.


Jacques Ploncard d'Assac in Três Estudos Políticos.

Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

O materialismo prático de alguns católicos

Um Oriental não pode admitir uma organização social que não repouse em princípios tradicionais; para um muçulmano, por exemplo, a legislação inteira não é senão uma dependência da religião. Em tempos, também assim foi no Ocidente: basta lembrarmo-nos do que foi a Cristandade na Idade Média; mas, hoje, as relações estão invertidas. Com efeito, vemos agora a religião como um simples facto social; em vez da ordem social inteira ser associada à religião, esta, contrariamente, quando ainda consentimos dar-lhe um lugar, não é mais vista senão como um qualquer dos elementos que constituem a ordem social; e quantos católicos aceitam esta forma de ver sem a menor dificuldade!
Praticamente, crentes e não crentes comportam-se quase da mesma maneira; para muitos católicos, a afirmação do sobrenatural não tem senão um valor teórico, e ficariam embaraçados se tivessem que constatar um facto miraculoso. É o que podemos chamar de um materialismo prático, um materialismo de facto; não é este mais perigoso do que o materialismo admitido, precisamente porque aqueles que por ele são atingidos não têm sequer consciência?


René Guénon in Oriente e Ocidente.

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

Acabemos com Isto

Acabo de percorrer a maior parte dos comentários que se fizeram ao acontecimento trágico de quarta-feira passada, em que um agente da ordem pública e social sucumbiu às mãos de um inimigo da mesma ordem, – acontecimento que se deu no mesmo dia em que pela terceira vez se adiou o julgamento de outro inimigo da ordem social. Palavras, palavras, palavras – e nem um conselho positivo, e nem uma solução positiva! Tocar na arca santa da instituição do júri criminal? Pedir a instituição dos processos sumários militares? Esquecer tudo, tudo e obrigar o Governo a defender a Ordem, e impor a Ordem, com a Constituição ou contra a Constituição, com o Parlamento ou contra o Parlamento, com a Lei ou contra a Lei? Credo! Seria magoar a Democracia. Seria ofender a Democracia.
Diante de uma casa a arder, não se discutem teorias: apaga-se o fogo, a bem ou a mal. A sociedade portuguesa está a arder. Acudam-lhe enquanto é tempo. Arrumem para o lado os incendiários ou os coniventes, encontrem-se eles onde se encontrarem, – no Parlamento, nos jornais, nas Secretarias, nas ruas e nas alfurjas – e salvem isto da derrocada!


Alfredo Pimenta in A Época.

Era do Álibi

Os cientistas oficiais preferem explicar o Estado pela luta de classes, o canibalismo pela deficiência em proteínas, a guerra pelas indústrias de armamento e pelo capitalismo, a droga pela falta de amor, o crime pela frustração, e assim por diante. O ciclo cultural que nos integra culminou afinal numa gigantesca Era do Álibi. Tudo está desculpado. Ninguém tem culpa de nada.

António Marques Bessa in Ensaio sobre o fim da nossa Idade.

O espírito homicida dos ateus portugueses

Ver aqui.

Sábado, 7 de Maio de 2011

Dez razões para a decadência de Portugal

Portugal é um país de fracos. Portugal é um país decadente:

1 – Porque a indiferença absorveu o patriotismo.

2 – Porque aos não indiferentes interessa mais a política dos partidos do que a própria expressão da pátria, e sucede sempre que a expressão da pátria é explorada em favor da opinião pública. Não é o sentimentalismo desta exploração o que eu quero evidenciar. Eu quero muito simplesmente dizer que os interesses dos partidos prejudicam sempre o interesse comum da pátria. Ainda por outras palavras: a condição menos necessária para a força de uma nação é o ideal político.

3 – Porque os poetas portugueses só cantam a tradição histórica e não a sabem distinguir da tradição-pátria. Isto é: os poetas portugueses têm a inspiração na história e são portanto absolutamente insensíveis às expressões do heroísmo moderno. Donde resulta toda a impotência para a criação do novo sentido da pátria.

4 – Porque o sentimento-síntese do povo português é a saudade e a saudade é uma nostalgia mórbida dos temperamentos esgotados e doentes. O fado, manifestação popular da arte nacional, traduz apenas esse sentimento-síntese. A saudade prejudica a raça tanto no seu sentido atávico porque é decadência, como pelo seu sentido adquirido definha e estiola.

5 – Porque Portugal não tem ódios, e uma raça sem ódios é uma raça desvirilizada porque sendo o ódio o mais humano dos sentimentos é ao mesmo tempo uma consequência do domínio da vontade, portanto uma virtude consciente. O ódio é um resultado da fé e sem fé não há força. A fé, no seu grande significado, é o limite consciente e premeditado daquele que dispõe duma razão. Fora desse limite existe o inimigo, isto é, aquele que dispõe de outra razão.

6 – Porque a constituição da família portuguesa não obedecendo, unânime ou separadamente a nenhum princípio de fé é o nosso descrédito de nação da Europa. Desde a educação familiar até depois da educação oficial inclusive o casamento a desordem faz-se progressivamente até à putrefacção nacional. E tudo tem origem na inconsciência com que cada um existe: em Portugal toda a gente é pai pela mesma razão porque falta à repartição. Do estado de solteiro para o estado de casado dá-se exclusivamente, na nossa terra, uma mudança de hábitos.
Em Portugal educar tem um sentido diferente; em Portugal educar significa burocratizar. Exemplo: Coimbra. Mas na maioria o português é analfabeto e em geral é ignorante; na unanimidade o português é impostor, prova evidente de deficientíssimo.

7 – Porque a desnacionalização entre nós é uma verdade, e pior ainda, sem energias que a inutilizem nem tentativas que a detenham:

a) O português com todas as suas qualidades de poliglota desnacionaliza-se imediatamente fora da pátria, e até na própria pátria, porque (com o nosso desastre do analfabetismo) a nossa literatura resume-se em meia dúzia de bem-intencionados académicos cuja obra, não satisfazendo ambições mais arrojadas, obriga a recorrer às literaturas estrangeiras. Resultado: ainda nenhum português realizou o verdadeiro valor da língua portuguesa.

b) O português educado sem o sentimento da pátria e acostumado à desordem dos governos criou por si a compensação inútil de dizer mal dos governos e nem poupou a pátria. Estabeleceu-se até, elegantemente, como prova de inteligência ou de ter viajado dizer mal da pátria. Isto deixa de ser decadência para ser impotência física e sexual.

c) O português assimila de preferência todas as variedades de importação e em descrédito das próprias maravilhas regionalistas; o comércio e a indústria têm quase sempre de se mascararem de estrangeiros para serem eficazmente rendosos. É porque todas essas variedades da importação cumprem mais exactamente as exigências dos mercados do que os nossos comércios e indústrias regionalistas. Estas não satisfazem nem as necessidades nem as transformações sucessivas das sociedades, enquanto que a importação aparece sempre como uma surpresa e, sobretudo, obedecendo a todas as condições do que é útil, prático, actual e necessário. De modo que nem chega a haver luta – a importação entra logo com o rótulo de vitória.

8 – Porque Portugal quando não é um país de vadios é um país de amadores. A fé da profissão, isto é, o segredo do triunfo dos povos, é absolutamente alheio ao organismo português do que resulta esta contínua atmosfera de tédio que transborda de qualquer resignação. Também o português não sente a necessidade da arte como não sente a necessidade de lavar os pés.
E a Literatura com todo o seu gramatical piegas e salista, diverte mais as visitas do que a necessidade de não ser ignorante. Daqui a miséria moral que transparece em todas as manifestações da vida nacional e em todos os aspectos da vida particular.

9 – Porque Portugal a dormir desde Camões ainda não sabe o novo significado das palavras. Exemplo: pátria hoje em dia quer dizer o equilíbrio dos interesses comerciais, industriais e artísticos. Em Portugal este equilíbrio não existe porque o comércio, a indústria e a arte não só não se relacionam como até se isolam por completo receosos da desordem dos governos. A palavra aventura perdeu todo o seu sentido romântico, e ganhou em valor afectivo. Aventura hoje em dia, quer dizer: O Mérito de tentativa industrial, comercial ou artística.

10 – Porque o aspecto geral dos tipos exala um extertor a podre. Portugal, uma resultante de todas as raças do mundo, nunca conseguiu a vantagem de um cruzamento útil porque as raças belas isolaram-se por completo. Exemplo: as varinas.
O português, como os decadentes, só conhece os sentimentos passivos: a resignação, o fatalismo, a indolência, o medo do perigo, o servilismo, a timidez, e até a inversão. Quando é viril manifesta-se instintivamente animal a par do seu analfabetismo primitivamente anti-higiénico.


José de Almada Negreiros in Ultimatum Futurista.

Uma verdade muito esquecida

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Nova Cruzada

O preceito da hora presente não é lamento, mas acção; não lamento sobre o que foi ou o que é, mas reconstrução do que surgirá e deve surgir para o bem da sociedade. Pertence aos membros melhores e mais escolhidos da cristandade, penetrados por um entusiasmo de cruzados, reunirem-se em espírito de verdade, de justiça e de amor, ao grito de "Deus o quer", prontos a servir, a sacrificar-se, como os antigos cruzados. Se então se tratava da libertação da terra santificada pela vida do Verbo de Deus encarnado, hoje trata-se, se assim podemos falar, de uma nova travessia, superando o mar dos erros do dia e do tempo, para libertar a terra santa espiritual, destinada a ser a base e o fundamento das normas e leis imutáveis para as construções sociais de interna e sólida consistência.

Papa Pio XII in Radiomensagem de Natal de 1942.

Monsenhor Fellay afirma que há quatro lojas maçónicas a operar no Vaticano