Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Rodrigo Emílio – Presente!

Rodrigo Emílio de Alarcão Ribeiro de Mello
(18 de Fevereiro de 1944 – 28 de Março de 2004)

Domingo, 27 de Março de 2011

Glória do Mundo

«Pátria para sempre passada, memória quase perdida!»

Pois para que não o seja é que nós voltamos ao mais alto exercício do nosso dever de portugueses, que não é senão o de promover entre nós uma restauração da Inteligência. Dum e doutro lado da trincheira em que Portugal se corta de cima a baixo, pululam, numa inconsciência torpe de arraial, os mesmos bonecos, os mesmos postiços, cuja genealogia Eça de Queiroz nos traçou na sua obra cheia da mais elevada intenção demolidora. Portugal morre, porque, tal como uma tribo de berberes, deixou secar as raízes que o prendem à alma eterna da História. Cabe-nos a nós por isso – minoria que por acaso nos julguem – reconstruir, antes de mais nada, a fisionomia moral da Nacionalidade, indo beber ao património das gerações transactas os estímulos sagrados que nos abrirão, de par em par, as portas misteriosas do Futuro.
Assim se define o nosso nacionalismo, que não é nacionalismo somente, porque o tempera, como regra filosófica, o mais rasgado e genuíno tradicionalismo. Aceitação das razões fundamentais da Pátria com todas as leis derivadas da Raça e do Meio, nós não nos fechamos, porém, nessa moldura estática, em que por vezes pode tumultuar um forte vento anárquico, como o provam na sua incapacidade conhecida as diversas improvisações nacionalistas provocadas pela guerra europeia. Há que ir mais longe e realizar pela projecção do génio de cada pátria numa consciência maior um ideal superior de civilização – o da civilização cristã que formou o mundo e esperamos confiadamente o salvará ainda.


António Sardinha in A Prol do Comum.

Sábado, 26 de Março de 2011

Direito de revolta

Superior aos indivíduos duma triste hora passageira, a Pátria não é, com efeito, de modo nenhum o pretexto das nossas paixões transitórias, nem a nós nos assiste o poder de a transformarmos segundo os nossos caprichos e conforme as nossas ideologias. O estrangeiro não é, portanto, unicamente aquele que nasceu de outra comunidade com outra língua e outros costumes. É também estrangeiro o que, insurreccionando-se contra a regra que o conformou socialmente, realiza em si a tremenda palavra de Comte, ao condenar a Revolução como sendo a "rebeldia do ser contra a espécie".
Ora quando esse estrangeiro, que é bem o estrangeiro do interior, desnacionalizado por ideias cosmopolitas, maçonizado por interesses baixos de seita, se apodera do governo duma nação para lhe imprimir uma finalidade adversa aos seus sentimentos fundamentais, não haverá legitimamente, até da parte duma minoria, o direito de revolta?


António Sardinha in A Prol do Comum.

Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Domingo, 20 de Março de 2011

Líbia


«Se não fores até à Democracia, a Democracia virá até ti»

Sábado, 19 de Março de 2011

Pintura para hoje

São José com o Menino Jesus de Guido Reni.

Exorcismo

Testemunho do Padre Duarte Lara:



Quinta-feira, 17 de Março de 2011

A Democracia não é cristã

A solução para crise

Abolição total do conceito de democracia, conforme a Revolução Francesa, pelo qual dois homens correm mais que um homem só, o que é falso, porque um homem que vale por dois é que corre mais que um homem só!

Fernando Pessoa in Portugal Futurista.

O triunfo da burguesia

Mas este triunfo da burguesia parece-lhe ser uma consequência da democracia. A democracia conduz ao nivelamento: a sua tendência para a igualdade leva a proceder «como o bom Tarquínio» que cortava as cabeças das papoilas mais altas. O aristocrata ou o artista ou o excêntrico serão cilindrados por esta lei igualitária e a sociedade será «como uma longa planície produtiva e chata, sem uma eminência, uma linha que se eleve nas alturas, moinho torneando ao vento ou torre airosa donde voem aves».

António José Saraiva in As Ideias de Eça de Queirós.

Terça-feira, 15 de Março de 2011

José Sócrates segundo o Grande Dicionário da Língua Portuguesa

Mitómano, s. m. O indivíduo com tendência patológica para a mentira ou criação de fábulas imaginárias, com fins conscientes e voluntários.

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Salazar: um político exemplar

Devo à Providência a graça de ser pobre: sem bens que valham, por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, ostentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente. Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no Mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não por ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre. Jamais empreguei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. No exame dos tristes períodos que nos antecederam esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha culpa se, passados vinte anos de uma experiência luminosa, eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano.

António de Oliveira Salazar in discurso de 7 de Janeiro de 1949, no Palácio da Bolsa, Porto.

Aristocracia natural

Para permitir aos homens actuar com o valor e o carácter de um Povo, devemos supor que se encontram nesse Estado de disciplina social no qual os mais sábios, os mais experientes e mais afortunados guiam, e ao guiar instruem e protegem aos mais fracos, os mais ignorantes e os menos favorecidos pelos bens da fortuna. Ter sido criado em bom berço; não ter nada baixo ou sórdido na própria infância; ter sido educado no respeito por si mesmo; ter tempo livre para ler, reflectir, conversar; prestar atenção aos sábios e experientes ali onde se encontrem; estar habituado às armas e a mandar e obedecer... tais são as circunstâncias dos homens que formam a aristocracia natural sem a qual não é possível uma Nação.

Edmund Burke.

Os novos deuses

Envelhecemos, e como os velhinhos gostamos das nossas comodidades. Tornou-se um crime ser-se mais e ter-se mais do que os outros. Devidamente privados dos entusiasmos fortes, tomámos em horror tudo o que seja poder e virilidade; a massa e o igualitarismo, são estes os nossos novos deuses. Uma vez que a massa não pode modelar-se pela minoria, que pelo menos o pequeno número se modele pela massa. A política, o drama, os artistas, os cafés, os sapatos envernizados, os cartazes, a imprensa, a moral, a Europa de amanhã, o Mundo de depois de amanhã: explosão de massa. Monstro de mil cabeças à beira dos grandes caminhos, espezinhando o que não pode engolir, invejosa, nova-rica, má. Uma vez mais, o indivíduo sucumbiu, mas não foram os seus defensores naturais os primeiros a traí-lo?

Ernst Jünger in A Guerra como Experiência Interior.

Da estratégia marxista de descredibilização da Direita

Por razões de estratégia política o marxismo militante divulgou a tese que confundia todos os movimentos políticos ou atitudes de Direita que a ele se opusessem debaixo da mesma designação – Fascismo – até porque esta ideologia fora estrondosamente derrotada na II Guerra Mundial pelos aliados, gerando assim uma reacção primária contra os visados. Se bem que se possa entender tal atitude numa perspectiva de combate político ela é inaceitável do ponto de vista histórico e politológico. A ciência existe para distinguir e classificar e não para baralhar e confundir.

António de Sousa Lara in Da história das ideias políticas à teoria das ideologias.

Domingo, 6 de Março de 2011

Descartes trocado por miúdos


«Penso, logo existo. A casca de banana não pensa, logo não existe...»

Quinta-feira, 3 de Março de 2011

Quarta-feira, 2 de Março de 2011

A Vida é fruto do acaso?

Suponhamos que, chegando a uma ilha desabitada, encontramos uma estátua maravilhosamente esculpida. Certamente – concluiremos – esta ilha foi em tempos habitada ou, pelo menos, visitada por homens que ali deixaram aquela estátua.
Que diríamos, porém, se alguém quisesse troçar da nossa natural suposição e nos dissesse: Mas quê? Isso é uma explicação gratuita, devida simplesmente à tendência que tendes de interpretar antropomorficamente as coisas! A estátua não é obra do homem! Foram as chuvas e os ventos que, primeiro, arrancaram da montanha o mármore; os agentes atmosféricos e os temporais que depois o trabalharam e, por fim, uma rajada violenta que a pôs de pé!
Quem poderia aceitar uma tal explicação sem renunciar ao mais elementar bom senso?
Mas, se o acaso é impotente para produzir uma estátua, que apenas é uma imagem da vida, como poderemos nós supor que o mesmo tenha produzido um organismo, inteiro e complexo, com todos os seus órgãos maravilhosos?


Victor Marcozzi in Deus e a Ciência.