Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Catolicismo e Comunismo

Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem uma doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema – o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental – isto é de civilização e de cultura –, tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem.


Fernando Pessoa in Ideias Filosóficas.

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Para compreensão da Teologia da Libertação, ouvir: Cardeal Ratzinger e a Teologia da Libertação.

Sábado, 26 de Junho de 2010

Aos modernistas

Jesus Cristo disse: "ide e dialogai" ou "ide e ensinai"?

Diz que é uma espécie de sacerdote

Januário Torgal Ferreira, "Bispo" das Forças Armadas e de Segurança:
Concordo e aceito um homem que viva com um homem.

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Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há-de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. (Mateus 5:13)

Os nossos políticos não são gente

Os nossos políticos não são gente. Nenhum deles mostra ter tido na sua vida uma daquelas crises espirituais donde se emerge talvez ferido para sempre, mas psiquicamente homem, personalidade espiritual.
São ateus pela mesma razão que o é um burro ou uma árvore. São portugueses porque, por desgraça nossa, nasceram adentro da nossa fronteira, oriundos de gente que secularmente assim tinha feito. Nenhum detalhe psíquico os mostra portugueses. Nenhuma centelha lhes acende um momento o olhar. São vazios e estúpidos. Só sabem comer e manobrar para comer. (...)
A subserviência, a indisciplina, a desorganização dos homens; a desonestidade, a corrupção, a opressão dos quadros governativos; a incúria com que fazem a educação como o fomento, o exército e a marinha como o comércio e a indústria – em que mudaram estas coisas, se não em refinarem, se não porque tudo piorou, pelo menos porque tudo progrediu, e onde o facto é a crise, progredir é piorar.


Fernando Pessoa in Da República.

Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

O iberismo maçónico

Com a esperança na queda da realeza em Espanha, a Maçonaria tem sido uma servidora desvelada da fusão ibérica. Sabe-se como Gomes Freire figura-mártir da Pátria. Pois Gomes Freire, Grão-Mestre da Maçonaria portuguesa, é o primeiro que consente aproximações com revolucionários espanhóis, no sentido, decerto, duma federação republicana.
Não o diz a História, (que é encomenda bem remunerada das lojas), – a tal História que desacredita os nossos reis, mas que é toda um hino ao ideal cosmopolita da Revolução. Contudo, o que a história oficial não diz, digo eu! Se Beresford apanhou a meada da conjura de 1817, foi porque recebeu aviso de Madrid de que se achava em Lisboa o general Cabanes, encarregado duma missão junto de Gomes Freire por parte dalguns clubes secretos...
Os mações de 1807 tinham saído a cumprimentar Junot em Sacavém pedindo-o depois para rei. Os de 1817 preparavam-se talvez para nos oferecer de presente aos Tragallistas de Cadiz em nome de património de Hiram. Mais tarde, o patriota Fernandes Tomás não se alimparia de acusação de haver aceitado 5 milhões de reales da maçonaria espanhola. O encarregado de negócios em Lisboa, D. José Pando, seria o intermediário. Vitoriosa a revolução em Portugal, a mira era dividir-se a Península em nove repúblicas independentes mas confederadas.


António Sardinha in A Questão Ibérica.

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Leitura complementar: António Sardinha e o iberismo maçónico.

Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Fé e Coragem

Não tenhais medo por serem muitos, nem pelas ameaças que fazem com os seus gestos e alaridos, pois tudo não passa de um pouco de vento, que dentro em breves momentos terminará. Deveis ser fortes e esforçados, recebendo a grande ajuda de Deus, por cujo serviço ali estavam, defendendo a justa causa do Reino de Portugal.

Nuno Álvares Pereira in Crónica de D. João I de Fernão Lopes.

O Cristianismo foi responsável pela queda do Império Romano?

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Porque hoje começa o Verão

100 anos volvidos e... nada

Nós vivemos numa pátria onde a tentativa democrática se compromete quotidianamente. A missão da República portuguesa já estava cumprida desde antes de 5 de Outubro: mostrar a decadência da raça. Foi sem dúvida a República portuguesa que provou conscientemente a todos os cérebros a ruína da nossa raça, mas o dever revolucionário da República portuguesa teve o seu limite na impotência da criação. Hoje é a geração portuguesa do século XX quem dispõe de toda a força criadora e construtiva para o nascimento de uma nova pátria inteiramente portuguesa e inteiramente actual prescindindo em absoluto de todas as épocas precedentes.

José de Almada Negreiros in Ultimatum Futurista.

Sábado, 19 de Junho de 2010

Da infiltração maçónica na Igreja

Filho da Revolução, o Liberalismo recolheu-lhe toda a herança, embora nas suas formas atenuadas.
Aproveitando-se duma desastrada disputa dinástica, nós sabemos como tomou posse do nosso país. A Maçonaria foi como agente universal da indisciplina e da negação entre nós. E a Igreja não escapou à infiltração do seu morbo dissolvente e pertinaz. Os frades de S. Bento e os cónegos regrantes de Santo Agostinho, sobretudo, forneceram um meio propício ao maçonismo invasor. Noviço de Santa Cruz de Coimbra, José Liberato Freire de Carvalho, – D. Fr. José de Loreto –, desempenha um papel primacial no desenvolvimento da Maçonaria entre nós.
Enlaçada a Maçonaria ao Liberalismo, a política religiosa inspirou-se imediatamente na figura regalista de Pombal. É nos clubes secretos que se conspira contra as bases tradicionais da sociedade, saindo de lá, em grande carnaval pelo país abaixo, a Revolução de 1820. Na lista dos cabecilhas avulta Fr. Francisco de S. Luís, mais tarde Bispo-Conde eleito, com a designação de Cardeal Saraiva. Segundo a relação das lojas existentes em Portugal por volta de 1821 e dada nesse ano à estampa em Paris, o futuro Cardeal-Patriarca fazia parte do estado-maior do Grande Oriente Lusitano com o crisma maçónico de Condorcet. Funcionavam com ele os Irm. Spartacus (D. Pascoal, membro do Grande Oriente Espanhol e encarregado da correspondência), Temístocles (Cónego Castelo Branco), Durac (Padre Portela, declarado profano por não ser exacto nas contas), e Tarquínio (José Pedro, dono dum botequim em que se alistavam adeptos). Como se mostra, era, na verdade, a melhor companhia para quem se cobriria ainda com a púrpura cardinalícia.
Não é isolado o caso de Fr. Francisco de S. Luís. Não me refiro já aos simples tonsurados – legião inúmera nas hostes do Liberalismo e ao serviço da Maçonaria. Refiro-me apenas aos prelados. Ninguém ignora que o clero constitucionalista, se encarna à maravilha no tipo rechonchudo e cínico do Padre Marcos, teve quem o precedesse nos juramentos prestados sobre o compasso e o esquadro, à face do Supremo Arquitecto do Universo! O Arcebispo da Baía, D. Fr. Vicente da Soledade, presidiu às Constituintes de 22. No horror dos vintistas ao padre, não se lhe confiaria um lugar de proeminência, se a inscrição nos fastos do grémio lhe não abonasse a conduta. Mas o episódio mais impressivo sucedeu com o penúltimo Bispo de Elvas, D. Fr. Joaquim de Meneses e Ataíde.
Na sua História da Maçonaria em Portugal, Borges Grainha, ao mencionar a loja Liberalidade, instalada em Elvas no ano de 1818, informa pertencerem a ela as principais pessoas daquela praça, entre outras o Bispo Ataíde, o General Stubs, o Visconde de Vila Nova de Gaia, José Lúcio Valdez, depois Conde do Bonfim, o Cónego João Travassos, o Tenente-Coronel Manuel Geraldes Ferreira Passos, que era o venerável e António Manuel Varejão, então ajudante de infantaria 8 e liberal exaltado, mas que serviu de testemunha contra os Irm. da sua loja, depois da queda da Constituição de 1820.


António Sardinha in Ao Ritmo da Ampulheta.

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Leitura complementar: Plano Maçónico para a destruição da Igreja Católica.

"Padre" Carreira das Neves

Ultimatum à Pátria

Eu sou aquele que se espanta da própria personalidade e creio-me portanto, como português, com o direito de exigir uma pátria que me mereça. Isto quer dizer: eu sou português e quero portanto que Portugal seja a minha pátria.

José de Almada Negreiros in Ultimatum Futurista.

Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

E assim vai a Europa... (II)

Espanha prepara-se para banir crucifixos em público.

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Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. (2 Timóteo 4:3-4)

Domingo, 13 de Junho de 2010

E assim vai a Europa... (I)

Parlamento islandês aprova casamento homossexual.

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Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores, herdarão o Reino de Deus. (1 Coríntios 6:10)

Magnífico discurso de Salazar

Santo António e a Sacralidade

Sábado, 12 de Junho de 2010

Da Igreja Militante

Imagino que nesta altura meu leitor esteja a revolver as ideias que aprendeu sobre a Caridade, Evangelho, Perdão e outras grandes noções que auriu no regaço da Igreja. Sendo estudioso, lembra-se que o Concílio de Trento trouxe esta definição lapidar: A Igreja Militante é aquela parte de seus membros (ainda na Terra) que luta contra três cruéis Inimigos: o Diabo, o Mundo e a Carne.
Mas meu leitor também se lembrará de uma palavra de Cristo: Mas eu vos digo amareis vossos inimigos... "Meu Deus, como conciliar tantas ideias aparentemente opostas?! Como poderei amar se devo combater?" Respondeu dizendo: combatendo! Porque esta é a melhor forma de Caridade a que ele tem direito. Por incrível que pareça são os pacifistas que pecam contra a Caridade quando querem que todos se unam e se misturem na mesma indiferença em relação à Verdade e ao Bem. Sim, não há mais odioso pecado contra a Caridade do que a amável condescendência com que permitimos e colaboramos com a permanência no erro e no mal. Não fazer questão de incomodá-lo, de combatê-lo, de tirá-lo da sua tranquilidade no erro e no mal, é fazer uma das obras predilectas do Demónio.


Gustavo Corção.

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Para a compreensão do Século XX

O Século do Nada de Gustavo Corção.

Em complementaridade: Esse preclaríssimo Gustavo Corção.

A Holanda é hoje um país mais respirável


Nota: Apesar de não ser um entusiasta de Geert Wilders, não posso deixar de considerar a vitória do PVV como um sinal positivo, não só para a Holanda, mas também para a Europa – continente tristemente decadente e que nos últimos anos tem vindo a sofrer graves investidas dessa religião satânica que dá pelo nome de Islão.

Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Domingo, 6 de Junho de 2010

Amantes Furiosos

Raça eterna
Almas ardentes
Suplício feroz
Amor e ódio
Morte honrosa
Sacra nobreza
Cruel inocência
Chama do triunfo
Paixões violentas
Amantes furiosos
Fiéis ao romance
Cruzaremos rotas sem fim


"Amantes Furiosos", Heróis do Mar.

Da Velha Europa

Imagem daqui.

Nem judeus, nem muçulmanos

A verdadeira solução para a Palestina chama-se Reino de Jerusalém.

Para dissipar todas as dúvidas

Formas de Governo por Alfredo Pimenta.

Sábado, 5 de Junho de 2010

Esta é a minha Selecção

O Integralismo Lusitano é uma importação?

Aqueles que pretenderam combater-nos, acusando o nosso movimento de importar doutrina de França, como quem introduz na praça modas ou perfumes, esqueceram-se de se julgar a si mesmos, por terem aceitado as cláusulas de um contrato social de que o judeu Rousseau foi o notário sem testemunhas.
A Action Française e o Integralismo Lusitano eram duas reacções construtivas. As causas de ruína eram as mesmas: justo e necessário era, repito, que o remédio fosse semelhante. Mas a lógica de tais críticos nunca lhes ensinou a distinguir a semelhança da identidade. Hoje, frustrados os infantis ataques que aqui e além se ergueram, sem convicção, verdade seja, já é longo o caminho andado e afigura-se-nos larga a sementeira.


Hipólito Raposo in Dois Nacionalismos: L'Action Française e o Integralismo Lusitano.

Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Acabemos com isto

Acabo de percorrer a maior parte dos comentários que se fizeram ao acontecimento trágico de quarta-feira passada, em que um agente da ordem pública e social sucumbiu às mãos de um inimigo da mesma ordem, – acontecimento que se deu no mesmo dia em que pela terceira vez se adiou o julgamento de outro inimigo da ordem social. Palavras, palavras, palavras – e nem um conselho positivo, e nem uma solução positiva! Tocar na arca santa da instituição do júri criminal? Pedir a instituição dos processos sumários militares? Esquecer tudo, tudo e obrigar o Governo a defender a Ordem, e impor a Ordem, com a Constituição ou contra a Constituição, com o Parlamento ou contra o Parlamento, com a Lei ou contra a Lei? Credo! Seria magoar a Democracia. Seria ofender a Democracia.
Diante de uma casa a arder, não se discutem teorias: apaga-se o fogo, a bem ou a mal. A sociedade portuguesa está a arder. Acudam-lhe enquanto é tempo. Arrumem para o lado os incendiários ou os coniventes, encontrem-se eles onde se encontrarem, – no Parlamento, nos jornais, nas Secretarias, nas ruas e nas alfurjas – e salvem isto da derrocada!


Alfredo Pimenta in Acabemos com Isto, "A Época", 1924.

Arde Portugal...