Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Terça-feira, 30 de Março de 2010

A ler

Textos de Almada Negreiros, em boa hora reunidos n'A Cidade do Sossego.

Rússia, acorda!

Rússia, Acorda! de Ilya Glazunov.

Domingo, 28 de Março de 2010

Filme para a Semana Santa

A Paixão de Cristo de Mel Gibson.

Quinta-feira, 25 de Março de 2010

A criminalidade em Portugal está a baixar

Apesar das pilhagens no Algarve, os saques na Margem Sul e as demais vagas de assaltos que diariamente vão varrendo o país, podemos estar descansados: a criminalidade está a baixar.

Domingo, 21 de Março de 2010

Código de Cavalaria

Os Dez Mandamentos do Código de Cavalaria segundo Léon Gautier em La Chevalerie (1884):

1º Mandamento: Crerás em tudo quanto ensina a Igreja.

2º Mandamento: Defenderás a Igreja.

3º Mandamento: Respeitarás os fracos.

4º Mandamento: Amarás o país em que nasceste.

5º Mandamento: Não recuarás diante do inimigo.

6º Mandamento: Farás ao infiel guerra sem trégua e sem mercê.

7º Mandamento: Cumprirás exactamente teus deveres feudais se não forem contrários à lei de Deus.

8º Mandamento: Não mentirás e serás fiel à palavra dada.

9º Mandamento: Serás generoso e farás liberalidade a todos.

10º Mandamento: Combater o mal e defender o bem.


Leituras complementares:
A Cavalaria.
Elogio dos Templários feito por São Bernardo de Claraval.

Nova Cruzada

O preceito da hora presente não é lamento, mas acção; não lamento sobre o que foi ou o que é, mas reconstrução do que surgirá e deve surgir para o bem da sociedade. Pertence aos membros melhores e mais escolhidos da cristandade, penetrados por um entusiasmo de cruzados, reunirem-se em espírito de verdade, de justiça e de amor, ao grito de "Deus o quer", prontos a servir, a sacrificar-se, como os antigos cruzados. Se então se tratava da libertação da terra santificada pela vida do Verbo de Deus encarnado, hoje trata-se, se assim podemos falar, de uma nova travessia, superando o mar dos erros do dia e do tempo, para libertar a terra santa espiritual, destinada a ser a base e o fundamento das normas e leis imutáveis para as construções sociais de interna e sólida consistência.

– S.S. Papa Pio XII, excerto da Mensagem de Natal, 1942.

Da importância do Catolicismo

Um dos pontos fundamentais do nosso programa, tão fundamental como o do poder pessoal do Rei, é o revigoramento da fé católica esmorecida; o prestígio moral da Igreja a restabelecer para que a Pátria, criada moralmente por ela, como politicamente o foi pela Monarquia, possa encontrar nessas duas grandes instituições revigoradas e adaptadas à nossa época energias novas para ressuscitar, viver e progredir. À Igreja devemos as ordens religiosas e militares que ajudaram a conquista e a cristianização da terra; devemos-lhe a inquisição, que nos livrou da reinvasão do perigo judaico, que hoje assoberba todos os governos e colabora em todos os motins; devemos-lhe as missões ultramarinas, sobretudo essa admirável Companhia de Jesus, que tanto se opôs à empresa de África, tarde e a más horas empreendida e com a qual só Castela aproveitou, essa portuguesíssima Companhia de Jesus que, durante a ocupação castelhana, soube manter o culto da língua e da pátria sempre vivo, lá longe, no império ultramarino em decomposição; devemos-lhe, finalmente, à Igreja Católica, o espírito de resistência anti-maçónico que até à última defendeu a Pátria, de 28 a 36 dos assaltos repetidos de maus portugueses, de gorra com maus estrangeiros, que, vencendo por fim, nos conduziram à apagada e vil tristeza dos nossos dias. Uma ou outra excepção de carácter pessoal, mesmo entre o alto clero, não pode diminuir a obra extraordinária da resistência católica ao maçonismo invasor.

Alberto de Monsaraz.

Sábado, 20 de Março de 2010

Deus - Pátria - Rei

Sem Deus e a Pátria, para a Filosofia política portuguesa, o Rei é um fantasma, uma sombra, carimbo ou chancela, títere ou absurdo.
Onde falta Deus, o Rei é como uma árvore sem raíz, casa sem alicerce, poder sem legitimidade; onde falta a Pátria, o Rei não tem razão de ser, porque precisamente o conceito de Pátria é incompleto, se lhe falta aquilo que torna indispensável a existência da Realeza hereditária.
Estas três verdades são irredutíveis; porque se, sem Deus, a Pátria é um mito, sem o Rei, nem o poder de Deus encontra o seu legítimo executor, no mundo da Política, nem a Pátria possui o elo que prende eficazmente, através dos tempos, as gerações, e as torna solidárias ou colaboradoras na procura normal dos seus destinos.


Alfredo Pimenta in Três Verdades Vencidas: Deus, Pátria e Rei.

O Rei como chefe natural da Nação

Ninguém escolhe o Rei, como ninguém escolhe o próprio Pai para lhe obedecer.

António Sardinha.

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Em defesa da Portugalidade

Portugueses nascemos, portugueses devemos morrer. Doutrinador de Portugalidade – eis o sector da minha multiforme actividade intelectual, que, como íman fatídico, atrai as dedicações luminosas que me cercam, aqui, e lá fora, e encandeia os ódios e os rancores que me seguem a sombra...
Porque doutrinador de Portugalidade – católico, não católico progressivo, à maneira de Maritain e os seus sequazes portugueses, mas católico português, como sempre foram os portugueses católicos que nunca se envergonharam de o ser, e nunca se esconderam sacrílega e comodamente atrás do termo equívoco, confuso e neutro de cristão, como nunca aceitaram que lhes estendessem a mão os inimigos da sua Fé.
Sou católico, intemeratamente fiel ao Credo fixado na Profissão fidei tridentina, em 13 de Novembro de 1534; católico conscientemente informado no Syllabus; católico português, empregando todos os meus esforços para que a Nação regresse à sua missão de Fidelíssima, mas não tocada dum Fidelismo progressivo, e anarquizante das consciências.
Porque doutrinador de Portugalidade – monárquico, porque foi a Monarquia que fez Portugal, mas a Monarquia pura, a Monarquia tradicional, a que vem de 1128, se afirma em Ourique, se consolida em Aljubarrota, rasga o caminho marítimo da Índia, cria o Império, sucumbe, devagar, em Alcácer, e ressuscita em 1640, para cair, apunhalada pelas costas, em 1834, em Évora-Monte.
Porque doutrinador de Portugalidade – monárquico, mas da Monarquia que fez a Nação, e não da que começou a desfazê-la; da Monarquia em que o Rei é a síntese viva do Povo, da Monarquia que ama o Povo, que se confunde com o próprio Povo – mas o Povo verdadeiro, e não o Povo dos Partidos, o Povo pulverizado em indivíduos que são números; a Monarquia que é o próprio Povo, o Povo trabalhador, – camponês, soldado, marinheiro, artífice, doutor, padre, letrado, sábio, artista, funcionário, e não o Povo vadio e tunante das conjuras, das alfurjas, dos apetites das facções, dos grupos e dos clubes políticos, dos demagogos e arruaceiros.
Porque doutrinador da Portugalidade – inimigo da Democracia que, entrando as nossas fronteiras nas mochilas das hordas napoleónicas representativas da Revolução Francesa, nos veio dementar, e se instalou no Poder em 1820, e tomou conta definitivamente do Estado, sob a máscara de Monarquia, em 1834, com o Senhor D. Pedro, Imperador do Brasil, e sem máscara, em 5 de Outubro de 1910, por obra e graça da Carbonária de Lisboa.
Porque doutrinador de Portugalidade – inimigo do Liberalismo político que matou as liberdades profissionais ou corporativas, e as regalias municipais – preanunciando o Standardismo comunista.
Porque doutrinador de Portugalidade – adversário do Parlamentarismo que é a falsificação do Supremo Interesse Nacional.
Porque doutrinador de Portugalidade – amigo do Povo, cheio de carinhos para as suas desditas, cheio de entusiasmo fervoroso para as suas glórias, ríspido, às vezes, para os seus desmandos, mas sempre zeloso das suas virtudes, e, consequentemente, inimigo declarado e implacável dos exploradores das suas paixões e dos seus instintos, dos que, sistematicamente, fazem dele degrau para as suas ambições mais depravadas, e para a satisfação dos seus interesses mais inconfessáveis.
Porque doutrinador de Portugalidade – defensor do Povo contra os Mitos que o fascinam e pervertem, contra as nuvens que o embriagam e corrompem, contra as Miragens que o seduzem e estrangulam.
Porque doutrinador de Portugalidade – nacionalista integral, pondo acima de tudo, e de todas as considerações, o Interesse legítimo, o Prestígio honesto, a grandeza eterna, e a honra Imaculada da Pátria – e por isso mesmo católico e monárquico.
E é ainda porque doutrinador de Portugalidade, que paro, a escutar e a interpretar as vozes que vêm de lá de fora e da distância – pela repercussão que possam ter nos destinos da minha Pátria.


Alfredo Pimenta, Guimarães, 1947.

Da nacionalidade

Qui non sunt de Mauris, et de infidelibus Iudaeis, sed Portugalêses.

– In Acta das Cortes de Lamego (1139).

Domingo, 14 de Março de 2010

Pimenta é um bom tempero

Consequentemente, a Realeza a restaurar não é a Realeza liberal, constitucional, democrática, parlamentar, que aí tivemos a abrir a catástrofe de 1910 – mas a outra, a Realeza que vem de 1128 a 1820, a quem se deve a formação, a consolidação, o prestígio de Portugal; a quem se devem os fundamentos sobre que repousa a Nacionalidade; a quem se devem as fronteiras portuguesas, no continente europeu e no Ultramar.

Alfredo Pimenta in Três Verdades Vencidas: Deus, Pátria, Rei.

Sardinha é um bom alimento

Por isso nós, os integralistas, partilhamos da opinião do Marquês de la Tour du Pin. Não somos conservadores, – dada a passividade que a palavra ordinariamente traduz. Somos antes renovadores, com a energia e a agressividade de que as renovações se acompanham sempre. O nosso movimento é fundamentalmente um movimento de guerra. Destina-se a conquistar, – e nunca a captar. Não nos importa, pois, que na exposição dos pontos de vista que preconizamos se encontrem aspectos que irritem a comodidade inerte dos que em aspirações moram connosco paredes-meias.

António Sardinha in Ao Princípio era o Verbo.

Nem mais, nem menos

A tolerância é a virtude do homem sem convicções.

Gilbert Keith Chesterton.

Sábado, 13 de Março de 2010

Uma possível resposta ao postal anterior

Aos católicos, sobre o Islão

Pergunto: Pode um católico beijar o Alcorão? Pode um católico rezar numa mesquita? Pode um católico que procede dessa forma, continuar católico? Ou pior, pode esse católico ser considerado venerável pela Igreja? E se esse católico for Papa?

Aguardo respostas sinceras.

Terça-feira, 9 de Março de 2010

O absurdo do relativismo

A verdade é que não há verdade. (Pablo Neruda)

É preciso dizer mais alguma coisa?

Domingo, 7 de Março de 2010

A inversão da realidade

O comentário anterior, que pode ser descrito no campo científico como psicótico e no campo espiritual como demoníaco, emerge como uma profunda distorção da realidade concreta, insusceptível de ser alterada. Senão reparem: Segundo a besta-quadrada, o aborto não é um crime porque, em hipótese, «as condições de vida da criança por nascer serão nulas». Isto é, para o psicopata abortar não só não é um crime, como até deve ser visto como algo extremamente positivo e edificante, um verdadeiro acto de caridade para com a criança. Já em contrário, se alguém «defende que qualquer ser deve vir ao mundo, independentemente da realidade que o rodeará», então, é sinal que «falta-lhe a consciência social e a compaixão pelo próximo que caracteriza o bom ser humano». Ou seja, é a total inversão da realidade, tão pomposamente apelidada de «progresso das mentalidades, das crenças e da própria moral» – o aborto não é crime, é amor e compaixão pelo próximo; os assassinos não são maus, são pessoas de bem e amigas do próximo.

Nota: recebi um comentário de outro basbaque que disse qualquer coisa como: o Reaccionário só não merece ser morto porque não tem culpa de não ter sido devidamente educado. Ou seja, é a mesma mentalidade invertida e homicida, pretensamente superior e disposta a lobotomizar a humanidade.

Sábado, 6 de Março de 2010

Momento cómico-trágico do dia

Excerto de um comentário recebido a este postal sob o pseudónimo de Olímpico:

Com todo o respeito, creio que o "Reaccionário" vive num mundo muito próprio. Um mundo em que ignora o progresso das mentalidades, das crenças e da própria moral que de tão intensamente se proclama conhecedor. O facto (ênfase na última palavra) é que o aborto não é um crime, um homicídio ou muito menos um "holocausto". O aborto é uma escolha premeditada de quem o faz, após considerar que as condições de vida da criança por nascer serão nulas. Claro está que não defendo o aborto por si só, mas a liberdade de alguns não pode ser impedida pela falta de educação de outros. Se o "Reaccionário" defende que qualquer ser deve vir ao mundo, independentemente da realidade que o rodeará, então falta-lhe a consciência social e a compaixão pelo próximo que caracteriza o bom ser humano. Ou será a compaixão, que em relação ao caso em análise se pode confundir com compreensão, camaradagem, fraternidade ou amizade, valores defendidos por incógnitos como Mandela ou Ghandi, inválidos para o "Reaccionário"? Recusando-me a usar um apelo à popularidade, conhecida falácia, afirmo que o senhor se ilude, e que se prende a uma realidade morta com garras de mentecapto. Redefina o seu conceito de "holocausto", pois tenho a certeza absoluta que aqueles que o sofreram, se conhecessem as suas palavras, sentiriam pena de tal "verborreia estapafúrdia".

(negritos meus)

Nota: Este comentário não é caso único. Ultimamente tenho recebido vários comentários do género, cada um melhor do que o outro, mas que naturalmente não foram aprovados, porque como se costuma dizer, não há cá pão para malucos! No entanto, pela sua elevada complexidade e extraordinária sabedoria, resolvi abrir uma excepção e destacar este magnífico pedaço de texto, partilhando-o com os meus amigos. Afinal, uma preciosidade destas não podia passar em branco.

Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Quem quiser perceber, que perceba

Aquém, a autoridade que cria a ordem e a ordem que condiciona a liberdade; além, a liberdade, tomada no vago, no absoluto, e desprendida de todo o condicionalismo social, a liberdade até aos paroxismos da anarquia.

António de Oliveira Salazar.

É desta obediência que se fala

Não discutimos Deus e a Virtude; não discutimos a Pátria e a sua História; não discutimos a Autoridade e o seu prestígio; não discutimos a Família e a sua Moral; não discutimos a glória do Trabalho e o seu dever.

António de Oliveira Salazar.

No seguimento do postal anterior

Não estão connosco os que preferem à obediência a sua liberdade de acção.

António de Oliveira Salazar.

A porta da rua é serventia da casa

E por isso mesmo, pessoas como estas deviam ser convidadas a sair.

Mal vai a juventude deste país

A guerra de comadres continua

Terça-feira, 2 de Março de 2010

E para que não digam que estou a exagerar

Reparem na forma como o canal público de televisão, RTP, introduz a reportagem Esta é a nossa rua:

A Avenida Almirante Reis em Lisboa é seguramente a artéria mais multicultural do país.
A qualquer hora do dia ou da noite cruzamo-nos ali com chineses, africanos, indianos, paquistaneses, bangladechianos, brasileiros, europeus de leste... e até portugueses.

Os estrangeiros a virem

E os portugueses a irem. Ou muito me engano, ou daqui a vinte anos já não haverá portugueses – propriamente ditos – em Portugal.