Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

A Democracia não é cristã

A Democracia é uma escolha arbitrária na qual repousa a Vontade Popular como único critério moral e cujo exemplo máximo encontramos no Deicídio, isto é, no julgamento popular que condenou Jesus Cristo à morte. Dessa forma, não faz sentido e é até irresponsável falar-se em Democracia Cristã. A essência da Democracia é contrária à essência do Cristianismo. Porque enquanto o Cristianismo é divino, a Democracia é mundana. Enquanto o Cristianismo é a verdade, o bem e a justiça em Cristo, a Democracia é a incerteza, o relativismo e a arbitrariedade no Número. Daí que não se pode ser cristão e democrata ao mesmo tempo. Não se pode servir simultaneamente a dois senhores, como se pudéssemos separar o Eu político do Eu religioso. Ou servimos a Deus ou servimos ao Homem. Ou clamamos por Cristo ou clamamos por Barrabás. Aqui não há meio-termo. E Pilatos não vota.

Adenda:
A ler, Poder e obediência.

Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Uma lição de Salazar

Com a devida vénia ao confrade Mário Casa Nova Martins.

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Por falar em mitos

Até agora nenhum ambientalista conseguiu explicar, à luz da teoria do aquecimento global / alterações climáticas, o Período Quente Medieval, no qual se cultivavam uvas no Norte da Europa, e a Pequena Idade do Gelo, época em que existia uma ponte de gelo entre a Suécia e a Dinamarca.

O fim de um mito?

Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Hipócritas e idólatras

Indiferentes à miséria de seus irmãos, correm milhares e milhares de quilómetros para ir acudir gente estranha. Negam o amor ao próximo e sentem afecto pelo distante. E os milhares que passam fome em Portugal? Esses já não os comovem. Esses já não merecem grandes patrocínios. São hipócritas e idólatras. Corrompem a noção de caridade cristã e transformam-na numa solidariedade laica. Dizem que o problema do Haiti é a falta de condições como quem diz que o que o problema do aborto é os vãos de escada ou que o problema dos gulags na Coreia do Norte é a falta de aquecimento. No fundo não passam de pobres de espírito, gente sem fé e sem razão, que pouco difere dos cães de Pavlov. São autómatos, manipulados e complexados. Sentem pena e não compaixão.

Aqueles a quem ninguém socorre

Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Santo António sobre o casamento

Não é o matrimónio mas o abuso do matrimónio que desvia a muitos e afasta da ceia do Senhor. Contraem matrimónio, não por causa de criar filhos, mas por causa dos desejos da carne. Deve notar-se que três são as causas por que alguém se deve casar: A primeira causa é para procriar filhos. No Génesis manda-se: Crescei e multiplicai-vos. A segunda causa é de auxílio mútuo. Ali afirma-se: Não é bom que o homem fique sozinho; façamos-lhe um adjutório semelhante a ele. A terceira causa é da incontinência. Traz o Apóstolo: Se alguém não se contém, case, mas só no Senhor. Ai daquele que toma esposa por outras causas além destas! Por isso, embora o matrimónio seja bom em si, traz consigo, contudo, grande perigo. Daí a palavra do Apóstolo aos Coríntios: O que está casado, está cuidadoso das coisas que são do mundo, como há-de dar gosto à sua mulher, e está dividido, dividido com a dupla solicitude, de Deus e da mulher.

Santo António, Sermão do 2º Domingo depois do Pentecostes.

Noivos de Santo António?

Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Quem disse que a blogosfera está a morrer?

Ainda hoje descobri dois novos blogues, que sem dúvida prometem: Mar d'Outubro e Monarqvia Lvsitana.

Da editora Civilização

A Islamização da Europa de Alexandre del Valle.

O Século de 1914 de Dominique Venner.

São Tomás de Aquino de Gilbert Keith Chesterton.

Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

São Tomás de Aquino sobre o Islão

(O Triunfo de São Tomás de Aquino sobre Averroes de Benozzo Gozzoli)

Maomé seduziu os povos prometendo-lhes deleites carnais. ...
Introduziu entre as poucas coisas verdadeiras que ensinou muitas fábulas e falsíssimas doutrinas. Não aduziu prodígios sobrenaturais, único testemunho adequado da inspiração divina. ...
Afirmou que era enviado pelas armas, sinais estes que não faltam a ladrões e tiranos. Desde o início, não acreditaram nele os homens sábios nas coisas divinas e experimentados nestas e nas humanas, mas pessoas incultas, habitantes do deserto, ignorantes de toda doutrina divina. E só mediante a multidão destes, obrigou os demais, pela violência das armas, a aceitar a sua lei.
Nenhum oráculo divino dos profetas que o precederam dá testemunho dele; ao contrário, ele desfigura totalmente o Antigo e Novo Testamento, tornando-os um relato fantasioso, como o pode confirmar quem examina seus escritos.
Por isso, proibiu astutamente a seus sequazes a leitura do Antigo e Novo Testamento, para que não percebessem a falsidade dele.


São Tomás de Aquino in Summa contra Gentiles.

Roma: qualquer semelhança com a actualidade não é coincidência

(Os romanos da decadência de Thomas Couture)

Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundície, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detractores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.

Romanos 1:22-32

Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Não podem alterar a substância

Alteram a forma. Decididamente, a perversão não tem limites.

Sábado, 9 de Janeiro de 2010

E muito obrigado ao Episcopado português

Pelo seu contínuo estado de apostasia.

E agora?

Agora, não vale a pena chorar. O casamento gay foi aprovado sem que se fizesse uma verdadeira manifestação de repúdio. Portanto, só temos aquilo que merecemos.

Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

A Estrela de Belém

(A Estrela de Belém, Edward Burne-Jones, 1890)

Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Por falar em trapos

E o regime está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional – trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português – o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se.

Fernando Pessoa in Da República.

Sábado, 2 de Janeiro de 2010

No centenário da República

Visto este ano de 2010 ser o ano do centenário da Implantação da República, aproveito para lançar aqui um desafio à Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário na tentativa de criar uma nova bandeira, mais condizente com a República, e portanto, mais progressista e absolutamente laica:


Contudo, caso os republicanos mais zelosos, considerarem a proposta anterior demasiado arrojada, podem sempre optar por uma solução um pouco mais conservadora:

Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Ano novo, vida nova

Que este ano de 2010 que agora se inicia traga um novo alento a todos os reaccionários, homens de boa vontade na luta contra a subversão, em especial aos católicos fiéis à Tradição e aos nacionalistas fiéis à Pátria Portuguesa. A todos, um feliz ano novo!