terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

À atenção do Sr. José Pinto Coelho

O Diabo, edição de 28 de Dezembro.

36 comentários:

Des Contente disse...

Se tivesse o Dr Marco António Costa a apoiá-lo fazia um figurão (tal qual Cavaco Silva) à porta do Tribunal Constitucuional.

Skedsen disse...

Mas o jornal O Diabo é lido por pouca gente e muitos são os que pensam que já está extinto. O grande facto é que ao PNR falta-lhe substrato para conseguir algo mais. Este substrato é de ordem imaterial, faz parte do subconsciente geral, mas num país pequenino como o nosso, onde abunda o imobilismo militante, não são permitidos outros voos. Ou bem que a base do PNR se consegue alargar a outras regiões do país ou então esqueça-se...

Escarapão disse...

Curiosa mensagem a do SR. Pinto Coelho.
Parece que noutros Paises a Comunicação Social é "Amiga" da àrea nacionalista.
Será que o problema é do mensageiro, da forma como a mensagem é veiculada, ou e como diz muito bem o Skedsen falta o substrato imaterial da mensagem?

Desde já desejo ao SR. Pinto Coelho uma próxima época balnear cheia de banhos-de-sol, que bem precisa que o Sol é bom para diminuir o fel!

PS: É por estas palhaçadas que estou sem paciência para a politiquece nacionalista...

O Reaccionário disse...

Caríssimos,

Não podia estar mais de acordo. O Sr. Pinto Coelho refugia-se em desculpas para disfarçar a mediocridade da sua actuação. Desculpas tão esfarrapadas que chega ao ponto de mentir.
Além disso, mostra ingratidão para com as pessoas que o ajudaram, nomeadamente o Sr. Vítor Luís Rodrigues, a quem chama de traidor, e que na verdade foi o grande responsável pela sua entrevista ao Diabo.

Sobre o PNR, creio que é um caso perdido. A sua imagem está completamente queimada perante a opinião pública e só uma mudança de 180º poderia inverter a situação. Mas até para isso falta o substrato. Contam-se pelos dedos das mãos as pessoas sérias e credíveis dentro do PNR. A maioria não sabe, nem presta para fazer política.

Escarapão disse...

A tentativa de assassínio de carácter feita a esse Senhor foi vergonhosa.
Quer na blogosfera(num blogue em que colaboro até), quer no Facebook.
O pior é que elementos da Direcção do PNR apenas "incendiaram" o debate.

Se calhar se em vez de vadiar pelo Facebook, quem de direito se preocupasse em recolher assinaturas as coisas tivessem tido outro resultado, que não um comunicado que é um exercício de surrealismo como tenho visto poucos nos últimos anos.

Cada vez me convenço mais que o Nacionalismo, deve ser divulgado ao nível do associativismo e no Combate Cultural para que seja um Valor Suprapartidário que os diversos Partidos deveriam tentar aplicar de acordo com a sua Ideologia.
O Nacionalismo não é uma coutada exclusiva do PNR!
Aliás, as várias purgas assim o têm conseguido.
Parafraseando aquele Chefe Germanânico sobre a Paz Romana:
Fizeram um Deserto e chamam-lhe Unidade e Convergência!

Patriota disse...

o problema no PNR surgiu em 2005, quando quiseram transformá-lo numa plataforma platónica de correntes ideológias antagónicas.
e quem colocou o JPC na direcção?
-Frente Nacional
e depois já todos sabemos o final da história ou das estórias

Dinis Salaviza disse...

Tirando esta candidatura, o ano de 2010 foi óptimo para o PNR.

http://88-portugal-86.blogspot.com/2010/12/o-pnr-em-2010.html

O mal é que muitos "iluminados", limitam-se aos blogues. Sair do sófa é que não.

Anónimo disse...

oh Dinis! talvez porque os «iluminados» não querem ser conotados com os "soldados de rua"

é que é muito bonito, falar contra o sistema e a favor do agravamento da moldura penal para os delinquentes, e depois não darmos o exemplo

Escarapão disse...

Patriota: O ser uma Plataforma não é necessariamente mau. A questão é que está como base e não existe sequer um mínimo denominador comum.
Um exemplo, é a questão religiosa. Tudo o que é pagão,druida, odinista, ateu no PNR tem escorraçado e afastado tudo o que é cristão, católico. É um dano dificil de reparar.

Escarapão disse...

Diniz:

Concordo com a análise, desde que essas vitórias e conquistas sejam reais e não apenas conquistas no papel.

Concordo que devamos sair do sofá, se estivermos lá todos juntos ainda pensam coisas más de nós!

PS: Estou a pensar numa actividade para relembrar La Lys em Abril. Está desde já convidado.

UM Abraço a Todos

Dinis Salaviza disse...

Deixem-se de "mas" ou "se". Se os comunistas tivessem a vossa "estratégia" ainda hoje a Russia era czarista. E depois voçês ainda ficam admirados de o mundo estar como está. Os que não fazem nada são os primeiros a acusar os que fazem.

Skedsen disse...

Sair do sofá, para onde? E de que sofá se fala? Eu frequentei algumas acções do PNR em viana do castelo e arredores, e posso dizer-vos que isso de pouco valeu. Não pelas pessoas que estavam à frente do partido nessas áreas, essas aliás dentro das muitíssimas limitações existentes foram inexcedíveis, mas o problema vinha a seguir, não havia seguimento, não havia ideias, nem estratégia, nem base ideológica suficiente... Este partido não tem futuro desta forma, não estou a criticar nada nem ninguém, apenas observo que um partido nacionalista não se pode ficar pelos lugares comuns de sempre, e para mais carregando vários anátemas pesadíssimos. E o mais grave é que dentro do partido parece que ninguém consegue ver isto. Ou bem que o PNR consegue uma base doutrinária em condições, pois caso não o consiga, desaparecerá a breve prazo. E ainda há outra coisa. Para que servem as sedes que existem pelo país fora? Não seria para recolherem assinaturas nas suas zonas?

Portugal SSempre disse...

Saudações camaradas

Vejo que nem todos concordam com determinadas posturas deste ou daquele (e ainda bem), do ponto Z ou y, mas o nacionalismo somos nós, o PNR é o uníco partido nacionalista português que existe graças ao esforço de muitos nacionalistas que o levantaram. Se existem opiniões divergentes, e que tal que estas fossem debatidas internamente? (doutrina) marchamos todos para o mesmo lado ou não? sim marchamos, pelo menos quero acreditar que sim, para bem do meu povo e da nossa identidade.

Falaram nos soldados políticos e nos soldados de sofá e tertúlias, o que é certo é que todos sabemos quem levantou o PNR (2005 - FN) e activismo é o que se precisa, lá está a conversa de remarmos todos no mesmo sentido, só assim o nacionalismo cresce.
Ninguém aqui precisa de ser militante do PNR para ser nacionalista, mas devemos apoiar o único que lá está e que pode fazer algo na via que o sistema permite/ou permitir, pois sabemos como as coisas são.

Alguém falou também em ideologias antagónicas...
- O nacionalismo pode e integra várias correntes digamos assim, mas questões secundárias não quebram um rumo, não o podem quebrar e é isso que os nossos inimigos querem.
- Todos estamos de acordo que só o nacionalismo pode defender Portugal e que Portugal só existe com portugueses, que Portugal só existe na Europa, pois a sua identidade, que a define só existe na Europa e que o nosso povo tem o direito a preservar a mesma, numa Europa das nações.

Gostei de ler várias pontos aqui apresentados, como a "deslocalização", sedes de norte a sul, etc..

Dinis Salaviza disse...

Na minha região, os nacionalistas estão a ganhar terreno aos partidos do sistema, porque somos verdadeiros nacionalistas e apoiamos e militamos PNR.
Se nos ficassemos por actvidades a relembrar o passado, os partidos do sistema ainda dominariam toda a política. È claro que não é facil, mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Quem vai abaixo com as primeiras dificuldades é fraco português.

A omissão de auxílio a Portugal, também é um crime tão grave quanto a traição.

Patriota disse...

antes de 2005 o PNR era pouco conhecido, aceito. depois dessa convenção que a FN o colocou na Presidência, contra o amigo P. Rodrigues, mas isso agora não interessa....
tivemos um outdoor que foi noticia e comentado por todos os
orgãos de comunicação social, o PNR abriu vários "telejornais", houve várias "grandes reportagens" escritas e audiovisuais ( Vila de Rei, manifestações, etc)
todavia, nas urnas o PNR obteve o mesmo score e ficou associado aos nazis....nazis esses que também o abandonaram

O Reaccionário disse...

Dinis Salaviza,

Não vale a pena tentar tapar o sol com a peneira. É inegável que o PNR é um fracasso político. Os resultados estão à vista: Em 10 anos de existência o partido não conseguiu chegar a 1% dos votos. Só um cego é que não vê!

Quem está em política tem de saber tirar conclusões dos resultados eleitorais. Como se explica então o insucesso do PNR, quando na Europa, partidos homólogos, parecem ganhar cada vez mais terreno? Será culpa da Comunicação Social? Claro que não! Até porque nos outros países europeus os Média também são anti-nacionalistas. Onde está então o problema? A resposta é simples: O PNR não tem pessoas à altura da Causa que diz defender. A começar pelo próprio Presidente, a maioria dos seus militantes/apoiantes não serve para fazer política.

Se há alguém que não trabalha, esse alguém é a própria Direcção do partido. São eles quem tem vindo a realizar uma política de boicote sistemático a quem queira ajudar ou trabalhar em prol do partido. Exemplos: 1) Recusa da candidatura autárquica em Terras de Bouro; 2) Recusa da formação de um núcleo na Amadora; 3) Recusa de entrada de novos militantes; 4) Recusa de algumas assinaturas para a candidatura à Presidência da República.

Além disso, também existe uma política de purgas dentro do partido. É conhecida a história da Frente Nacional e de como a actual Direcção se serviu dos skinheads para tomar o partido de assalto. Porém, o caso mais recente é o do Sr. Vítor Luís Rodrigues, pessoa muito válida, colaborador d'O Diabo, criador do MON e responsável pela propaganda nas eleições de 2009, mas que tem vindo a sofrer um assassinato de carácter por parte da Direcção.

Portanto, se há alguém que não quer sair do sofá é o Sr. Pinto Coelho e a sua comandita. É deles que parte o imobilismo. E graças à sua péssima actuação, conseguiram fazer mais pelo anti-nacionalismo em Portugal que todos os outros partidos juntos.

E para terminar, pergunto: Sabe dizer-me quem eram os mandatários do Sr. Pinto Coelho e qual era o seu programa para a Presidência?

Dinis Salaviza disse...

Vou dar como exemplo o núcleo do Vale do Sousa. Os membros da Oposição Nacional tentaram por todos os meios boicotar o núcleo e a direcção do partido deu todo o seu apoio. Se calhar antes deste núcleo, muitos tentaram edificar o nacionalismo e não o fizeram por causa dos idiotas que formaram a Oposição Nacional. Durante anos, esses parasitas não fizeram outra coisa.do que tentar afundar o Partido. Quanto à candidatura:
http://www.josepintocoelho.com/

Skedsen disse...

Sem querer alongar de mais o tema, devo dizer que o reaccionário resumiu bem a questão neste seu último comentário. O caso de Terras de Bouro era de meu conhecimento, pois é aqui perto da minha zona, quanto aos outros casos que refere, não sabia pois estou longe de Lisboa e não conheço as pessoas que representam o partido, as únicas que conheço são o do extinto e ressurgido, pelos vistos, núcleo do Porto. Até a zona de Braga que contava com um considerável número de apoiantes, onde se incluiam os camaradas de Terras de Bouro, está neste momento dispersa. Em 2008 e 2009, Póvoa de Varzim, Famalicão, Monção, tudo acções inconsequentes, mal planeadas e sem continuidade de qualquer espécie. A actuação política do PNR resume-se a pequenas investidas que apenas fazem umas cócegas. Bem sei que o partido não tem meios e tudo o mais, mas tem de ter cabeça e começar a pensar. Tem de ter um discurso e uma ideia definida, é urgente criar uma plataforma doutrinária. Tem que, e isto embora muita gente não concorde, deixar de falar na emigração, não faltariam oportunidades de lá chegar por outras vias... O nacionalismo se quiser ter algum voto na matéria, terá de evoluir, ou melhor dito, adaptar-se aos tempos actuais, com cabeça tronco e membros. O nacionalismo é odiado e tido como fascista, xenófobo, racista e restante impropérios, mas tais epítetos são distorções como bem o sabemos. E dispenso-me aqui de tratar estas questões em pormenor, tal seria fastidioso, mas uma coisa é certa para o nacionalismo começar a ter visibilidade com o PNR ou com outro partido que possa surgir, estes "subterfúgios legais" amplamente utilizados pela propaganda merdiática terão de ser desmontados pelo partido em questão, tal como tem acontecido por essa europa fora onde o nacionalismo tem crescido, ao contrário de portugal, onde o seu crescimento tem estado manifestamente abaixo do que seria de esperar. O que se pode concluir daqui? Conclui-se que algo não está bem. E o principal problema é no interior do partido. Não conheço os dirigentes principais do partido, mas o que foi aqui retratado com problemas entre pessoas deixa-me um pouco desiludido.

Anónimo disse...

O reaccionário acusa o PNR de ser incompetente. Desde a revolução liberal que as ideias do reaccionario são derrotadas o que faz com que o senhor também seja incompetente.

Escarapão disse...

É dificil ser sintético e nestas coisas não gosto nem de nomear nem de atacar pessoas, várias notas:

-O passado é passado, a FN teve um papel importante, mas falhou nas urnas. Também falhou na lógica de concentrar os nacionalistas numa única estrutura e tudo o que não fosse obediência cega era como é considerado traição.

-A Actual Direcção segue a linha totalitária no sentido em que destrói quaisquer tentativas de activismo militância fora do âmbito to PNR.

4 exemplos:

1-A forma ingrata como trataram alguns dirigentes da FN.

2-A infiltração da Causa Identitária por membros (um deles da actual Direcção) e a criação de um clima que fez com esta associaçãp esteja moribunda.

3-O virar costas aos convites e pedidos da Acção Nacional(este anio ainda) para que não houvesse sobreposição de datas e depois vir para as redes sociais dizer que a Acção Nacional criava desunião.

Prova desta mentira foi o apagamento voluntário da AN, defendendo o Bem Maior do Nacionalismo.

4-O tratamento aos "Idiotas" do MON.

Dinis há várias estórias, mas a Verdade é só uma.

Há poucas semanas disse na cara de um membro do Conselho Nacional que me dava um chá(sobre os anos que já tem disto)que achava os resultados medíocres(contra mim falo que já fui candidato em 2009)e que não fazia sentido estarmos no mesmo Partido. Não me disse nada.

Soube há poucos dias que anda a dizer que não o cumprimentei na 1.º de Dezembro...

Assim não vamos lá, sobre o bloqueio dos mérdia vejam este link da BBC

http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-12107002

a fazer uma reportagem sobre a Front National em França que vi hoje por acaso.

Como disse a um Camarada há uns dias,quando cheguei à triste conclusão pessoal, que há dias em que um Nacionalista o melhor que tem a fazer para servir Portugal é afastar-se do PNR.

O Reaccionário disse...

Dinis Salaviza,

O MON nunca boicotou nada nem ninguém. Não sei donde é que tirou essa ideia... O MON é uma plataforma metapolítica, congregadora de esforços. Estratégia em tudo semelhante à Esquerda e suas organizações satélite. O problema é que o PNR nunca conseguiu perceber a utilidade do MON. O PNR sempre boicotou o MON. Como por exemplo, através da carta que enviou a todos os militantes a exigir que se afastassem do MON.

Mas quem fala no MON, também fala na Acção Nacional. Como se explica que o PNR marque todas as suas actividades à mesma hora e no mesmo dia das actividades da Acção Nacional? Se isto não é boicote, então não sei o que será.

E a Causa Identitária? Ainda se lembra dela? Pois é, mais uma que foi à vida graças ao boicote sistemático do PNR.

Portanto, se há alguém que age de forma parasitária é o PNR, que não trabalha, nem deixa trabalhar. Tal como o eucalipto, seca tudo à sua volta.

O site para pouco ou nada serve. Além de ser visitado por uma reduzida minoria, continua a não apresentar um programa político. E até o pouco trabalho apresentado não é original. Por exemplo, os "10 Pontos Cardiais" são uma adaptação do Manifesto de Direita de Rodrigo Emílio.

Mas continua a faltar muito trabalho... e mandatários. O que me leva a supor que o próprio Sr. José Pinto Coelho nunca esteve muito empenhado na sua candidatura.

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Anónimo,

O seu comentário é típico de um desesperado sem argumentos. Por acaso já era nascido em 1820? Ainda não tenho 25 anos e já fiz mais pela Sã Doutrina do que muitos quarentões.

Além disso, o que é que tem haver a competência de uma pessoa com a validade de uma Ideia? A Verdade não morre, nem prescreve! E a Modernidade não é algo determinado. O Mundo só tem o sentido que nós quisermos.

Admirável coisa esta de defender causas vencidas, homens vencidos, sobre que as vagas alterosas da Vitória passam, altaneiras e invencíveis! Com essa defesa, não se colhem bens, nem louros; colhem-se antes desgostos e lágrimas. Mas fica-nos a consciência tão límpida como água que brota de rocha virgem... (Alfredo Pimenta in Três Verdades Vencidas)

Dinis Salaviza disse...

Eu própio fundei o núcleo do Vale do Sousa. Eu e os outros fundadores fomos bloqueados diversas vezes por membros do MON. E depois um senhor do MON ainda disse que o núcleo existia graças a ele.

Patriota disse...

Caro Escarapão,
A Causa Identitária desapareceu devido ao surgimento de uma associação análoga- Terra e Povo -presidida por Duarte Branquinho
( ex-membro proeminente da C.I.)
outra caracteristica dos Nacionalistas do Sec: XXI, é a constante movimentação de siglas

O Reaccionário disse...

Dinis Salaviza,

Não compreendo como isso possa ser possível. O MON não tem poder de decisão dentro do PNR. O MON é uma organização à margem do PNR. Além disso, cerca de 30% dos membros do MON não são sequer militantes do PNR. São nacionalistas e patriotas independentes, que pelas mais diversas razões não querem estar ligados ao PNR. O que só mostra mais uma vez que o objectivo do MON é congregar todos os nacionalistas e patriotas, livres ou partidários, num só movimento chamado Oposição Nacional.

Portanto, e admitindo que o Dinis fala verdade, essa pessoa que refere, não actuou enquanto membro do MON, mas sim enquanto quadro do PNR, devidamente mandatado pela Direcção. Porque se essa pessoa tem poder para decidir algo dentro do partido, esse poder tem de vir necessariamente da Direcção. É a ela quem cabe, em última instância, o poder de decisão.

No entanto, o problema mantém-se. O PNR e a sua Direcção persistem numa política de purgas, boicotes e assassinatos de carácter. Seja o Movimento de Oposição Nacional, a Causa Identitária, a Acção Nacional ou simplesmente militantes do partido, nada sobrevive à prepotência e acção manipuladora da Direcção. Por alguma razão, ao fim de 10 anos de existência, o PNR só tem 11614 votos e cerca de 70 militantes.

Dinis Salaviza disse...

O PNR é muito maior que o MON. Por isso também se deve dizer "À atenção do MON." E quem diz o MON, diz todos os outros movimentos da treta. O PNR tem perto de 4000 militantes. Esses movimentos só sobrevivem a difamar o PNR. Isso demonstra não só falta de jeito para a política, mas também falta de honestidade.

O Reaccionário disse...

Dinis Salaviza,

Eu apresento factos concretos. Falo de casos específicos. Cabe ao Dinis averiguar se falo verdade ou não. Portanto, antes de me chamar mentiroso convinha informar-se devidamente. A investigação antecede o julgamento.

O facto de o Dinis ser o militante nº 3800, por exemplo, não significa que o PNR tenha 3800 militantes. Significa sim que já passaram pelo PNR 3800 pessoas, das quais cerca de 3730 já foram expurgadas. É que por incrível que pareça o PNR tem mais ex-militantes do que militantes.

Porque razão haveria de dizer "À atenção do MON"? O fracasso da candidatura é da exclusiva responsabilidade do Sr. José Pinto Coelho e da sua comandita. Um político tem de ser responsável pelos seus actos. Já o MON, ou a comunicação social, são apenas bodes expiatórios, formas que o Presidente do PNR arranjou para justificar mais um falhanço político. Mas não vale a pena tentar esconder o lixo debaixo do tapete. O problema não são os "outros", o problema somos "nós", ou melhor, "eles". E a prova é que até o "tiririca" da Madeira conseguiu reunir as assinaturas e candidatar-se à Presidência da República.

Não sei se o PNR é maior do que o MON. Aquilo que eu sei é que o PNR ao fim de 10 anos vale 11614 votos. Se isso para si é um bom resultado, para mim não. Para mim é demonstrativo de muita falta de competência. Contudo, não deixa de ser curioso que a "pequenez" do MON, tal como todos os "movimentos da treta", incomodem tanto o PNR. Porque será? Porque o boicote sistemático é a melhor forma que a Direcção do PNR tem para esconder a sua própria mediocridade. O PNR que deveria elevar os padrões da Política, é o primeiro a nivelar por baixo. A Causa Identitária é um bom exemplo do que afirmo. Um elemento da Direcção (Pedro Frade) infiltrou-se na CI apenas com o objectivo de destabilizar, criando um clima de intriga e suspeição. Resultado: A CI desapareceu.

Uma última nota: O PNR não é o dono do nacionalismo em Portugal. O nacionalismo não é uma coutada de ninguém. Eu sou da opinião que todas as tendências devem existir de forma organizada, quanto mais não seja para separar as águas. O que é bom sobreviverá, o que é mau morrerá.

Anónimo disse...

JPC é informador do SIS

Dinis Salaviza disse...

Como é óbvio não disse que o PNR tinha quase 4000 militantes, como base no meu número de militante. O PNR só não é maior por causa dos movimentos de idiotas. Se o PNR pussese um espião no PSD, o PSD simplesmente desaparecia. Os movimentos é que utilizam o PNR como bode expiatório.

Skedsen disse...

SR. Dinis: Compreendo o seu desencanto, mas o grande facto e perante o que já aqui foi dito nestes comentários, a conclusão é só uma, o PNR enquanto partido congregador das diversas correntes nacionalistas, falhou em toda a linha. Não consegui ser a plataforma que todos nós esperávamos. Alguns dos casos aqui relatados são assustadores. Nunca pensei que este partido tivesse gente tão má e vingativa à sua frente. Não tenho palavras, não consigo explicar, não há razão racional para isto. Estou desencantando, triste e magoado com esta situação. Quando conheci pela primeira vez o partido em 2006, estava longe de pensar que as intrigas subterrâneas e os assassinatos políticos fossem a imagem de marca deste partido. Tenho votado sempre PNR daí para cá mas nas próximas eleições vou ter de analisar bem o caso. Sr. Dinis, gostaria de dizer-lhe que apesar de tudo e fazendo o senhor parte do núcleo do vale do sousa, continue com o seu trabalho, não esmoreça, pois o nacionalismo precisa da nossa dedicação. Agora de futuro se será com um renovado PNR ou com outro partido nacionalista, isso não é o mais importante, penso eu. Cumprimentos para todos.

Escarapão disse...

Patriota: Quando se fala me procura a verdasde ela logo aparece.
O Branquinho que é actualmente membro do Conselho Nacional do PNR, como se pode ver nesta ligação:
http://www.pnr.pt/organigrama/
foi um dos principais vectores da destabilização que destruiu a causa identitária.
"adesivos" como este traste que querem ser Presidentes de coisa coisa. A Terra e Povo não terá tido 10 pessoas na última actividade...

Dinis: Passei por várias fases, relativamente ao Nacionalismo. Indiferente, simpatizante, activista, candidato nas legislativas e autárquicas de 2009 e neste momento Nacionalista Autónomo.Continuo com grandes Amigos e Camaradas no PNR em especial no Algarve, mas neste momento estou afastado das lides da política nacionalista, que sinceramente fede demais.
Não seria correcto não colocar aqui esta ligação:

http://nacionalistascontraadelinquencia2.blogspot.com/2009/05/verdade.html

Continue o Bom Trabalho e aLuta talvez se o PNR tiver mais pessoas como o Dinis se torne em algo melhor.

Não "emprenhe" pelos ouvidos. Essa dos movimentos de idiotas é injusta. Para mim e para muita gente, mostra que anda influenciado pela ideia que tudo o que seja fazer alguma coisa na àrea nacionalista que não seja o PNR a fazer é traição.
Por essa lógica ainda vão tentar acabar com a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

http://www.ship.pt/

Mas pensando bem já estiveram mais longe disso.

Cumprimentos

O Reaccionário disse...

Dinis Salaviza,

O PNR só não é maior porque não há vontade em fazê-lo crescer. Não sei se o Dinis se lembra, mas num comentário anterior referi 4 situações de incompetência e má vontade da Direcção. É necessário repeti-las? Eu faço questão: 1) Recusa da candidatura autárquica em Terras de Bouro; 2) Recusa da formação de um núcleo na Amadora; 3) Recusa de entrada de novos militantes; 4) Recusa de algumas assinaturas para a candidatura à Presidência da República. É preciso dizer mais?

Os tais "movimentos de idiotas" em nada devem afectar o PNR. Em primeiro lugar, porque estes grupos não são partidos políticos, são movimentos de acção mais cultural, e portanto, não são concorrentes do PNR. Em segundo lugar, porque o PNR não é dono de ninguém, muito menos do nacionalismo. As pessoas são livres de se associar conforme quiserem, que o PNR não tem nada a ver com isso.

Além disso, se o PNR tivesse uma gestão política inteligente seria o primeiro a fomentar o aparecimento de movimentos cívicos e culturais que trabalhassem nos mesmos assuntos e nas mesmas causas que o partido. Não é assim que faz o BE? Não é assim que ele vai ganhando preponderância na sociedade? O que são o SOS-Racismo ou a ILGA, senão organizações satélite do BE?

Mas ao PNR falta a visão e a inteligência política. Em vez de fomentarem, boicotam. Em vez de construírem, destroem. E não é só com "agentes infiltrados" que o fazem, mas também com as calúnias, com as purgas, com as cartas dirigidas aos militantes, com as actividades marcadas às mesmas horas, etc. É o acumular de situações.

Por isso eu digo que o PNR é um caso perdido. Além de ter a imagem completamente queimada na opinião pública (falo com base em testemunhos pessoais), também não tem pessoas à altura da Causa que diz ser o porta-estandarte. Há poucas pessoas sérias para fazer política a sério. A maioria dos seus membros não sabe sequer o que é política.

Mais, um partido político sério não pode ser um albergue de excluídos sociais. O PNR se alguma vez quiser crescer terá que se alargar à população e deixar de lado a criminalidade, a delinquência, o tribalismo e a bruxaria. Caso contrário, será sempre um fracasso.

Dinis Salaviza disse...

O mesmo idiota, que hoje faz parte do mon, que tentou impedir o núcleo do Vale do Sousa também impediu a candidatura de Terras de Bouro.

O Reaccionário disse...

Dinis Salaviza,

A referência ao MON é totalmente despropositada. Por exemplo, faz algum sentido dizer quem um indivíduo do Belenenses impediu a formação do núcleo de Vale do Sousa e a candidatura de Terras de Bouro? Claro que não! Esse indivíduo se impediu de facto a formação do núcleo ou a candidatura autárquica, fê-lo, não por ser do MON, mas sim por ser do PNR.
Além disso, importa referir que a constituição de um núcleo ou uma candidatura autárquica só se faz com o aval da Direcção. É à Direcção quem cabe o poder de aprovar ou desaprovar algo dentro do partido.
Mais, a formação do MON é posterior à candidatura de Terras de Bouro. Portanto, está mais uma vez provado que a referência ao MON é totalmente descabida. O que me leva a supor que o Dinis está a agir com segundas intenções. E isso não é nada bonito.

Skedsen disse...

Eu não acredito que o MON esteja a boicotar ou imiscuir-se em assuntos do PNR. Não acredito por um motivo, que por si só é suficiente, sendo esse motivo o facto de o MON ser uma plataforma congregadora de vários quadrantes nacionalistas, e sendo-o não pode andar aqui em joguinhos de boicotes e indiscrições, não seria uma oposição nacional não poderia sê-lo de maneira nenhuma. O Reacçionário disse-o já, o MON deveria funcionar para o PNR assim como outros movimentos, como ilgas e SOS Ratinhos, funcionam para a esquerda. Se a transposição não acontece a culpa não é do MON, de absoluta certeza, e algo vai mal na estrutura do PNR. Um partido que recusa militantes, que elimina os que já existem e que ainda por cima não admite qualquer tipo de justificação ou diálogo,... não é um partido saudável. Não vejo perante estes argumentos como possa o MON ser o elemento desestabilizador. Se nos reportarmos às ultimas eleições legislativas de 2009 facilmente concluímos que o crescimento do PNR foi marginal. Em 2005 teve 9380 votos salvo erro, em 2009 teve 11600 e tal. Como vemos o resultado esteve muito aquém do pretendido. O ideal teriam sido aí uns 25000 votos. Estes números poderiam fazer toda a diferença. Mas como não foram conseguidos, nada mais lógico do que considerar os responsáveis do partido culpados do fracasso. E não me venham com a história do partido não ter meios, não os tem porque não quer começar a tê-los, onde existem purgas e dispensa de militantes não pode haver meios para nada. Sei do que falo e fui um dos mais activos elementos do PNR aqui no norte do país. De um momento para o outro o núcleo do porto extingui-se, tendo ressurgido entretanto, e lá ficámos nós os de Viana, Braga, e outras terras completamente à deriva.
Só há uma solução para este partido. Tem de fazer marcha atrás, e unir-se à congregação de esforços, cuja plataforma o MON é só o ponto de partida. E quando mais rápido o fizer, mais hipóteses terá de sobreviver. Mas perante o clima de terra queimada aqui relatado nestes comentários será isso possível?
Se calhar era bom começar a pensar noutro partido, poder-se-ia conversar um pouco sobre isso? Está lançado o desafio.

O Reaccionário disse...

Skedsen,

De facto, o PNR está podre. E quem mais contribui para esta podridão é a própria Direcção do partido. Por exemplo, como é que se justifica que em plena campanha de recolha de assinaturas o PNR resolva abrir guerra ao MON? Não era esta uma altura crucial, em que deveríamos estar todos unidos em torno de um só candidato?
Mas não, a Comissão Executiva resolveu enviar uma carta a todos os militantes a exigir que se afastassem do MON. Naturalmente isto criou um grave clima de instabilidade e suspeição interna, uma vez que a maioria dos elementos do MON são membros do PNR. E a altura, que deveria ser de paz e união, transformou-se em guerra e divisão.

Mas a podridão continua. Sei, de fonte segura, que um indivíduo da Margem Sul foi falar com o Sr. José Pinto Coelho a pedir para ser militante do partido, e com ele viriam mais 20 pessoas. O Sr. José Pinto Coelho recusou, alegando estarem a querer tomar o partido de assalto. Ora, nada é por acaso. E esta reacção do Presidente do PNR certamente trouxe-lhe à memória a forma como ele próprio chegou ao poder – de assalto, através da Frente Nacional.

A questão da recusa de assinaturas é também ela muito grave. Sei de um sujeito, que por acaso é gestor de um conhecido site salazarista, ter oferecido a sua disponibilidade ao Presidente do PNR para recolher assinaturas para a candidatura à Presidência da República. A resposta do Sr. José Pinto Coelho foi que não era necessário, que já tinha 5000 assinaturas, e que certamente chegaria às 7500. Mas não chegou...

Outro caso é o do núcleo na Amadora. Foi enviada à Direcção uma proposta de formação de núcleo com os respectivos nomes dos constituintes. A Direcção, agindo de má fé, resolveu, sem conhecimento dos próprios, fazer a sua própria lista, retirando alguns nomes da lista anterior e colocando outros da sua “confiança”. Ou seja, é tal política de purgas e “agentes infiltrados” para a qual tenho vindo a alertar. Resultado: As pessoas da Amadora sentiram-se naturalmente ofendidas e recusaram participar na formação do núcleo. E até hoje a Amadora – importante pólo populacional – está sem núcleo do PNR.

Sobre os resultados eleitorais, é de notar que a melhor prestação do PNR em 10 anos de existência foi nas Eleições Europeias de 2009, ou seja, quando o candidato não foi José Pinto Coelho, mas sim Humberto Nuno de Oliveira. Isto para mim quer dizer muita coisa. Quer dizer que o Sr. José Pinto Coelho não é querido pelo eleitorado. Então porquê continuar a insistir no mesmo? Não faz sentido.

Sobre o desafio de um novo partido, creio que essa é a única opção viável. A ver vamos...

Skedsen disse...

Não deixa de ser interessante falarmos sobre esta questão, e se calhar este post deve ser o recordista de comentários, o que também não acontecerá por acaso... mas pretendia eu dizer que como não sou militante, já fui mas deixei de o ser, não tinha conhecimento de todos estes factos aqui relatados, exceptuando o caso de terras de bouro. Mas o que mais me intriga é precisamente a questão do MON. Não entendo as reacções do PNR, não foi aquilo que conheci do partido, nem pensava que tal coisa fosse possível. Devo dizer que o activismo acabou aqui na nossa zona em 2009 após as eleições. A coisa esvaziou, literalmente. O MON foi uma excelente iniciativa, que o PNR só tinha de saber aproveitar, e ao não fazê-lo e assumindo uma atitude totalitária e de hostilização deu a machadada final na sua credibilidade. O PNR, ou os seus elementos directivos, não saõ o que dizem que o partido é ou pretende ser. Pelas práticas aqui relatadas dos seus dirigentes o partido aproxima-se perigosamente de um certo bolchevismo dos meados do século XX. O que evidentemente me deixa descontente, ainda mais do que já estava em relação ao PNR.
Ora isto significa muito naturalmente que o PNR tem uma praxis totalmente oposta à sua teoria, o que gera paradoxos, e estando ao que parece a sua actual direcção afanosamente numa de polícia de pensamento e quem não estiver com o PNR está contra o PNR, é este o pensamento da actual direcção pelos vistos, pelo que tenho lido nestes comentários. Com essa atitude e posição dogmática esfrangalha-se o que já foi conseguido, que é o que está a acontecer, e dar-se-á oportunidade para o aparecimento de um novo partido. Cumprimentos meu caro.

Foi bom ter tido conheciemnto destes casos que relatou, obrigado.