Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Gustave Doré

Aos que apreciam as ilustrações de Gustave Doré, como o exemplar que aqui deixei, convido a visitarem o site Gustave Doré Art Images, onde podem contemplar uma boa parte da sua obra.

E aos incrédulos...

...que vêm os postais anteriores como delírios descabidos, convido a darem uma vista de olhos no Talmude, texto central do Judaísmo e que em hebraico quer dizer "ensinamento". Ora vejam e confiram:
Fora da Igreja não há Salvação
Israelixo
Stormfront
Radio Islam

E eles?

(O Judeu Errante de Gustave Doré)

Eles não mataram Ninguém?

Uma imagem...

...a propósito deste postal.

Sábado, 29 de Agosto de 2009

A Democracia é naturalmente mais corrupta

Os homens são atormentados pelo pecado original dos seus instintos anti-sociais, que permanecem mais ou menos uniformes através dos tempos. A tendência para a corrupção está implantada na natureza humana desde o princípio. Alguns homens têm força suficiente para resistir a essa tendência, outros não a têm. Tem havido corrupção sob todo o sistema de governo. A corrupção sob o sistema democrático não é pior, nos casos individuais, do que a corrupção sob a autocracia. Há meramente mais, pela simples razão de que onde o governo é popular, mais gente tem oportunidade para agir corruptamente à custa do Estado do que nos países onde o governo é autocrático. Nos estados autocraticamente organizados, o espólio do governo é compartilhado entre poucos. Nos estados democráticos há muito mais pretendentes, que só podem ser satisfeitos com uma quantidade muito maior de espólio que seria necessário para satisfazer os poucos aristocratas. A experiência demonstrou que o governo democrático é geralmente muito mais dispendioso do que o governo por poucos.

Aldous Huxley in Sobre a Democracia e Outros Estudos.

A bem da Democracia (II)

A bem da Democracia (I)

Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Fórmula de adesão ao Integralismo Lusitano

Devido ao recente interesse suscitado em torno do Integralismo Lusitano, considero ser oportuno reproduzir aqui a fórmula de adesão ao Integralismo, publicada no jornal "a Monarquia" a 5 de Abril de 1923:

Integralismo Lusitano

Por encargo da Junta Central, tenho a honra de apresentar aos nossos camaradas o que será a fórmula de adesão ao Integralismo, no próximo momento do seu pleno regresso à actividade de propaganda.
– José Pequito Rebelo

Adesão ao Integralismo

I – Creio em Portugal, no seu passado e no seu futuro. O seu interesse e a sua honra são a minha lei e a lei superior de todos os indivíduos e instituições portuguesas.
Creio na Nação e na Tradição, na Grei e na Lei.

II – É essencial ao interesse e à honra nacional a existência de um Rei hereditário, guardando no seu poder próprio a tradição e governando os interesses gerais do País assistido pela consulta da Representação Nacional. O Rei é livre.

III – São livres na Nação, sob a autoridade protectora do Rei e sobre o fundamento da Família e da Propriedade Cristã, os Municípios, as Províncias e as Corporações. Todo o país, na sua administração, na sua riqueza, no seu Espírito, deve estar organizado em corporações e federações constituídas segundo interesses de produção e não segundo classes económicas.

IV – A anti-nação é formada pelos maçãos, pelos políticos, pelos plutocratas, pelos estrangeiros, que nenhuma parte devem ter no Governo. Contra eles, o Rei se apoiará na Nação e na nobreza, que será o escol moral, hereditário e aberto de todas as profissões, exercendo funções de serviço e interesse público com o prémio de certas honras e regalias.

V – A Representação Nacional é formada pelos procuradores dos corpos organizados da Nação (Municípios e Corporações).

VI – A Igreja Católica, reinvestida em toda a sua liberdade, direitos e magistério espiritual, será reconhecida como Protectora da Nacionalidade e da Civilização.

VII – O Rei legítimo é aquele que indicam as leis da Sucessão e aclamarem as Cortes Gerais dos Municípios e das Corporações. É condição essencial da legitimidade que o Rei esteja identificado com a Lei, com os princípios da Monarquia Portuguesa, repudiando os princípios estrangeiros.

VIII – O génio da Nação fez, a Monarquia e a restaurará primeiro nos espíritos e na vida social, e depois, através da acção nacional, na vida do Estado. A proclamação, sob o nome de Monarquia, do Constitucionalismo será nefasta à Restauração Nacional. Quanto mais forte e próspera estiver a Nação, mais facilmente expulsará a República que tira forças da ruína nacional.

IX – A República (como o foi o Constitucionalismo) é o sacrilégio, o roubo e o assassinato, e também é o poder. É dever nacional combater na República o sacrilégio, o roubo e o assassinato e substituir o seu poder de facto pelo poder das instituições legítimas. A queda da República deve, porém, ser precedida pelo advento da Monarquia nos espíritos, na vida social e na acção nacional. A queda da República far-se-á como obra espontânea da Nação, pelo braço dos portugueses que forem os seus mandatários, num momento de evidente necessidade de salvação pública.

Em defesa do Integralismo

Com pouca disponibilidade de tempo para a blogosfera nos últimos dias, respondo agora e de forma breve a este postal do colega de blogosfera Orlando Braga:

O Orlando diz ser ele o verdadeiro "reaccionário" – quem sabe se não também o presidente da junta – e teoriza, afirmando que o Integralismo Lusitano é filho de Rousseau. Para isso, baseia-se na afirmação de Pequito Rebelo: Na democracia é soberano o povo e na monarquia é soberana a nação. Segundo o filósofo esta é a prova que representa a dissociação entre o Povo e a Nação prevista no Contrato Social com o princípio da vontade geral.
Da tese do Orlando, estava seriamente tentado a avaliá-la como sendo uma desonestidade intelectual. Mas como desconheço a real intenção do autor ao elaborar o texto, tomo-a como uma mera excentricidade, algo certamente fortuito, um pequeno lapso. Pois quem conhece o Integralismo Lusitano sabe que se há coisa que ele rejeita é o princípio da vontade geral, sendo assumidamente anti-democrata e defendendo um sistema orgânico corporativo representado em Cortes – sistema em tudo semelhante ao medieval.
Da afirmação de Pequito Rebelo, desconheço a origem e o contexto da frase, o que é crucial para o estudo do Integralismo Lusitano. Pois após a morte de António Sardinha, este sofreu um grave revés com muitos integralistas a tornarem-se desertores, traidores à causa e – agora sim – adeptos da vontade geral. Ainda assim, creio que não é possível estabelecer uma tese anti-integralista como tentou fazer o Orlando. Uma frase solta é insuficiente para avaliar toda uma doutrina, ou pior do que isso, assumir refutá-la. E se, com alguma malícia, formos picuinhas ao ponto de analisar frase a frase, certamente que encontraremos muitos erros formais – não necessariamente de conteúdo – visto que toda a obra humana está investida de erro.
Mas como não esmoreço, parto em defesa da doutrina integralista, por não encontrar erro de substância na afirmação de Pequito Rebelo. Na verdade, a questão semântica levantada pelo Orlando para rejeitar o Integralismo é falsa. E é falsa, na medida em que na oração em questão, "povo" não assume o seu significado original, mas sim aquele que lhe foi atribuído posteriormente pelos acólitos da vontade geral. Ou seja, não foi Pequito Rebelo quem dissociou o Povo da Nação. Este apenas tomou o "povo" pela sua noção subvertida de "número" ou "massa" – o que também pode ser perceptível pelo não uso de maiúsculas – e o utilizou para contrariar o sistema democrático, expondo a sua forma arbitrária e ao qual contrapôs a Nação integral. E dessa forma, a frase de Pequito Rebelo ganha todo o sentido. Não se trata portanto de separar, mas sim de agregar em torno do corpo comum que é a Nação e do qual não é necessário nenhum "contrato social" para se pertencer. É então precisamente pelo Povo que é Nação e contra essa visão dilacerada de massa numérica democrática que se insurge Pequito Rebelo e o Integralismo Lusitano.

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Para os interessados, relembro a proposta integralista de organização política nacional.

Domingo, 23 de Agosto de 2009

Os moderados – III

O Orlando gosta das coisas bem definidas. Como tal, desta vez vou tentar – pelo menos dentro do possível – não fazer desfeita e dar mais uma ajuda na sua compreensão. Para isso recorro ao exemplo do Integralismo Lusitano. O Integralismo Lusitano foi um movimento político-cultural surgido no início do século XX como reacção ao republicanismo. Tendo como principal teorizador o Mestre António Sardinha, o movimento desde cedo mostrou semelhanças com a Action Française de Charles Maurras, apresentando como principais ideias o nacionalismo integral e a monarquia tradicional, orgânica e anti-parlamentar. Hoje, 76 anos após a sua dissolução, o Integralismo Lusitano ainda colhe alguns adeptos – dentro dos quais também me incluo. Todavia, dentro destes adeptos, temos também aqueles que se gostam de denominar "moderados". Estes "moderados" ou pseudo-integralistas, conforme as características que tenho enunciado, têm vindo a adulterar algumas características da doutrina integralista por ser politicamente incorrecta aos olhos do mundo moderno, como por exemplo na problemática do relativismo cultural. Contudo, o próprio Integralismo Lusitano também apresentava no seu ideário uma proposta de combate aos estrangeirismos, algo quase obsceno para os "moderados", mas que pode ser encontrado em primeira instância na Fórmula de Adesão ao Integralismo, ponto IV: A anti-nação é formada pelos maçãos, pelos políticos, pelos plutocratas, pelos estrangeiros, que nenhuma parte devem ter no Governo. Contra eles, o Rei se apoiará na Nação e na nobreza, que será o escol moral, hereditário e aberto de todas as profissões, exercendo funções de serviço e interesse público com o prémio de certas honras e regalias.
Curiosamente esta ideia de anti-nação não é original ao Integralismo, podendo também encontrar paralelo na «anti-França», seguindo a definição do Mestre Maurras, que era composta por «quatros estados confederados»: protestantes, judeus, maçons e estrangeiros – sendo que os três primeiros já representavam uma espécie de estrangeiros.

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Mas como a "moderação" não se fica por aqui, recomendo ainda uma leitura à análise do livro "Filhos de Ramires - As origens do Integralismo Lusitano" feita pelo Professor António José de Brito: aqui e aqui.

Sábado, 22 de Agosto de 2009

Os moderados – II

Pelos muitos erros assimilados, os "moderados" são levados pela mesma lógica progressista de desconstrução do Pensamento. Adoptam mentiras e preconceitos modernos, resultando assim na corrupção da Doutrina com a sua rendição aos dogmas do pensamento politicamente correcto, que não é mais do que uma súmula de falácias socialmente consentidas e onde figuram todo o tipo de barbaridades.
Muitos ditos tradicionalistas são hoje verdadeiros revisionistas, no pior sentido do termo. Não admitindo a Doutrina por inteiro, tentam deturpá-la fazendo uso dos seus mais baixos instintos. Mas para estes, também o Mestre Pimenta deu do seu santo remédio: A tolerância é filha do cepticismo. Quem não se bate por uma ideia é que não crê nela; quem não age por um sentimento, é porque não sente a acção deste. Crer que se possui a Verdade implica necessariamente a repugnância formal por quem a não possui, e a reacção integral e efectiva perante qualquer afronta que se lhe faça.

Os moderados – I

Existem algumas pessoas que gostam de se dizer adeptas do Nacionalismo, do Tradicionalismo e do Integralismo. Contudo não se coíbem de incorporar no seu espírito certos erros do nosso tempo, tornando-se então mais atraentes aos olhos do mundo e assumindo assim o papel de "moderados". Ora como eu desconheço a "moderação" e para evitar confundi-la com "deserção", prefiro então manter-me fiel e dizer como o Mestre Alfredo Pimenta: É possível que o meu Nacionalismo seja exagerado. Mas com esse pecado morrerei e sem contrição. Porque fui sempre e sou incapaz de me fazer com inimigos da minha Pátria. Que os do Nacionalismo temperado, os do Nacionalismo pesado, medido, contado e neutro entrem em combinações, arranjos e traquibérnias; eu, não. A minha Pátria acima de todas, e acima de tudo. – in "A Nação", 03/01/1948.

Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Fado

E agora para os mais antigos uma música dos Heróis do Mar:

Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Rap nacionalista

Goldofaf é um jovem cantor francês e um excelente exemplo daquilo que deve ser a metapolítica e o combate cultural. Apresentando-se como católico, nacionalista e contra-revolucionário, Goldofaf assume uma postura inovadora e descomplexada, juntando a modernidade da música rap à tradição das ideias.
Eis algumas das suas músicas: "Vivre pour l'Honneur de la Patrie", "Gravé dans la roche", "Génération FAF", "Souvenir Vendéen" e "Hommage à Rex".

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

A confirmação

Rei de hoje e sempre

(D. João I, o de Boa Memória)

Herói de hoje e sempre

(Nun'Álvares Pereira, Santo Condestável)

Site para hoje

Vieram para ficar

Num quase certo fim da Europa, passo a divulgar mais uns quantos dados noticiosos que confirmam a gravidade da situação para que tenho vindo a alertar:

45 mil imigrantes adquirem nacionalidade;
Desmantelada rede envolvida em "casamentos brancos" para legalização de imigrantes;
Dois em cada 15 bebés são filhos de estrangeiros;
Há mais imigrantes a chegar a Portugal;
Imigrantes: Manifestação em Lisboa com cerca de mil pessoas;
Lisboa: 11 mil dos 15 mil habitantes do Socorro são imigrantes;
Mortes superaram nascimentos em Portugal;
Natalidade aumentou graças a imigrantes;
Número de emigrantes sobe 50% na Europa;
Número de imigrantes que pediram para ser portugueses quadruplicou;
Por cada 15 imigrantes saem 100 portugueses;
Portugal concedeu a nacionalidade portuguesa a 13 mil crianças filhas de imigrantes;
Portugal contabilizava 440.277 imigrantes legais em 2008;
Portugueses serão menos 700 mil em 2050.

Daqui retenho o essencial: Numa época de profunda crise civilizacional, como a actual, é importante que os últimos europeus, os derradeiros resistentes, tenham bem vivo na memória a sua própria História. Sendo a História parte da Tradição, por ser também Herança, é ela que estabelece o vínculo indissociável entre Passado e Presente, entre as gerações de ontem e as de hoje. A Tradição é o nosso alicerce, que nos suporta em caso de tormenta, e a nossa bússola, que nos orienta em caso de desnorte. Por isso, é fundamental termos memória histórica e sobretudo, para neste caso concreto, que não nos esqueçamos das
invasões mouras na Península Ibérica, das incursões sarracenas no Sul de Itália, das hordas mongóis no Leste e Centro Europeu, ou ainda das ofensivas turcas otomanas nos Balcãs.

Todavia a História, além de nos orientar, serve igualmente para nos actualizar. E também por isso é essencial que tenhamos a percepção que hoje ela é escrita de maneira diferente. Hoje as invasões não são meras conquistas de poder com origens e fins definidos e nem tão-pouco se fazem com armas e pela guerra. As invasões hoje são verdadeiras substituições culturais que se fazem com a complacência das autoridades políticas e económicas, locais e globais. É o derradeiro processo de espoliação: conspurcar a Alma e o Corpo da Civilização. E é por isto que eu digo que devemos estar mais atentos do que nunca. O combate que se quer é acima de tudo metapolítico. E a contra-revolução, ou a boa revolução, exercesse essencialmente nos espíritos. Só faltam os soldados!

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

A Velha Ordem

Para compreender os males da Igreja

Mal vai a Igreja

Glória do Mundo

Já lá vem a tempestade
Oiço o vento a soprar
A soprar atrás dos montes
Oh quem me dera saber

Se é chegada a anunciada
Noite da libertação
Se estes ventos a cantar
São o fim da escuridão

Atrás de nós não ficou nada

A glória do mundo aleluia
Está no mistério do Senhor
A glória do mundo aleluia
Salvé no reino do amor

Amanhã de madrugada
As crianças a brincar
A brincar naquela praia
Oh quem me dera saber

Se vão ver sorrir o sol
Sobre o céu do meu país
Ver o rei por entre as rosas
No império que Deus quis


"Glória do Mundo", Heróis do Mar.

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

A Raça não sucumbirá


Eu acredito fervorosamente nos destinos da nossa Raça. Um País que, – mais do que fronteiras de montanhas ou rios – criou uma História, uma Língua, uma Arte independente, não pode morrer. Pode ainda a nacionalidade ter um período de obscurecimento abismador...
Façam-lhe ainda pior do que lhes têm feito; a Raça não sucumbirá – e a Nação há-de ressurgir do próprio sangue, das próprias lágrimas do seu calvário.


António Correia d'Oliveira in Diário de Notícias, 6 de Março de 1920.

Leitura para hoje