Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

O finis Europae

Depois de termos ficado a conhecer o dia-a-dia de uma qualquer capital europeia, eis agora as projecções demográficas para o futuro da Europa:



Afinal, parece que os nacionalistas não são assim tão loucos. A imigração, na sua expressão política de multiculturalismo mestiço, revela-se como o principal problema que a Europa hoje enfrenta. A política ou a economia são recuperáveis; a Cultura, o Povo ou a História não. Creio por isso que não exagero se disser que vivemos o finis Europae – como já bem antevia Alfredo Pimenta a propósito do triunfo da democracia. Enfrentamos o derradeiro processo de espoliação e substituição cultural promovido por maçons, mundialistas, burocratas, plutocratas e demais terroristas sociais e políticos. Este é o culminar de todo um processo revolucionário que podemos encontrar origem no Renascimento, com o Antropocentrismo filosófico que coloca os instintos humanos no centro do Universo, e do qual surgiram todas as ideologias subversivas. Não será por isso coincidência que este relativismo cultural tenha surgido em países sob o ideal maçónico, como os EUA, o Brasil ou a França jacobina, e de onde se têm vindo a alastrar e impor. Mas tal como diz o narrador do vídeo: é tempo de acordar! É tempo de agir! É tempo de nos entregarmos ao sacrifício e ao martírio! Mesmo que o Papa não a decrete, façamos nós, últimos Portugueses, uma cruzada nacional!

Domingo, 26 de Julho de 2009

Dublin hoje...



...mas também podia ser Londres, Paris, Berlim, Amesterdão ou Lisboa.

Sábado, 25 de Julho de 2009

Santo do dia


São Tiago Mata-Mouros, rogai por nós!

A Batalha de Ourique

Mas já o príncipe Afonso aparelhava
o Lusitano exército ditoso,
contra o Mouro que as terras habitava
de além do claro Tejo deleitoso;
já no campo de Ourique se assentava
o arraial soberbo e belicoso,
defronte do inimigo Sarraceno,
posto que em força e gente tão pequeno.

Em nenhua outra cousa confiado,
senão no sumo Deus que o Céu regia,
que tão pouco era o povo baptizado,
que, para um só, cem mouros haveria.
Julga qualquer juízo sossegado
por mais temeridade que ousadia
cometer um tamanho ajuntamento,
que para um cavaleiro houvesse cento.

Cinco reis mouros são os inimigos,
dos quais o principal Ismar se chama;
todos exprimentados nos perigos
da guerra, onde se alcança a ilustre fama.
Seguem guerreiras damas seus amigos,
imitando a formosa e forte Dama
de quem tanto os Troianos se ajudaram,
e as que o Termodonte já gostaram.

A matutina luz, serena e fria,
as estrelas do polo já apartava,
quando na Cruz o Filho de Maria,
amostrando-se a Afonso, o animava.
Ele, adorando Quem lhe aparecia,
na Fé todo inflamado assim gritava:
"Aos Infiéis, Senhor, aos Infiéis,
e não a mim, que creio o que podeis!"

Com tal milagre os ânimos da Gente
Portuguesa inflamados, levantavam
por seu Rei natural este excelente
Príncipe, que do peito tanto amavam;
e diante do exército potente
dos imigos, gritando, o céu tocavam,
dizendo em alta voz: "Real, real,
por Afonso, alto Rei de Portugal!"

Destarte o Mouro, atónito e torvado,
toma sem tento as armas mui depressa;
não foge, mas espera confiado,
e o ginete belígero arremessa.
O Português o encontra denodado,
pelos peitos as lanças lhe atravessa;
uns caem meios mortos e outros vão
a ajuda convocando do Alcorão.

Cabeças pelo campo vão saltando,
braços, pernas, sem dono e sem sentido,
e doutros as entranhas palpitando,
Pálida a cor, o gesto amortecido.
Já perde o campo o exército nefando;
correm rios do sangue desparzido,
com que também do campo a cor se perde,
tornado carmesim, de branco e verde.

Já fica vencedor o Lusitano,
recolhendo os troféus e presa rica;
desbaratado e roto o Mauro Hispano,
três dias o grão Rei no campo fica.
Aqui pinta no branco escudo ufano,
que agora esta vitória certifica,
cinco escudos azuis esclarecidos,
em sinal destes cinco Reis vencidos.


Luís Vaz de Camões, in Os Lusíadas, Canto III, estâncias 42-53.

Post para hoje

Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

O princípio salvador

O que nos mata, principalmente, é, com a falta duma ideia directriz, a falta dum grupo ou classe social em que se apoie qualquer tentativa séria de «reaportuguesar Portugal» – na definição já agora memorável do poeta Afonso Lopes Vieira. E afinal, porquê? Porque não existe em Portugal um mínimo de cultura colectiva, que permita compreender a uma minoria resoluta e capaz que não há restauração nacionalista possível sem a prévia instauração dum princípio salvador. Vive-se assim na mais apagada e mortífera negação do que sejam as virtudes construtoras do Espírito e manda a verdade que se diga que, ao lado do semi-analfabetismo dos partidários do regime instalado no Terreiro do Paço, são réus confessos no mesmo crime ignóbil os que, ao mero funcionamento da máquina eleitoral, confiam automaticamente a salvação do país pelo regresso puro e simples das clientelas caídas em 1910.

António Sardinha in Nação Portuguesa, Julho de 1922.

Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Sábado, 11 de Julho de 2009

Portugal

Ó linda falua
Ai oh ilusão
Sonhava ser o teu barqueiro
Nos rios da minha Nação

Ó linda falua
Ai oh ilusão
Deus não me quis timoneiro
Fadou-me outra profissão

Sou oficial dum Povo cantor

Ó linda falua
Ai oh ilusão
Navega lá no nevoeiro
Mas vê lá com que tripulação

Sou oficial dum Povo cantor

Oh Portugal, Portugal
Melodias assim são vontades de amor
Oh Povo de Portugal
Cantarias por mim coração sofredor
Oh Portugal, Portugal
São vontades de amor melodias assim
Oh Povo de Portugal
Coração sofredor cantarias por mim


"Portugal", Heróis do Mar.

Caso CTT revela ligações da Maçonaria à Justiça

Já aqui por diversas vezes falei da Maçonaria e da sua enorme influência nos destinos do Mundo, com especial relevância para a criação de uma estrutura própria de serviços secretos, na sua mais recente pretensão ao controlo do Estado português. Algo, que vem agora ganhar uma nova consistência, através da descoberta das mais obscenas ligações entre a Maçonaria e a Justiça, no âmbito do Caso CTT.

Posto isto, é importante que todos os Portugueses ainda não prostrados tenham em atenção que, para salvar efectivamente a Pátria, é indispensável que nos livremos da Maçonaria. Sem isso, nada feito. Se não a derrubarmos, será apenas uma questão de tempo até que ela volte a levantar-se e a assumir o poder de outrora.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

À sombra da Igreja...

Portugal nasceu à sombra da Igreja e a religião católica foi desde o começo elemento formativo da alma da Nação e traço dominante do carácter do povo português.

António de Oliveira Salazar.