Domingo, 28 de Junho de 2009

Rebaixamento intelectual

O senhor professor doutor Pedro Arroja diz haver em Portugal um rebaixamento moral e culpa a «cultura portuguesa e católica» por isso. Trata-se, portanto, de um problema congénito cuja resolução passa por uma substituição cultural, nomeadamente pela importação (ainda mais?) desse judaísmo destilado que é a cultura liberal anglo-saxã.

Ora, eu compreendo perfeitamente a posição do ilustre professor e é até muito conveniente que assim seja. Há que manter o falso problema da cultura, do credo, da história e da genética. Pois não vá alguém convencer-se que o problema está nas elites dominantes e nas mentalidades mesquinhas, e lá teríamos de ir a correr esvaziar todas as escolas e academias deste país, substituindo-as.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques

Honra ao Fundador

Pae, foste cavalleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como bênção!


Fernando Pessoa, in "Mensagem".

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Aqui nasceu Portugal!

Há precisamente 881 anos, no dia 24 de Junho de 1128, solenidade de São João Baptista, D. Afonso Henriques fazia-se Conde de Portucale vencendo as tropas de sua mãe, D. Teresa de Leão, e do galego Fernão Peres de Trava, nos campos de São Mamede. Vitória essa, que se viria a revelar decisiva, representando assim o primeiro passo para a derradeira Independência de Portugal.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Sete Mares



E sete são os mares que vão banhar a Esplanada ao Sol. Bem-haja ao Diogo pelo Prémio Lemniscata.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Nuno Álvares Pereira

Foi graças à vontade política de Nuno Álvares Pereira, ao seu génio militar e à sua integridade que os portugueses, na grande crise do século XIV, conseguiram derrotar as forças de D. João de Castela. E foi ele quem guardou a nação independente, preparando-a para o novo tempo português de navegação e expansão além-mar. Mas o que sabemos desta grande figura da nossa História que nas últimas décadas caiu no esquecimento? Quase 600 anos após a sua morte, a canonização solene em Roma do Santo Condestável de Portugal não deixou de causar espanto e de levantar velhas questões. Pode um chefe de guerra chegar aos altares? Pode um santo ser guerreiro e um guerreiro ser santo? Nuno Álvares Pereira mostra-nos que sim. E não por um qualquer arrependimento tardio, por uma troca aparentemente súbita e em fim de vida da cota de malha pelo hábito de monge: entre as intrigas da corrupta corte fernandina e o poder e a glória da Casa de Avis, nas horas difíceis da revolução de Lisboa e nas batalhas de Aljubarrota, Atoleiros e Valverde que marcaram a Guerra da Independência, S. Nuno de Santa Maria sempre procurou ser, no espírito e na letra, o cavaleiro perfeito, indo contra muito daquilo que, na guerra e na paz, era regra no tempo.

A Finança e o Poder

Sábado, 20 de Junho de 2009

Aos que hão-de vir...

Aos Portugueses, espíritos tranquilos de amanhã, aqui deixo uma pequena colectânea de textos históricos, políticos e biográficos que reuni sobre Alfredo Pimenta, mestre superior da Portugalidade.
Para ler, estudar e entranhar:

A Cidade do Sossego
Democracia e pós-guerra
Europa
O Soldado Desconhecido
Sobre o dever de resistir

A Voz Nacional
Nacionalismo
Primeiro postal - A Voz Nacional

Área Nacional
A Democracia
Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta Doutrinador de Portugalidade
Coisas do Tempo Presente
Em Defesa da Portugalidade
Na Europa Doente
Palavras Insuspeitas
Portugal e a Guerra

Caceteiro
Alfredo Pimenta

Casa de Sarmento
Arquivo Municipal Alfredo Pimenta (textos vários)

Causa Nacional
A intransigência de Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta: do Anarquismo à Monarquia Autêntica
O número e a democracia

Eternas Saudades do Futuro
À atenção dos meninos betinhos que se dizem monárquicos porque acham giro ser-se

Fórum Pátria
A Teoria da democracia
Alfredo Pimenta (textos vários)
Alfredo Pimenta - O Doutrinador Político

Inconformista
A soberania do Povo
Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta (textos vários)
É agora!
Mestre Alfredo Pimenta
Negar o Passado é um suicídio

Manlius
E não se enganou nos seus vaticínios
Karl Wissemann - IV
Mais actual não podia ser!
Relembrando Alfredo Pimenta

Metapedia
Alfredo Pimenta

Navegação Nacional
A Ordem Política

Nonas
28 de Maio, visto por Alfredo Pimenta
A Monarquia e Dom Miguel vistos por Alfredo Pimenta
Alfredo Pimenta e a Comissão de Controlo Ali(en)ada
Alfredo Pimenta e o julgamento/farsa de Nuremberga
Marcello Caetano visto por Alfredo Pimenta
O caso capitão von Eycken por Alfredo Pimenta
O caso Schüppel por Alfredo Pimenta e Salazar
O caso Wissemann por Alfredo Pimenta e Salazar
O protesto de Alfredo Pimenta contra o filme Camões
O Santo Condestável por Alfredo Pimenta
Salazar e a Monarquia vista por Alfredo Pimenta
Salazar visto por Alfredo Pimenta - I
Salazar visto por Alfredo Pimenta - II

O Portal da História
Conferência de Alfredo Pimenta

Pátria Grande
Edifiquemos
O povo soberano
Torre de Babel ou asilo de alienados

Reconquista
A Plutocracia
O número e a democracia


*Actualizado a 21/08/2009.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Deus, Pátria, Rei


Se Deus quiser, há-de brilhar
De novo a Coroa sobre as Lusas armas
Que a nossa Pátria soube, sempre honrar
Que a nossa Pátria soube, sempre honrar

É tempo de vontade e sacrifício
Para a alma Portuguesa renascer
E em nossos corações o nobre ofício
Da história deste reino reescrever

Deus, Pátria, Rei, fidelidade
Àquele que entre nós é o primeiro
Deus, Pátria, Rei, fidelidade
Ao chefe natural e verdadeiro

Refrão: se Deus quiser...

Que a fé que nos uniu e que nos move
Que levámos através do mundo inteiro
Não nos falte no momento derradeiro
Que a todos Portugueses nos comove

Juntemo-nos de novo sob a Coroa
Do Chefe da nossa Casa Real
Ouvindo o povo alegre que apregoa
Ontem, hoje e sempre Portugal

Refrão: se Deus quiser...


Letra: Fernando Tavares Rodrigues
Música: José Campos e Sousa
Arranjos de Orquestra: José Calvário


*Especialmente dedicado ao João Marchante que teve a amabilidade de presentear esta casa com o prémio «Deus, Pátria e Rei» da semana. Ao João, o meu obrigado.

Domingo, 14 de Junho de 2009

O PNR e o Nacionalismo

Quem tem paciência para visitar esta casa e ler o que aqui escrevo ou cito, já deve ter reparado que sou anti-democrata por princípio. Isto é, rejeito a Maioria porque creio somente na Verdade, e esta não é nem pode ser negociável.

Porém, pela primeira vez em alguns anos de blogosfera, fiz uma declaração de voto – apelei ao voto no Partido Nacional Renovador. E fi-lo com a independência de não ter filiação partidária e com a consciência que, mesmo sendo discordante com o regime político que nos dirige, não nos podemos alhear inteiramente dele. Fingir que a Democracia não existe seria um erro nas aspirações de quem pretende reaportuguesar Portugal. Não é pois, lutando de fora, contra as muralhas, que se conquista uma cidade. Mas sim por dentro, entrando nela. Por isso, considero da maior importância saber utilizar os mecanismos legais que o regime nos vai oferecendo. E o PNR pode e deve ser um desses mecanismos.

Porquê o PNR? Porque o PNR é único partido político que se apresenta em ruptura com o actual sistema. O único que não pretende manter o estado das coisas (capitalistas) nem fazê-las progredir (comunistas). O PNR é o único partido que se propõe a defender apenas e de forma intransigente Portugal. Daí, o único digno de ser apoiado.

Contudo, é de evitar cair no erro dos nossos inimigos. O partido político do nacionalista deve ser sempre a Nação. Ou seja, o partido nunca deve ser um fim em si mesmo, mas sempre um meio. Nunca nos podemos comprometer com o Número – tão caro à Democracia – mas apenas com a Verdade. Só assim se pode realmente aspirar a salvar Portugal do atoleiro em que nos meteram. Porque não tenhamos ilusões! A batalha que se trava não se vence nas urnas. A batalha é metapolítica. Uma batalha pela sobrevivência nacional. Uma batalha onde está em jogo a nossa própria existência enquanto entidade histórica, cultural e política. E também por isso, discordo de alguns críticos do PNR que acusam o partido de falar demasiado sobre imigração e multiculturalismo. Porque no dia em que o último Português deixar de existir, tudo o resto deixa de fazer sentido e nada mais há para restaurar.

Inevitavelmente, surge também a discussão sobre o estado de desagregação na chamada "direita nacional", já assinalada pelo Vítor Ramalho. Discordo, porém, do Vítor, que o problema esteja nos "salazaristas". Até porque não creio que Salazar tivesse uma doutrina política original. E mesmo o Estado Novo estava condenado a desaparecer com a sua morte. Por isso, quanto muito haverá admiradores do mérito da obra de Salazar, mas nunca seguidores de uma doutrina. Ainda assim, haverá certamente mais nacionalistas do que aqueles que votam no PNR! Resta então saber onde está a origem desta fragmentação?

Ora, do meu humilde intelecto, consigo discorrer duas causas directas que podem estar na origem deste afastamento: 1) a criminalidade; e 2) a religiosidade.
A criminalidade porque esta, independentemente da sua justeza ou não, é a primeira imagem associada ao PNR, amplamente difundida pela comunicação social e quase sempre de forma intencional, mas que leva ao afastamento de muito boa gente que, pela sua postura vertical, não pretende ser confundida com actividades criminais.
A segunda é a religiosidade. Porventura a mais importante e a qual provoca uma profunda divisão entre cristãos e ateus, chamados pagãos. De ambos os lados já ouvi inúmeros impropérios. Por um lado os pagãos, que acusam os católicos de serem falsos portugueses por professarem a fé em Cristo. O que da minha parte me defendo, afirmando não ser nem lusitano nem galaico, mas integralmente português, fiel a Deus, à Pátria e ao Rei. E por outro lado os católicos, que afirmam que o princípio jus sanguinis é anticristão. Uma mentira recorrente, advinda do ecumenismo e que confunde a Fé com a Raça. Mas aos cristãos não há nenhum talmude que lhes confira raça. Não são um povo ou uma nação. São antes uma Fraternidade espiritual em Deus. Negar as diferenças, seria afirmar que os homens são todos iguais. Essa sim uma asserção anticristã por anular a própria dimensão de Virtude e Pecado.

Por fim, quero dirigir-me àqueles nacionalistas que evitam o PNR: É a hora de acordar! Não vale a pena meter a cabeça na areia. Apoiar o PNR pode fazer toda a diferença. Permitir-nos-á ganhar tempo precioso. É a diferença entre perder tudo e conservar alguma coisa. Possivelmente, o PNR nunca ganhará nenhuma eleição. Mas também não é isso que nos move. Aquilo que nos move deve ser sempre Portugal. E é por Portugal que devemos fazer esse esforço, deixando velhas quezílias de lado. Não peço a ninguém que renuncie aos seus princípios, cada um deve sempre defender aquilo em que acredita. Peço apenas que percebam que enquanto se discutem certos pormenores, o barco vai-se afundando. E depois disso, não há mais nada a fazer.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Tudo não passa de um pouco de vento

Não tenhais medo por serem muitos, nem pelas ameaças que fazem com os seus gestos e alaridos, pois tudo não passa de um pouco de vento, que dentro em breves momentos terminará. Deveis ser fortes e esforçados, recebendo a grande ajuda de Deus, por cujo serviço ali estavam, defendendo a justa causa do Reino de Portugal.

Nuno Álvares Pereira in Crónica de D. João I de Fernão Lopes.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Sábado, 6 de Junho de 2009

A propósito de eleições europeias

Recupero as declarações em vídeo do antigo dissidente russo, Vladimir Bukovsky, sobre a União Europeia:

É espantoso que depois de enterrado um monstro, a URSS, se esteja a construir um outro semelhante, a União Europeia.

O que é, na verdade, a União Europeia? Sabê-lo-emos, talvez, examinando a sua versão soviética. A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se apoiavam mutuamente e não tinham que dar satisfação a ninguém. A União Europeia é governada por duas dúzias de pessoas que se apoiam mutuamente, se reúnem à porta fechada, não dão satisfações a ninguém, nem são passíveis de destituição.

Poder-se-ia dizer que a UE tem um parlamento eleito. A URSS também tinha uma espécie de parlamento, o Soviete Supremo.

Nós avalizávamos sem discussão as decisões do Politburo, da mesma maneira como o Parlamento Europeu, onde o tempo de palavra de cada grupo está racionado e muitas vezes se limita a um minuto por intervenção. Na UE há centenas de milhares de eurocratas com emolumentos enormes, pessoal próprio, lacaios, bónus, privilégios, e imunidade judiciária para toda a vida, simplesmente transferidos dum lugar para outro, façam o que fizerem, bem ou mal. Não isto exactamente como o regime soviético?

A URSS foi criada pela coacção, muitas vezes com ocupação armada. Está-se em vias de criar a UE não pela força armada, não, mas pela coacção e pelo terror económico. Para continuar a existir, a URSS sempre se alargou mais além. Desde que deixou de se alargar, começou a ruir. Desconfio que acontecerá o mesmo com a UE.

Tinham-nos dito que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica, o Povo Soviético. Era preciso esquecer as nossas nacionalidades, as nossas tradições e os nossos hábitos. O mesmo com a UE, parece. Eles não querem que sejais ingleses ou franceses. Querem fazer de vós uma nova entidade, os Europeus, reprimir os vossos sentimentos nacionais e forçar-vos a viver em comunidade multinacional.

Setenta e três anos deste sistema na URSS saldaram-se por mais conflitos étnicos do que em qualquer outra parte do mundo.

Um dos grandiosos objectivos da URSS era destruir os estados-nações. É exactamente o que vemos hoje em dia na Europa, para que eles deixem de existir: Bruxelas tem a intenção de "absorver" os estados-nações, para que estes deixem de existir.

O sistema soviético era corrupto de cima até baixo. O mesmo acontece com a UE.

As actividades antidemocráticas que víamos na URSS florescem na União Europeia. Os que se lhe opõem ou as denunciam são amordaçados ou castigados.

Nada mudou. Na URSS tínhamos o Gulag. Creio que também o há na UE. Um Gulag intelectual, chamado "politicamente correcto". Tentai dizer o que pensais a respeito de questões de raça ou de sexualidade, e se as vossas opiniões não forem as boas, sereis ostracizado. É o começo do Gulag. É o começo da perda da vossa liberdade.

Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Diz-se exactamente o mesmo na UE. Em resumo, é a mesma ideologia nos dois sistemas.

A UE é o velho modelo soviético vestido à ocidental. Mas, como a URSS, a União Europeia traz consigo os germes da sua própria perda.

Mas, aí, quando ela ruir, – porque ela ruirá –, deixará atrás de si uma imensa destruição e problemas gigantescos económicos e étnicos.

O velho sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo a União Europeia.

Mas há uma alternativa a ser governado por dúzias de mangas-de-alpaca em Bruxelas: a independência. Vós não sois forçados a aceitar o que eles vos reservam. Nunca vos perguntaram se quereis juntar-vos a eles.

Eu vivi no vosso futuro e isso não funcionou!



Fonte: Projecto Grifo

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Fogo Posto

Os pinheiros em chamas
Dormem sobre a forma das labaredas
Reguei a cabeça e o quintal
Mas o fogo é por dentro
Arde Portugal

Adormeci num banco de jardim
E a cidade ardeu dentro de mim
Deixei-me adormecer ao relento
Mas o sono não apaga o que arde por dentro.


"Fogo Posto", Os Golpes.