Domingo, 22 de Março de 2009

Do Papa e o preservativo

Dizer que não usar preservativo provoca Sida, é o mesmo que dizer que comer sem colher provoca obesidade.

Trocando por miúdos:

O problema da obesidade não está na colher, mas sim na gula. Da mesma forma, o problema da Sida não está no preservativo, mas sim na promiscuidade.

Revisionismos

Só se vive o Presente; o Passado já passou; e o Futuro ainda está para vir. Porém, contrariamente a esta simples proposição, para Moses Mordechai Levy... perdão... para Karl Heinrich Marx e seus discípulos, o Futuro é uma certeza que se confirma pelo determinismo histórico. Determinismo esse, que passa pela reformulação sistemática do Passado, atribuindo-lhe um significado pretendido.
E foi dessa forma que nasceu a Teoria Marxista da História, hoje, após um processo de lavagem (Modernidade), também conhecida como Revisionismo Histórico. Que não é uma simples revisão histórica baseada em novos factos, mas sim numa doutrina de revisão constante – tal como Marx definiu – que vai modificando o conhecimento que temos sobre o Passado consoante os interesses ideológicos do Presente.
Assim, temos um Jesus Cristo comunista, um D. Afonso Henriques gay, um Marquês de Pombal mestiço ou um Fernando Pessoa esquerdista. Nada escapa à Modernidade na sua expressão científica e ideológica. Até mesmo Salazar, antes um perigoso fascista, é agora um mulherengo, democrata e maçon.
Pena é, que o direito de revisão esteja vedado a certos sectores da História. Factos consumados, dizem eles. Povo eleito, pergunto eu?

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*Na imagem, Salazar no seu gabinete. Para que um dia não digam que não é verdade.

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Fascismo e Violência

E chego agora ao tema da violência. A violência não é sempre imoral. A violência é algumas vezes moral. Contestamos a todos os nossos inimigos o direito de se queixarem da nossa violência, porque comparada à que se praticou nos anos infaustos de 19 e 20, comparada à dos bolchevistas da Rússia, onde dois milhões de pessoas foram executadas e outros dois milhões jazem ainda nos cárceres, a nossa violência é uma brincadeira de crianças. Por outro lado, a violência é eficaz, porque em fins de Julho e de Agosto, em quarenta e oito horas de violência sistemática e aguerrida, obtivemos o que não tínhamos conseguido em quarenta e oito anos de discursos e de propaganda. Assim, quando ela resolve uma situação gangrenosa, a nossa violência é moralíssima, sacrossanta e necessária. Mas, ó amigos fascistas – e falo aos fascistas da Itália inteira – é necessário que a nossa violência possua caracteres específicos, fascistas. A violência de dez contra um é de repudiar e condenar. A violência que não se explica deve ser repudiada. Há uma violência que liberta e uma violência que acorrenta; há uma violência que é moral e uma violência que é estúpida e imoral. Há que adequar a violência às necessidades de momento, não fazer dela uma escola, uma doutrina, um desporto. É preciso que os fascistas evitem cuidadosamente estragar com rasgos de violência esporádica, individual, injustificada, as brilhantíssimas e esplêndidas vitórias dos primeiros dias de Agosto. É isso que esperam os nossos inimigos, os quais, por certos episódios lamentáveis como os de Tarento, são levados a crer ou a esperar ou a ter a ilusão de que esta violência, quando já não tivermos alvo sobre que exercê-la, se torne de algum modo em segunda natureza, e a passemos a exercer sobre nós próprios, contra nós ou contra os nacionalistas. Ora os nacionalistas divergem de nós em certos problemas, mas a verdade é esta: que em todas as batalhas travadas os tivemos sempre a nosso lado.

Benito Mussolini in Discursos da Revolução.

A Lenda de el-rei D. Sebastião

Depois de Alcácer Quibir
El Rei D. Sebastião
Perdeu-se num labirinto
Com seu cavalo real

As bruxas e adivinhos
Nas altas serras beirãs
Juravam que nas manhãs
De cerrado de Nevoeiro
Vinha D. Sebastião

Pastoras e trovadores
Das regiões litorais
Afirmaram terem visto
Perdido entre os pinhais
El Rei D. Sebastião

Ciganos vindos de longe
Falcatos desconhecidos
Tentando iludir o Povo
Afirmaram serem eles
El Rei D. Sebastião
E que voltava de novo

Todos foram desmentidos
Condenados às gales
Pois nas praias dos Algarves
Trazidos pelas marés
Encontraram o cavalo
Farrapos do seu gibão
Pedaços de nevoeiro
A espada e o coração
De El Rei D. Sebastião

Depois de Alcácer Quibir
Virá D. Sebastião
E uma lenda nasceu
Entre a bruma do passado
Chamam-lhe o desejado
Pois que nunca mais voltou
El Rei D. Sebastião
El Rei D. Sebastião


"A Lenda de el-rei D. Sebastião", Quarteto 1111.

Para ver e ouvir, aqui e aqui.

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* Imagem, daqui.

Sábado, 14 de Março de 2009

Domingo, 8 de Março de 2009

Magalhães 2.0

E como o choque tecnológico tem sido realmente chocante, o governo do engenheiro sócretino acaba de lançar uma nova versão do computador Magalhães a pensar no futuro educativo dos jovens e que já inclui o acordo ortográfico da língua portuguesa.

Adenda:
E para aqueles que confiam na generosidade dos senhores deputados, é favor assinar a petição. O Idioma agradece.
Já aqueles que não confiam, podem sempre mandá-los àquela parte. O Idioma agradece na mesma.

A Organização Corporativa (2)

Levanto ainda o véu de outra dificuldade para chegar a uma conclusão. A antiga concepção do Estado, que corresponde ainda em grande parte à sua orgânica actual, faz dele máquina de feição estruturalmente, exclusivamente, política e administrativa. Quando lhe exigimos actuação ou rendimento económico, somos obrigados a enxertar-lhe princípios, elementos, instituições da vida económica tal como os particulares a organizaram, e todos vêem, pela falta de sincronismo com a demais exploração dos serviços públicos, que tal acção lhe não compete. Numa palavra: ele não está apto a dirigir a economia, pelo que ou se há-de transformar ou há-de desistir.
O problema pode então ser resolvido pela organização corporativa, e com ela até, em vez de termos a economia dirigida pelos governantes, podemos ter a economia autodirigida, que é fórmula incontestavelmente superior. Seja qual for a interferência dos órgãos corporativos na feitura das leis – estudo e preparação como na nossa Constituição Política, deliberação como pode ser noutros sistemas –, a verdade é que mesmo sem a existência de preceitos genéricos e só por entendimentos bilaterais sobre quantitativos e condições da produção, preços, regalias do trabalho, a economia nacional pode ter suficiente direcção. Não duvido, porém, de que em certos momentos a autoridade suprema intervirá, porque não será uma e a mesma coisa dar direcção à economia e satisfazer com ela o interesse geral...

...Quando a organização corporativa tenha sobre si o ordenamento da economia nacional e este seja auxiliado por uma certa estabilização das condições económicas no mundo; quando por toda a parte hajam desaparecido as restrições, a concorrência desleal, as variações monetárias intencionais e tendenciosas; quando no interior do País a economia estiver entregue aos que trabalham e se distinguir claramente entre trabalho e a especulação; quando sobre os interesses da produção discutirem lado a lado os grandes e os pequenos produtores e a massa operária organizada puder fazer a sua voz, então ver-se-á que o plutocrata não tem já lugar para si e para os seus negócios e não poderá fazer mais que gastar melhor ou pior o seu dinheiro. A organização nos seus diferentes ramos e aspectos terá libertado o trabalho do despotismo do dinheiro, e terá levado o dinheiro a servir modestamente o trabalho.


António de Oliveira Salazar, in "Discursos – Volume I".

Sábado, 7 de Março de 2009

A Organização Corporativa (1)

...Como uma grande família ou uma grande empresa, a Nação precisa, para a defesa dos seus interesses comuns e para a realização dos fins colectivos, duma cabeça coordenadora, dum centro de vida e de acção. Este não tem de ser absorvente, incompatível com muitos outros secundários do organismo político, mas a marcha é tanto mais segura quanto menores forem as substituições do órgão central. ...O maior problema político da nossa era há-de ser constituído pela necessidade de organizar a Nação, o mais possível no seu plano natural, quer dizer, respeitados os agrupamentos espontâneos dos homens à volta dos seus interesses ou actividade, para a enquadrar no Estado, de modo que este quase não seja senão a representação daquela com os órgãos próprios para se realizarem os fins colectivos. É este problema que dá transcendência política à organização corporativa.

António de Oliveira Salazar, in "Discursos – Volume I".