Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Cantando o Peito Ilustre Lusitano

(Visão de Henrique, o Navegador)

(Henrique, o Navegador)

(Descobrimentos)

(Abrindo Novos Mundos)

(Vasco da Gama)

(Brasil)

(Magalhães)

(Japão)

(Descobrimentos Portugueses)

(Portugal)

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Pinturas a óleo da autoria do artista plástico polaco Tomasz Kostecki.

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Para a estrada se ver!

Nun'Álvares Pereira

Que auréola te cerca?
É a espada que, volteando,
Faz que o ar alto perca
Seu azul negro e brando.

Mas que espada é que, erguida,
Faz esse halo no céu?
É Excalibur, a ungida,
Que o rei Artur te deu.

'Sperança consumada,
S. Portugal em ser,
Ergue a luz da tua espada
Para a estrada se ver!


Fernando Pessoa, in "Mensagem".

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Nota: Homem justo e guerreiro virtuoso, assim foi Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino de Portugal, figura que desde cedo o Povo elegeu como Santo e que também recentemente a Igreja o reconheceu. Em Julho do ano passado o Papa Bento XVI deu o primeiro passo para a canonização do Beato Nuno Álvares Pereira. No próximo sábado, realizar-se-á no Vaticano um consistório público dos cardeais em que se decidirá a data de canonização de dez novos beatos, entre eles Nuno Álvares Pereira. Rezemos então, irmãos portugueses, para que o dia consagrado seja de grande felicidade para todos nós. Que a estrada se ilumine outra vez!

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

É a Hora!

Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!


Fernando Pessoa, in "Mensagem".

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*Imagem, daqui.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

A ineficiência e fraqueza da Democracia

Os defeitos da democracia política como sistema de governo são tão óbvios, e têm sido tantas vezes catalogados, que não preciso mais do que resumi-los aqui. A democracia política foi criticada porque conduz à ineficiência e fraqueza de direcção, porque permite aos homens menos desejáveis obter o poder, porque fomenta a corrupção. A ineficiência e fraqueza da democracia política tornam-se mais aparentes nos momentos de crise, quando é preciso tomar e cumprir decisões rapidamente. Averiguar e registar os desejos de muitos milhões de eleitores em poucas horas é uma impossibilidade física. Segue-se, portanto, que, numa crise, uma de duas coisas tem de acontecer: ou os governantes decidem apresentar o facto consumado da sua decisão aos eleitores – em cujo caso todo o princípio da democracia política terá sido tratado com o desprezo que em circunstâncias críticas ela merece; ou então o povo é consultado e perde-se tempo, frequentemente, com consequências fatais.
Durante a guerra todos os beligerantes adoptaram o primeiro caminho. A democracia política foi em toda a parte temporariamente abolida. Um sistema de governo que necessita ser abolido todas as vezes que surge um perigo, dificilmente se pode descrever como um sistema perfeito.


Aldous Huxley in Sobre a Democracia e Outros Estudos.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Dos baixos instintos

Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem uma doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema – o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado até hoje, de espiritualidade moral e mental – isto é, de civilização e de cultura – tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem.


Fernando Pessoa, in "À Procura da Verdade Oculta – Textos Filosóficos e Esotéricos", 1915.

Novo Mundo

Desenganem-se aqueles que pensam que do Brasil só vêm telenovelas e samba – esse asco da cultura moderna e prova de uma sociedade decadente. Porque, também do lado de lá do atlântico se podem encontrar coisas de grande valor e muita estima. Chamo por isso à atenção de dois excelentes blogues recém-descobertos e que aliam muito bem a tradição das ideias à modernidade das tecnologias: Pátria Grande, do qual destaco este e este post; e Imperialist Christianity, do qual destaco este e este post.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Da Liberdade Não-Liberal

Queremos menos palavreado liberal e mais respeito à liberdade profunda do homem. Porque só se respeita a liberdade do homem quando se lhe estima, como nós estimamos, como portador de valores eternos; quando se o estima como envoltório corporal de uma alma que é capaz de se condenar e de se salvar. Só quando o homem é considerado assim, se pode dizer que é deveras respeitada a sua liberdade, e mais ainda se essa liberdade se conjuga, como nós pretendemos, num sistema de autoridade, de hierarquia e ordem!

José António Primo de Rivera, concluindo um discurso a propósito de ano e meio da existência da Falange, em 19 de Maio de 1935.

O Pai Dos Bastardos*


*Também conhecido como "pai da democracia".

Dos Bastardos

Já dizia o meu avô, com o olhar clínico de quem conheceu bem o anterior e o actual regime, que os indivíduos que hoje ocupam o Poder, e que só por piada podem ser chamados de "elite", mais não são do que os miseráveis e os falhados que o Estado Novo expurgou. Um grupo de bastardos que ninguém queria ter como filho, e que incapazes de se renovarem, recorreram à traição, para assim usurpar o Poder – que deve ser das verdadeiras elites – e aí se instalarem numa constante auto-promoção. E para prova do que afirmo, basta procurar conhecer o passado dessa gente: de onde vieram, o que foram, o que são, e como o conseguiram ser.

Mas, vem isto a propósito de uma reportagem transmitida pela SIC, de nome "As Procuradoras", e onde nos foi dado a conhecer a vida de quatro procuradoras-gerais adjuntas. Escusado será dizer que o interesse da reportagem foi quase nenhum. Mais uma brilhante peça do jornalismo de causas, bem ao jeito dos interesses instalados e carregada de temas fracturantes como o machismo e o racismo, que tão profundamente parece afectar o desempenho das magistradas. Valeu porém o tempo perdido pela revelação feita pelas próprias procuradoras, que afirmaram, todas sem excepção, ter colaborado activamente com o terrorismo comunista, antes e após o 25 de Abril. Ou seja, se ainda havia dúvidas, elas ficaram totalmente dissipadas: estamos perante uma verdadeira nomenklatura, ao bom estilo burocrático da URSS.

Alguns provavelmente dirão que isso é irrelevante e que a Justiça não sairá afectada por isso. Porém eu pergunto se acreditam mesmo naquilo que afirmam? Se acham mesmo que estas senhoras ocupam os lugares que ocupam apenas por mérito próprio? Se acham realmente que a ideologia que professavam (professam?) não influiu em nada? Acreditam mesmo que tudo isto não passa de um mero acaso? Ora, só uma pessoa muito ingénua ou muito estúpida é que pode acreditar nisto. Será que já se esqueceram o que foi o golpe do 25 de Abril? Será que já não se lembram que há certas formas de pensamento que estão expressamente proibidas pela Constituição da República? Será que já se esqueceram do Artigo 1° da Constituição que dizia que Portugal é uma República empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes? Ou do Artigo 2° que afirmava que o Estado tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras?

A verdade, meus caros, é que em nome de uma falsa liberdade de Abril, se cometem as maiores iniquidades. A Justiça em Portugal, assim como outros sectores da sociedade, tem uma forte conotação política. E num país onde isso acontece, não há Justiça. Porque uma Justiça que não está ao serviço da Verdade não é Justiça. Isto é, a Justiça deixa de ser livre e absoluta para passar a estar subordinada aos interesses políticos e aos particularismos ideológicos do sistema.

Alguns, desonestos, dirão que no Estado Novo isso também acontecia. Se o disserem, eu digo-lhes que mentem. Porque apesar de alguns erros cometidos – nenhum sistema é inteiramente perfeito – a Justiça no Estado Novo procurava a Verdade. E a Verdade diz-nos que o Comunismo é a maior mentira política já alguma vez criada. Daí este não poder agir livremente. Pois só um louco permite que outro louco ande à solta. Além disso, é conveniente frisar que no Estado Novo nenhuma ideologia (no sentido moderno do termo) era professada. Apenas Deus, a Pátria e a Família interessavam ao Estado.

No entanto, Salazar morreu há 39 anos. A ele muito devemos, tal como devemos a outros grandes estadistas que o antecederam. Por isso, não querendo ser mal entendido, não é minha intenção fazer aqui a defesa do ressurgimento do Estado Novo. Porque tal como já referi anteriormente, a Ordem devolvida pelo Estado Novo seria sempre provisória e estaria sempre dependente da figura providencial de Salazar. Ali não existia continuidade. E esse foi o erro crasso do Estado Novo. Por isso a minha intenção é apenas recordar essa Ordem provisória e torná-la perene. O meu dever e a minha intenção é fazer renascer um Novo Estado e uma Nova Ordem que tenham Deus, a Pátria e o Rei como pilares estruturais, garante dessa perenidade. Um Novo Estado e uma Nova Ordem que arrume definitivamente com as injustiças bastardas, sem qualquer hipótese de retorno. Porque, a brincar, a brincar, as traições têm-se multiplicado sem que nada as fizesse parar. A Revolução dos Cravos foi há 35 anos, a Revolução Republicana há 99 e a Revolução Liberal há 189. De lá para cá, foi sempre a decair... É já chegado o ponto de viragem?

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

2º Semestre

Ultimamente tenho andado um pouco arredado da blogosfera, não por preguiça, mas porque a vida assim o exige. Pois bem, após um período de intensa actividade académica e pouca ou nenhuma actividade bloguística, volto com a promessa, se as forças não me faltarem, de dar mais dignidade a esta casa – que bem merece – recuperando também alguns temas que ficaram pendentes, mas não esquecidos. No meio disto e para felicidade, é bom ver que na falta do anfitrião alguns amigos tenham tomado a liberdade de enobrecer esta casa com os seus, sempre bem-vindos, comentários.