Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Tudo obedece a regras

Era fim de Agosto e as uvas estavam bonitas, comecei a vindimar. O meu Pai deu-me um safanão a tempo e eu parei. Tirou um bago do cacho que eu acabara de cortar, deu-me a provar. Trinquei, logo cuspi, era azedo. Assim comecei a aprender que tudo tem o seu tempo, tudo obedece a regras. Lei suprema quer para a Natureza, quer para a sociedade dos homens, que é outra forma da Natureza. Quem não respeita as regras é desordeiro; mas quem sempre as põe em causa e delas troça, é ateu a infectar os que estão perto. Anarquismo ou comunismo, danação.

António de Oliveira Salazar.

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Sócretinices


Depois do "Caso Independente" e agora do "Caso Freeport", só uma maré de estupidez colectiva pode levar à reeleição de José Sócrates e do Partido Socialista. Mas este é o próprio problema da Democracia: a um dado momento, tudo está dependente da sanidade mental do grupo eleitor.

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Ele é a Luz do Mundo!

E para os incrédulos que ainda duvidavam do nosso salvador, eis que ele revela o seu imenso poder: «Antigo preso de Guantanamo volta a juntar-se à Al Qaeda».

Adenda (24/01/2009):
Por sugestão do confrade 88Portugal86, tomei conhecimento de mais uma grandiosa demonstração de suma santidade Barack Obama, aqui ou aqui.

Do "Monte de Sarilhos"

Ainda a propósito da polémica levantada pelo senhor Cardeal-Patriarca sobre o casamento inter-religioso, aconselho todos a darem uma vista de olhos neste vídeo disponibilizado pelo Terras do Carmo.

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Inspirador

Não, não me refiro ao meio-preto ou meio-branco, meio-americano ou meio-queniano, meio-liberal ou meio-comunista, meio-muçulmano ou meio-cristão (ou meio-judeu)... Esse, que com as suas artimanhas diabólicas vai enganando meio-mundo, não interessa nem inspira. O que de facto inspira é este texto do confrade José Carlos, uma excelente análise sobre o campo político nacionalista e como ele se deve desenvolver no presente e no futuro. Um texto sem dúvida a reter por todos os nacionalistas, partidários ou apartidários.

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Salvé Barack Obama!

Alegremo-nos! Porque a esperança chegou e o mundo finalmente mudou! O sol brilha, os pássaros cantam e as flores desabrocham. Louvemos então, caros irmãos, o nosso querido salvador com a música do nosso irmão Bonga: "Tenho uma lágrima no canto do olho! / Tenho uma lágrima no canto do olho!"

Adenda:
Para além dos milagres, por Olavo de Carvalho.

Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Mais Pensamentos de Salazar

Muitos falam nele, mas nem todos o conhecem. Por isso, mais uma vez dou os parabéns ao Citador que teve a gentileza de disponibilizar mais dois pensamentos de Oliveira Salazar, os quais passo a divulgar:

- Aquelas qualidades que se revelaram e fixaram e fazem de nós o que somos e não outros; aquela doçura de sentimentos, aquela modéstia, aquele espírito de humanidade, tão raro hoje no mundo; aquela parte de espiritualidade que, mau grado tudo que a combate inspira ainda a vida portuguesa; o ânimo sofredor; a valentia sem alardes; a facilidade de adaptação e ao mesmo tempo a capacidade de imprimir no meio exterior os traços do modo de ser próprio; o apreço dos valores morais; a fé no direito, na justiça, na igualdade dos homens e dos povos; tudo isso, que não é material nem lucrativo, constitui traços do carácter nacional. Se por outro lado contemplamos a História maravilhosa deste pequeno povo, quase tão pobre hoje como antes de descobrir o mundo; as pegadas que deixou pela terra de novo conquistada ou descoberta; a beleza dos monumentos que ergueu; a língua e literatura que criou; a vastidão dos domínios onde continua, com exemplar fidelidade à sua História e carácter, alta missão civilizadora – concluiremos que Portugal vale bem o orgulho de se ser português.

António de Oliveira Salazar, in 'Discursos'

- Os jornais feitos com os políticos criam nos seus meios restritos um estado de sobreexcitação doentia que cada qual julga partilhado por todos os outros, e daí vem que dum canto da capital, por definição a cabeça do país, o mais reduzido grupo partidário convictamente julga falar em nome da Nação. Mas há interesses mais directos e palpáveis em jogo na actividade política, e o que é pior é que à medida que o poder se corrompe e que o interesse colectivo é sacrificado a interesses individuais, ao mundo político que espera e provoca as mutações governativas, junta-se o outro mundo ávido dos negócios. Na alta finança, nos bancos, no comércio de especulação nos grandes empreiteiros, entre os grandes fornecedores, mesmo no campo da produção propriamente dita, em ramos cuja vida depende em grande parte de actos governativos, existem já numerosos indivíduos a interessar-se activamente pela política dos partidos. A influência corrosiva da sua acção traz mais duma dificuldade grave à governação pública.

António de Oliveira Salazar, in 'Inéditos e Dispersos Políticos', 1924

Das declarações do Cardeal-Patriarca

Depois de um imerecido destaque no Pasquim da Reacção, pedi ao estimado Corcunda que tecesse algumas considerações sobre as declarações de D. José Policarpo acerca do casamento entre mulheres portugueses e homens muçulmanos. Pedido esse, que foi de imediato atendido e o qual eu agradeço a prontidão e o tempo dedicado.

Sobre o post propriamente dito, digo que partilho da mesma opinião. Gostaria, porém, de acrescentar que não vejo com nenhum entusiasmo as declarações do senhor Cardeal-Patriarca, tal como já vi nalguns blogues e fóruns de direita. Porque na realidade, estas declarações não são mais do que a expressão típica de um homem moderno sobre uma sociedade ultra-moderna. Isto é, quando D. José Policarpo alertava a mulher portuguesa para os perigos de um casamento inter-religioso, na realidade ele não se estava a referir aos perigos do Islamismo enquanto mentira religiosa e fonte destruidora da Moral cristã, fermento da portugalidade, mas sim numa perspectiva materialista de perda de um conjunto de direitos modernos que promovem a prostituição e alienam a mulher do seu compromisso de esposa e mãe. E por isso, o discurso do Cardeal-Patriarca revelou-se não ser muito diferente dum discurso protagonizado por uma qualquer feminista interessada em libertar a mulher do jugo machista.

Curiosamente, o paradigma de D. José Policarpo é mesmo de todos os conservadores que, não aceitando algumas modernices e simultaneamente com medo de serem antiquados, limitam-se a conservar tudo aquilo que conhecem sem qualquer critério exterior de Verdade. Atitude, que como é claro, não pode resultar. E tendo em conta que hoje existe um "jornalismo de causas", que não é o jornalismo de retratar a realidade mas de alterá-la, a ambiguidade torna-se demais evidente. Daí, a quase crucificação do Cardeal-Patriarca pela comunicação social, constantemente percorrida pela ideia que, tal como disse o Corcunda, «apenas quando não houver propostas morais-religiosas a liberdade será atingida».

A Revolução não pára, e o medo de ser rejeitado pela sociedade moderna leva alguns católicos a aliarem-se a Deus e ao diabo. Todavia, chegará a altura em que teremos de optar entre um Caminho e outro. Porque se o objectivo era encher igrejas, a verdade é que elas estão cada vez mais vazias. E assim, pelo medo de alguns, muitas almas ficam por se Salvar e o papel da Igreja fica por cumprir.

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

A Igreja sobre a Pena de Morte

Por certo aqueles que me acompanham devem estar recordados de uma discussão que tive há tempos com o Orlando Braga sobre a Pena de Morte, sendo eu a favor e ele contra.
Lembro-me que na altura, como católico, limitei-me a apresentar passagens e argumentos bíblicos, assim como aconselhei a leitura de alguns autores mais experientes no assunto, nomeadamente o professor Orlando Fedeli.
Ainda que não consegui demover o meu oponente, lembro-me de ele, acusando-me de ser um falso católico, afirmar que em hipótese alguma um cristão poderia defender a Pena de Morte.
Porém, mais cedo ou mais tarde a verdade vem sempre ao de cima. E por isso, com a devida vénia ao blogue Fora da Igreja não há Salvação, passo a citar a Igreja na primeira Pessoa, através do Catecismo Católico:

Catecismo Romano: "Outra espécie de morte lícita é a que compete às autoridades. Foi-lhes dado o poder de condenar à morte, pelo que punem os criminosos e defendem os inocentes, de acordo com a sentença legalmente lavrada. Quando exercem seu cargo com espírito de justiça, não se tornam culpados de homicídio; pelo contrário, são fiéis executores da lei divina, que proíbe matar." VI. 5º Mandamento §§ 2-8

Catecismo Maior de São Pio X: "É lícito tirar a vida do próximo: durante o combate em guerra justa; quando se executa por ordem da autoridade suprema a condenação à morte em castigo de algum crime; e finalmente quando se trata de necessária e legítima defesa da vida, no momento de uma injusta agressão." nº 413

Novo Catecismo da Igreja Católica: "O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade do culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto." (2267)

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

À procura do Fascismo Português (2)

Ainda na senda do fascismo português, recordo um dos primeiros e mais abrangentes movimentos nacionalistas em Portugal: a Cruzada Nun'Álvares. Donde aconselho a análise histórica do professor Ernesto Castro Leal: "A Cruzada Nacional D. Nuno Álvares Pereira e as origens do Estado Novo".

À procura do Fascismo Português (1)


Para os interessados em conhecer a história dos Nacionalistas-Lusitanos e da primeira experiência fascista em Portugal, recomendo a leitura do livro do professor António Costa Pinto "O Fascismo e a crise da I.ª República: os Nacionalistas Lusitanos", e que pode ser adquirido gratuitamente aqui.

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Passagem de ano na França moderna

Na falta de fogo-de-artifício, os discriminados do costume, imigrantes vítimas de xenofobia e antifascistas rebeldes, resolveram, como forma de comemorar a entrada no novo ano, atear fogo a mais de mil veículos automóveis.

A situação já não é nova. De tempos a tempos, de forma tragicamente rotineira, lá se ouve a notícia de mais distúrbios provocados por bandos de desocupados, prontos para destruir tudo à sua frente.

E é assim com este terrível panorama que milhares de franceses iniciam o ano novo. É assim que milhares de pessoas, provavelmente honestas e trabalhadoras perdem o seu meio de transporte. É assim que milhares pessoas, possivelmente de fracos recursos – pois os mais abastados deverão ter garagem para o carro – se vêm obrigadas a viver.

A barbárie abate-se sobre França, tal como um pouco por toda a Europa. Este é o elevado preço da modernidade, em todas as suas vertentes. Até quando?

Enquanto isso, os federalistas continuam a patrocinar a destruição europeia, na tentativa de amolecer um saudável espírito de revolta. Fazem falta, dizem eles...

Feliz Ano Novo!


O futuro a Deus pertence. Mas os abutres, sedentos de desgraça, já confirmam, num constante processo de desmoralização nacional, que 2009 vai ser um ano mau, bem pior que o anterior. Pois, se possível, os meus votos são para que essa maldade por tantos desejada, represente precisamente um ponto de viragem e que Portugal possa novamente ser chamado de Português, reencontrando o destino para qual foi concebido nos campos d'Ourique.
A todos, um feliz ano novo!

*Na imagem, aguarela de António Bartolo.