Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

E o PNR?

O PNR não deixa de ser um partido político. E como partido político que é, encontra-se sob a alçada do sistema e dependente da opinião pública. Será por isso um absurdo achar que nele está depositado a salvação nacional.

18 comentários:

Anónimo disse...

Caro Reaccionário,

Já pensei nisso. Como se pode reclamar anti-sistema ou fora do sistema um partido que foi engolido e aceite pelo sistema? Boa pergunta.

Cumprimentos,
Um Católico preocupado

harms disse...

Também acreditei que o PNR poderia ser útil. Andei por lá desde o início até há poucos meses. Não é solução. Nenhum partido o é. Os partidos fazem parte do problema, não da solução. Facções do mesmo, partidas em outras facções e por aí adiante. A restauração nacional, a ser feita, sê-lo-à sem partidos. 40% de abstenção quer dizer qualquer coisa. Ignorância, certamente, mas também desconforto face a um discurso repetido sob muitas formas mas que, no essencial, é o mesmo. Os partidos são filhos da modernidade. E nós recusamos essa modernidade que nos querem impor à força.

Vítor Ramalho disse...

A luta não se centra nem se esgota num partido.
Agora vejo muitas desculpas para nada fazer.

O Reaccionário disse...

Os partidos fazem parte do problema, não da solução.

Não tenho mais nada a acrescentar. Está tudo dito.

harms disse...

Vítor, é por não se esgotar no partido que a actividade nacionalista vai sendo feita noutros lados, de outras formas. Desculpas para nada fazer podem-se dar estando lá ou não.

Vítor Ramalho disse...

Então digam-me o que fazem.
Blogues, tertúlias ?

Escarapão disse...

Para mim o PNR(ou um partido nacionalista com outro nome qualquer) é uma necessidade. Para abrir espaço para que se possam fazer outras coisas e pouco a pouco ganhar credibilidade e legitimidade.

harms disse...

Vítor, sabes bem o que faço. Lá por ter saído do partido não quer dizer que não faça nada. E, mesmo que fizesse apenas blogues/tertúlias já faria mais do que a maioria.

Vítor Ramalho disse...

Cada um faz o que a sua consciência lhe diga e o que as suas capacidades permitem.
Eu ou continuar na mesma linha, com dificuldades, com algumas desilusões. Mas esse é o caminho do guerreiro que não ira as costas a nada desinteressadamente.
No entanto noto que muita gente continua a atacar o PNR, fazem um bom serviço ao sistema e é uma desculpa para não fazer nada (quem lhe servir a carapuça que a enterre até às orelhas). Eu também aqui ou tentar manter a mesma postura “ Nacionalista não ataca nacionalista”. Sobretudo nunca me vou juntar aos grupos que usam o PNR. O partido tem crescido saiu do gueto de Lisboa, vai portanto ser um sucesso.

harms disse...

Cada um faz o que pode, naturalmente. Quanto ao PNR, desde que saí, não lhe fiz qualquer ataque (concordei com uma carta do Mário Machado em que ele expressava críticas ao partido e a certos elementos e acho que tem razão no que disse, mas não vejo isso como um ataque). Agora, mudei de opinião relativamente á necessidade de um partido nacionalista porque me parece (aliás, sempre pareceu, já escrevi isso no antigo fórum) que não é por via eleitoral que o nacionalismo conseguirá progressos significativos. As excepções têm sido prontamente eliminadas, como se viu na Áustria. Por isso, acho que tem de haver uma presença mais significativa na sociedade através de outras organizações que não o PNR, o que não significa que este se extinga. Agora, eu estou fora desse projecto, mesmo que no futuro venha a ter excelentes resultados - e era bom que os tivesse se isso servisse para algo.Bom ano novo!

O Reaccionário disse...

Vítor,

Mesmo que o PNR conseguisse em 2013 uma maioria suficiente para governar, na eleição seguinte já não teríamos a certeza que tal se repetiria, e, naturalmente, correríamos o risco de ver tudo ir por água abaixo. Mas esse é um problema da própria democracia – a ingovernabilidade provocada pela volatilidade da opinião pública. Será portanto uma ingenuidade achar que o PNR vai ser solução para alguma coisa – nenhum partido o é.

Agora, que não se confundam as coisas. Aqui ninguém atacou ninguém e nem tão pouco arranjámos desculpas para o que quer que seja. Antes pelo contrário, apenas procuramos uma solução séria e eficaz para a resolução dos problemas da Nação.

Anónimo disse...

O grave problema do PNR é a sua ligação à violencia. Isso é intolerável e muito mau para a causa nacionalista.

Outro problema é o racismo. O verdadeiro português não tem nada a ver com racismo. Isso é para ingleses, alemães, franceses, etc.

O meu nacionalismo assenta nos "velho" conceitos de um Portugal do Minho a Timor.

Não estou a dizer que defendo a restauração do Império. Isso seria idiotice. Acho que ninguém equaciona isso, sequer. O que está feito,feito está. Revejo-me na antiga doutrina de que não havia diferenças entre os povos que saudavam a mesma bandeira.

Lemos Marques

Vítor Ramalho disse...

Ligação à violencia, racismo. Nunca vi nada disso ser defendido por dirigentes do PNR.

Benito disse...

Parece-me que o PNR é um bom contributo para a luta nacionalista. Por um lado dão a cara, andam na rua e enfrentam o sistema. Não me parece que tenham sido assimilados pelo sistema. Apenas fazem parte desse sistema "formalmente" para poderem agir de forma legal e organizada e utilizar os meios de comunicação ao alcance de todos os membros do tal sitema. Não sou militante, mas merece o meus respeito, o PNR.

benito disse...

Não me parece que seja feita uma restauração nacional sem um movimento/partido/confraria, etc estruturado. Não me venham dizer que "o povo sai á rua e corre com os maus".
A luta faz-se todos os dias e tem que partir de uma organização com um corpo permanente e disciplinado e tem que ter um "condutor". Não se restaura coisa nenhuma com nacionalistas de fim-de-semana ou de esplanada.

harms disse...

O PNR não está ligado à violência, a não ser nas redacções de jornais e televisões. Nunca vi nem ouvi ninguém no PNR pregar a violência. Quanto ao racismo, idem. Identidade, sim. Racismo, não. Porque quem defende a identidade para si defende-a para os outros. E sobre o nacionalismo de fim-de-semana, já não era mau se todos os que se dizem nacionalistas trabalhassem para a causa ao menos um dia que fosse por semana. individualmente ou em organizações que, naturalmente, devem existir.

O Reaccionário disse...

Senhor anónimo,

Tenho-lhe a comunicar que os seus comentários foram rejeitados. Não é intenção deste postal e muito menos deste blogue discutir assuntos internos do PNR, partido do qual nem sequer faço parte. Aconselho-o no entanto a dirigir-se a um local mais apropriado para o assunto, seja blogue ou fórum de discussão.

Anónimo disse...

Caro Reaccionário,

Já pensei nisso. Como se pode reclamar anti-sistema ou fora do sistema um partido que foi engolido e aceite pelo sistema? Boa pergunta.

Cumprimentos,
Um Católico preocupado

É praticando a censura, evitando o debate que se promove desenvolvimento de ideias? Tem vergonha. Deves gostar é de yes men.