
O senhor professor doutor Pedro Arroja diz haver em Portugal um rebaixamento moral e culpa a «cultura portuguesa e católica» por isso. Trata-se, portanto, de um problema congénito cuja resolução passa por uma substituição cultural, nomeadamente pela importação (ainda mais?) desse judaísmo destilado que é a cultura liberal anglo-saxã.
Ora, eu compreendo perfeitamente a posição do ilustre professor e é até muito conveniente que assim seja. Há que manter o falso problema da cultura, do credo, da história e da genética. Pois não vá alguém convencer-se que o problema está nas elites dominantes e nas mentalidades mesquinhas, e lá teríamos de ir a correr esvaziar todas as escolas e academias deste país, substituindo-as.
Ora, eu compreendo perfeitamente a posição do ilustre professor e é até muito conveniente que assim seja. Há que manter o falso problema da cultura, do credo, da história e da genética. Pois não vá alguém convencer-se que o problema está nas elites dominantes e nas mentalidades mesquinhas, e lá teríamos de ir a correr esvaziar todas as escolas e academias deste país, substituindo-as.
14 comentários:
É bem verdade o que diz,caro Reacçionário.Mas o pior de tudo,pelo menos na parte que nos toca,é precisamente ninguém entender o que na realidade se está a passar.As pessoas não param para pensar um pouco,não querem saber,há um conformismo castrante instalado na sociedade,vivemos na era da desinformação e da desculturização,potenciados por uma elite que sabe bem há bastante tempo ao que veio e ao que está!
Nós,povo,é que não sabemos ao que estamos,sabemos ao que viemos,mas não sabemos para o que vamos.E essa tem sido a via que os que nos querem destruir mais têm explorado.
Ou bem que as pessoas começam a parar para pensar e absorver,os ensinamentos,ou então,seremos escravos para o futuro das idades.
Caro Reaccionário,
Não creio que tenha compreendido aquilo que diz Pedro Arroja.
Pedro Arroja defende exactamente que o Sul da Europa é prejudicada exactamente por adoptar paradigmas exógenos à sua dimensão.
Arroja repara e denuncia que a Europa Católica tem absorvido muito e criado pouco e como tal, fica severamente limitada a tentar encaixar aquilo que serve aos protestantes.
E ele tem muita razão nisso.
Talvez com o Catolicismo menos beato e mais terra a terra conseguisse ver isso.
E já que falamos de Judeísmozinhos, o que raio é o Cristianismo senão um mero sistema de crenças Semita? Não vá por aí meu caro...
Para mais, Pedro Arroja afirma - e muito bem - que o problema não está nas elites, mas sim no povo que aponta irremediávelmente as mesmas pseudo-elites degradantes.
E se o Reaccionário fosse um verdadeiro Monarquíco, de bandeira branca e pura, entenderia a necessidade de ser a Aristocracia a dirigir o povo e não o povo a dirigir o Rei.
Cumprimentos e continue com o seu bom blogue. Receitar-lhe-ia apenas uma maior dose de humildade, ou melhor, só um bocadinho menos de arrogância.
Eu percebi perfeitamente o que o Pedro Arroja quis dizer. Já o Afonso Henriques parece não ter percebido aquilo que eu quis dizer: Pedro Arroja, e outros sofistas parecidos, estão a tentar criar um problema que nunca existiu, a não ser nas suas próprias mentes mesquinhas. Ou seja, estão a tentar arranjar um bode expiatório para se defender da bodega em que meteram Portugal.
O Afonso Henriques (nome ousado) confunde acidez com arrogância. Nas críticas que faço tento sempre ser justo e por isso mil perdões se não o sou. Porém, isso não implica que venha para aqui fazer conversa mole. Aliás, a nível de estatuto social estou bem abaixo do Pedro Arroja. Mas isso não significa que ele esteja isento de crítica.
Essa história de o Cristianismo ser um produto do Judaísmo já cheira mal de tão podre que está. O Cristianismo não pode ser produto de uma coisa que não existia antes dele. E diferencia-se de todos os outros credos precisamente por não reduzir Deus a um Povo. É a única religião não materialista, que não parte do Povo mas de Deus. E já agora, como consegue o Afonso Henriques conceber Deus que não único e universal, superior a todas as coisas? Deus para ser Deus, não pode ser imanente à natureza.
Tenho por arrogância quem vem para aqui fazer-se mais monárquico do que os outros. E onde é que viu escrito que deve ser o povo a dirigir o Rei?
Portugal anda mal há muito. De facto, até nos melhores tempos de Portugal a maioria dos Portugueses se queixava da bodega em que Portugal se encontrava na altura. É antes de mais, um traço Nacional já...
Mas de facto, Portugal tem "mergulhado", por assim dizer, na "bodeguice" de cabeça nos último tempos.
Mas temos que atender ao que realmente se passa e compreender que Portugan não está sozinho.
Toda a Civilização Europeia está excepcionalmente demente por estes dias e Portugal, óbviamente, não é excepção.
Nem tem qualquer poder para se libertar de certos e determinados "factores externos".
Agora, meu caro, também não creio que devamos culpar o senhor Arroja apenas por este pertencer a algo parecido como uma elite.
E digo isto partindo dos textos que apresenta no seu blog, não pelo seu registo pessoal que não conheço em detalhe.
Quem está a arranjar bodes expiatórios?
"Essa história de o Cristianismo ser um produto do Judaísmo já cheira mal de tão podre que está. O Cristianismo não pode ser produto de uma coisa que não existia antes dele."
A sério!? E eu a pensar que estava a falar a sério...
Brincalhão!
E o Cristianismo de facto liga Deus a um povo: O povo Hebraico.
Aliás, é precisamente por causa disso que tantos Europeus religiosos têm uma anormal fixação pelos Judeus. Inveja talvez, por não pertencerem ao povo escolhido... (olhe que isto, a nível sub consciente explica muita coisa, muita mesmo)
"(O Cristianismo) É a única religião não materialista"
Você está a comparar o Cristianismo apenas ao Judaísmo. Aliás, exactamente devido ao seu carácter Semita, o Cristianismo é bem mais materialista que, por exemplo, o Hinduísmo, o Budismo, ou outras religiões não tão Semitas...
"que não parte do Povo mas de Deus."
Leu o Antigo Testamento, Reaccionário?
Deus/Povo Judaico/Resto do Mundo
não é
Deus/Humanidade
como nos quer fazer crêr.
"como consegue o Afonso Henriques conceber Deus que não único e universal, superior a todas as coisas? Deus para ser Deus, não pode ser imanente à natureza."
Há várias maneiras de conceber Deus. Único e Omnipresente é um pouco avassalador, não? Qual a superioridade de acreditar na omnisciência e omnipreseça de um ser ao invés da possibilidade da existência de mais de uma divindade? (especialmente quando nos baseamos na fé ao invés de em provas)
"Tenho por arrogância quem vem para aqui fazer-se mais monárquico do que os outros. E onde é que viu escrito que deve ser o povo a dirigir o Rei?"
Aqui tem inequívoca razão. Não o escreveu.
Cumprimentos.
Ó meus amigos...
cá estamos a gastar energias com questões de mero pormenor...
É isso que os Desgovernos querem.
(Dividir, neste caso, discutir, para melhor "reinar").
E a "bodega" continua.
Unidos, meus amigos, UNIDOS,
no COMBATE À BAGUNÇA INFAME!!!
Esse (Afonso) deve ser algum pagão que paSSa 24/ sobre 24 horas a difamar na blogosfera, o Cristianismo e adorar o Judaísmo....
ele que se vá instruir e que leia como tudo começou e as diferenças sociais e religiosas.
Uma rápida aceitação do Cristianismo entre os gentios, levou a um conflito entre a Igreja e a sinagoga.
Muitos Cristãos-gentios interpretaram a destruição do Templo e de Jerusalém como um sinal de que Deus havia abandonado o Judaísmo, e que Ele tinha dado aos gentios a liberdade de desenvolver sua própria teologia cristã, livre da influência de Jerusalém.
Os romanos suprimiram efectivamente o Judaísmo; entretanto, o Cristianismo espalhava-se rapidamente.
E se tornou a maior preocupação de Roma, e as últimas pressões políticas tornavam-se a principal causa do distanciamento entre cristãos e judeus.
Sob a lei romana, o Judaísmo era considerado religio licita, uma religião legal, uma vez que esta precedeu Roma. Para que o Império Romano fosse unificado, todos eram obrigados a adorar e sacrificar aos deuses romanos, e isto incluía o imperador, que era considerado um deus. Obviamente que os cristãos não aceitavam este tipo de adoração pagã, e então se recusavam a compactuar, o que resultava no enfurecimento da autoridade romana. O Cristianismo apareceu após Roma, e por isto era considerado religio ilicita. A prática do Cristianismo era passível de punição.
Na tentativa de aliviar esta perseguição, defensores do Cristianismo tentaram, em vão, convencer Roma de que o Cristianismo era uma extensão do Judaísmo. Entretanto, Roma não foi convencida. As perseguições e a frustração dos cristãos criaram um clima de animosidade em relação com a comunidade judaica, a qual estava livre para adorar a Deus, sem perseguição. Mais tarde, quando a Igreja se tornou a religião do estado, as leis foram passadas contra os judeus em retribuição. :)
"Esse (Afonso) deve ser algum pagão que paSSa 24/ sobre 24 horas a difamar na blogosfera, o Cristianismo e adorar o Judaísmo...."
Sim, sim, é isso.
"ele que se vá instruir e que leia como tudo começou e as diferenças sociais e religiosas."
Meu caro, pelo seu comentário digo-lhe desde já que o senhor não tem qualquer autoridade para me mandar instruir. E no entanto, instruir-me-ei humildementemente mal tenha você algo que me ensinar.
Agora digo-lhe, curto e grosso: Instrua-se vossa excelência.
Uma coisa é a Tradição Católica, um misto de Paganismo Indo-Europeu especialmente Latino com um pouco de espiritismo Celta no Ocidente da Europa e muito Judaísmo Semita (Cristianismo puro?) à mistura.
Outra coisa muito diferente é defender dogmas porque sim.
E tristemente, é isto que venho encontrar na caixa de comentários deste blog - blog este que até me tem agradado bastante.
Venho aqui encontrar um punhado de pessoas interessados apenas na salvaguarda de uma doutrina (nem digo religião!) moral de raízes Marxista-Cristã que é o que a Igreja Católica tem representado desde o Concílio Vaticano II (Reaccionário, vá lá buscar aquele post dos "sacerdotes Comunistas").
Esta gente, não se interessa nem pela Europa nem pela sua Nação, o que me deixa desiludido.
Quero só acabar por saudar o comentário do Camilo e dizer que deveriamos debater aquilo que nos divide mas FORCAR-MO-NOS naquilo que nos une.
Quanto a mim, continuo na minha pois não foi aqui apresentado nenhum argumento válido quer contra mim, quer contra o Pedro Arroja.
Mas pronto. Se calhar deviam ter lido mais Évola e menos Cardeal Cerejeira, não sei...
"Mas pronto. Se calhar deviam ter lido mais Évola e menos Cardeal Cerejeira, não sei..."
eu prefiro instruir-me com a Encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII
e com a bibliografia de Onesimo Redondo, Ramiro Ledesma Ramos e Codreanu, por exemplo.
E dispenso bem ( mas respeito, porque sou uma pessoa educada) as paganices dos cadernos evolianos, bem como de todo o género literário do mundo juvenil. Apesar de ser um cinéfilo do "fantasporto"
Nuno, queres respeito? Ganha-o, merece-o. (Não que eu o esteja a faltar ao respeito mas esse choradinho é deveras incómodo e triste)
"eu prefiro instruir-me com a Encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII
e com a bibliografia de Onesimo Redondo, Ramiro Ledesma Ramos e Codreanu, por exemplo."
E o quê que isso nos trás de bom como Europeus e Portugueses?
Estamos numa altura excepcional e vossas excelências preferem dar apoio a uma instituição anti-Tradicional como é a igreja católica de hoje e apoiar o extermínio étnico da Europa através da importação de milhões de (talvez nem tão bons) Católicos de fora da Europa.
Vocês também preferem ver os Estados Unidos transformados num país de Terceiro Mundo desde que seja um país de Terceiro Mundo Católico, à imagem da Bolívia.
Sentem-se orgulhosos?
Deviam sentir vergonha.
Querem ser Católicos Tradicionalistas, sejam-no, dou-vos toda a força e apoio pois vejo muito valor nisso agora, se querem destruir Portugal e a Europa só porque sim, se querem estar a desviar esforços daquilo que é realmente importante só para avançar com um Catolicismo de segunda, contra-produtivo, auto-destrutivo e ridículo bem,
... fizeram a vossa escolha.
Não há incompatibilidade nenhuma entre o Catolicismo e o Nacionalismo.
O Nacionalismo, quando bem entendido, é um dever imposto pelo 4º Mandamento da Lei de Deus.
É o dever d`amar o próximo como a si mesmo.
Ora, a proximidade é algo relativo: alguns são mais próximos que outros.
É evidente que Pai e Mãe são nossos primeiros "próximos".
Daí, o 1º Mandamento para com o próximo ser o que ordena honrar Pai e Mãe. Nesse Mandamento está incluído também o amor à Nação, porque a ela pertencemos de modo particular, recebendo dela a cultura e a personalidade própria a cada Povo.
Assim como cada pessoa tem uma personalidade particular, cada Povo tem seus valores particulares, dados por Deus, para que cada povo realize na História a sua missão providencial, para a qual Deus o criou.
Essa vocação de Nação temos obrigação de ajudar a cumpri-la, amando os valores que Deus concedeu a cada Pátria.
O verdadeiro Nacionalismo e legítimo consiste nisso: Amar os valores e a vocação providencial da Pátria em que nascemos.
Afonso Henriques:
Tenho evitado participar nesta discussão por considerar desnecessária. Mas com tantos disparates que tenho vindo a ler, sinto-me na obrigação de responder devidamente.
"Portugal anda mal há muito. De facto, até nos melhores tempos de Portugal a maioria dos Portugueses se queixava da bodega em que Portugal se encontrava na altura. É antes de mais, um traço Nacional já..."
A "bodega" não é um traço nacional. Só uma pessoa pouco elevada pode culpar toda a Nação pelas catástrofes políticas, sociais, culturais, morais… É a velha falácia, usada por Arroja, de "muda-se o povo, mantêm-se as elites".
Em tempos Portugal chegou a ser a maior potência do Mundo. Ainda assim, como o próprio Afonso afirma, muitos eram aqueles que se queixavam. Mas como bem deve saber, não se pode agradar a gregos e a troianos. Por isso sempre haverá alguém descontente. Alguns por justas razões, outros não. Daí também não se poder analisar a saúde da Nação pelo seu índice de riqueza. Esse é um erro típico do materialismo ideológico. Uma nação pode ser extremamente saudável (assente em Deus, Família, Justiça, Ordem, Paz, Trabalho) e não ser a mais rica. A riqueza material da nação é apenas uma consequência da sua capacidade produtiva, o que também está dependente do seu território. E ao Povo apenas deve interessar ter o suficiente para viver dignamente.
"Agora, meu caro, também não creio que devamos culpar o senhor Arroja apenas por este pertencer a algo parecido como uma elite."
Este senhor é professor universitário, doutor em economia e acérrimo defensor do liberalismo ideológico. É graças a este tipo de pessoas que Portugal deixou de existir como Nação.
"Quem está a arranjar bodes expiatórios?"
Pessoas que insistem no uso de mentiras para defender os seus próprios interesses ideológicos.
"A sério!? E eu a pensar que estava a falar a sério... Brincalhão!"
Eu não brinco. Falo sempre a sério, mesmo quando o faço de uma forma mais humorada.
"E o Cristianismo de facto liga Deus a um povo: O povo Hebraico."
Não. Para os cristãos Deus é único, universal, absoluto e transcendental, criador de todo o Universo, incluindo todo o género humano. Por isso, não admitimos qualquer exclusividade divina. Isso é coisa de pagãos.
"Você está a comparar o Cristianismo apenas ao Judaísmo. Aliás, exactamente devido ao seu carácter Semita, o Cristianismo é bem mais materialista que, por exemplo, o Hinduísmo, o Budismo, ou outras religiões não tão Semitas..."
É engraçado ver os pagãos muito preocupados com o Cristianismo. Acredito que isto revele uma certa ânsia por conversão.
Meu caro, o Cristianismo diferencia-se de qualquer outro credo precisamente pela crença na consubstanciação entre Carne e Espírito em Cristo. Ou seja, é a negação de toda a lógica casualista e maniqueísta que coloca em lugares opostos a Carne e o Espírito. Algo que pode também ser explicado hoje à luz da mecânica quântica no Princípio da Complementaridade. Isto num sentido mais científico, claro.
"Há várias maneiras de conceber Deus."
Pois há. Olhe os ateus, por exemplo, conseguem concebê-Lo e negá-Lo ao mesmo tempo.
"Meu caro, pelo seu comentário digo-lhe desde já que o senhor não tem qualquer autoridade para me mandar instruir. E no entanto, instruir-me-ei humildemente mal tenha você algo que me ensinar."
Calma, Afonso. Agora sou que lhe digo para não ser tão arrogante. Não sei qual a intenção do Nuno quando o mandou ler. Mas às vezes as pessoas mandam a outra ler ou estudar, não por falta de educação, mas porque a informação que esta apresenta pode estar errada, incompleta ou ser inconsistente. Não há mal nenhum em não dominar determinados assuntos. Afinal, todos nós não passamos de ignorantes.
Continuação:
"Uma coisa é a Tradição Católica, um misto de Paganismo Indo-Europeu especialmente Latino com um pouco de espiritismo Celta no Ocidente da Europa e muito Judaísmo Semita (Cristianismo puro?) à mistura."
Vocês pagãos têm uma séria dificuldade em distinguir os traços culturais e característicos de um determinado povo, de Deus, que para o Ser verdadeiramente, não pode ser exclusivo de ninguém. Por isso eu defendo a Tradição Católica por ser a forma mais verdadeira de Cristianismo.
"Outra coisa muito diferente é defender dogmas porque sim."
Quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. (Mateus 10:38)
"Venho aqui encontrar um punhado de pessoas interessados apenas na salvaguarda de uma doutrina (nem digo religião!) moral de raízes Marxista-Cristã que é o que a Igreja Católica tem representado desde o Concílio Vaticano II (Reaccionário, vá lá buscar aquele post dos "sacerdotes Comunistas")."
Tenha cuidado com aquilo que afirma, Afonso Henriques. Já é a segunda vez que o apanho a mentir sobre a minha pessoa. Dos outros não sei, mas por mim digo que sou Católico fiel à Tradição e tenho a Igreja Católica como verdadeira Igreja de Deus. Se na Igreja há clérigos que não seguem verdadeiramente a Cristo, isso é um mal deles e não da Fé. É a mesma falácia, já por mim enunciada e que o Afonso persiste em manter: Se há maus portugueses, a culpa não é de Portugal. Se há maus reis, a culpa não é da Monarquia. Se há maus padres, a culpa não é da Igreja.
"Quanto a mim, continuo na minha pois não foi aqui apresentado nenhum argumento válido quer contra mim, quer contra o Pedro Arroja."
Nada posso fazer em relação a uma pessoa que insiste em errar. Já aqui enumerei diversos erros, mas se ele insiste em mantê-los, nada posso fazer.
"E o quê que isso nos trás de bom como Europeus e Portugueses?"
O Nuno falou em Papa Leão XIII, Onésimo Redondo, Ramiro Ledesma Ramos e Codreanu, tal como também podia ter falado em António Sardinha, Alfredo Pimenta ou Charles Maurras. E o Afonso ainda nos pergunta o que é que isso pode trazer de bom?! Enfim, sem comentários.
"Estamos numa altura excepcional e vossas excelências preferem dar apoio a uma instituição anti-Tradicional como é a igreja católica de hoje e apoiar o extermínio étnico da Europa através da importação de milhões de (talvez nem tão bons) Católicos de fora da Europa."
Nova mentira e velha falácia. Começo a perder a paciência para as suas falsas acusações. E mais uma vez, a bem da verdade, é importante separar a Instituição dos seus associados.
"Vocês também preferem ver os Estados Unidos transformados num país de Terceiro Mundo desde que seja um país de Terceiro Mundo Católico, à imagem da Bolívia."
Outra mentira. Eu não prefiro nada. Sou tão anti-capitalista como anti-comunista. Ambos os países são óptimos exemplos do que significa não ser católico. Quer conhecer uma sociedade católica? Pois agora sou eu que lhe digo: procura ler sobre a Idade Média.
"Querem ser Católicos Tradicionalistas, sejam-no, dou-vos toda a força e apoio pois vejo muito valor nisso agora, se querem destruir Portugal e a Europa só porque sim, se querem estar a desviar esforços daquilo que é realmente importante só para avançar com um Catolicismo de segunda, contra-produtivo, auto-destrutivo e ridículo bem, ... fizeram a vossa escolha."
Gostava que o Afonso me justificasse estas afirmações, caso contrário, tomo-o como mentiroso.
Por amor de Deus, Reaccionário. Não seja tão arrogante ao ponto de intrevir só por intrevir. Como Católico deveria saber que a razão é superior ao Homem e não é por o Homem que a cria, o Homem apenas a conhece (ou não).
Vamos lá com calma.
"É a velha falácia, usada por Arroja, de "muda-se o povo, mantêm-se as elites"."
E cair à terra e ao mundo real, não?
Por amor de Deus! Vivemos numa democracia onde as pessoas têm liberdade para fazerem o que quiserem, constituirem os partidos que quiserem, votarem nos partidos que quiserem, e o que sucede?
Uma degradação cada vez maior em quase todas as esferas da Nação.
Uma degradação que é proporcional a quanto mais se poder se der ao povo. Ou seja, a ausência de uma aristocracia.
E pare lá com esse seu choradinho do "mantêm-dr as elites" que ninguém aqui vai nesse sentido. Seja pelo menos honesto, caramba.
"A riqueza material da nação é apenas uma consequência da sua capacidade produtiva, o que também está dependente do seu território. E ao Povo apenas deve interessar ter o suficiente para viver dignamente."
Lá está. Nisto não posso concordar. É por isso que me considero "capitalista".
"(Pedro Arroja) é professor universitário, doutor em economia e acérrimo defensor do liberalismo ideológico."
Liberalismo Ideológico? Como assim? Ainda não tinha reparado nisso. Ponha-o por exemplo na Assembleia da República ou em qualquer rua de Portugal - por entre o povo - e diga-me quantos são menos liberais que ele...
Esse traço derivado do fundamentalismo religioso que consiste em ostracizar todo aquele que não for igualmente fundamentalista em vez de procurar aliados até por entre os inimigos (como Jesus ordena) é que não abona a favor dos que se auto classificam como "Católicos".
"É engraçado ver os pagãos muito preocupados com o Cristianismo. Acredito que isto revele uma certa ânsia por conversão."
Engraçado é considerar-me pagão.
Talvez, se não for tão perguiçoso pode fácilmente chegar à conclusão que não se trata de uma ânsia de conversão do indíviduo.
... Muita gente apenas sente saudade dos tempos em que o Cristianismo era uma força da Civilização Europeia e não um inimigo perigosíssimo que batalha e batalha contra ela.
"Olhe os ateus, por exemplo, conseguem concebê-Lo e negá-Lo ao mesmo tempo."
Poria aqui outra questão. Pode o Homem realmente existir sem conceber Deus, de uma forma ou de outra?
"Quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim."
Confesso que foi uma boa resposta.
Mas ainda assim, não encontro aí uma imposição necessária na crença de dogmas sem qualquer motivo aparente. A cruz pode muito bem ser por em causa. Engraçado que os teólogos na idade média debatiam exactamente isso e buscavam respostas para justificar o porquê. Eles tomavam isso como a sua "cruz". Isso sim, é a "coisinha Europeia" misturada no Cristianismo (Universal, mas "tradicionalizado" por Semitas).
"por mim digo que sou Católico fiel à Tradição e tenho a Igreja Católica como verdadeira Igreja de Deus."
Infelizmente, hoje em dia, não se pode ser Católico fiel à Tradição e ter a corrente instituição da Igreja Católica como a verdadeira Igreja. É muito difícil de conciliar.
"É a mesma falácia, já por mim enunciada e que o Afonso persiste em manter"
Eu não recorro a essa falácia que enuncia.
A questão é que há "maus" Portugueses porque o sistema em que Portugal se encontra fomenta a sua existência. O problema é então Nacional e do sistema vigente.
O mesmo se passa com a Igreja. O problema não é um ou mau padre, mas sim a sua Doutrina actual.
Essa sua inferência seria válida se por exemplo eu fosse um daqueles que diz que a Igreja é má porque existem maus padres que violam crianças. Ora, se a Igreja é preponderantemente contra a violação de igrejas, um sacerdote que viole uma criança é um problema individual e não um problema com origem na própria doutrina da Igreja.
"Sou tão anti-capitalista como anti-comunista. Ambos os países são óptimos exemplos do que significa não ser católico."
E são os actuais regimes vigentes em Portugal e Espanha mais perfeitos do ponto de vista de um Católico que o Americano, por exemplo?
E quer mesmo que se faça um puro recuo à idade média? Isso não pode ser.
E que tal pautarmo-nos por trazer o bom da idade média que se perdeu de volta?
"Gostava que o Afonso me justificasse estas afirmações, caso contrário, tomo-o como mentiroso."
Tome-me como quiser...
Agora, o que é certo é que não fiz afirmações. Disse que dentro da Catolicismo há dois caminhos. Um muito destrutivo para a Europa que é aquele que a maioria dos "Cristãos" considera ser o correcto. Sabe tão bem disto como eu.
Cumprimentos.
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